August 25, 2019

Eu, como muitos fãs da NBA, adoro jogar na minha liga de fantasy. Todos os anos, o draft é um dos pontos altos da temporada e os altos e baixos da gestão de uma equipa ao longo de caóticos e maravilhosos meses dá-nos uma sensação de adrenalina que raramente conseguimos encontrar nos amorfos e sensaborões acontecimentos do dia-a-dia. É sublime.

No entanto, é importante ter cuidado com a prolongada exposição a este mundo de números complexos e amores/desamores irracionais. Todos os anos a adesão a este tipo de ligas aumenta exponencialmente e já faltou mais para um louco atacar o Russell Westbrook na rua por que este não passou ao Durant no último segundo do jogo de Domingo e negou-lhe a possibilidade de um triplo que lhe teria dado a vitória na semana na liga que tem com os colegas de trabalho.

Em jeito de serviço público, deixo aqui uma singela amostra de alguns dos sintomas que poderão ser sinal de que estás a ficar irremediavelmente viciado em fantasy da NBA. Se sentes cinco ou mais destes sintomas, pode ser sinal que tens de largar o jogo e evitar que a percentagem de lançamento do Josh Smith te arraste numa espiral suicida:

  • A app do teu site de fantasy é a primeira coisa que abres sempre que te aborreces e decides perder tempo com o teu iPhone. A app do teu site de fantasy é consultada, em média, 7456842 vezes por dia.
  • Tens um alarme programado para as 23h45 todos os dias para poderes confirmar se nenhum dos teus jogadores titulares apanhou uma lesão de última hora e ficou indisponível.
  • Dás por ti acordado às cinco da manhã a ver jogos dos Utah Jazz porque precisas que um dos teus jogadores faça pelo menos mais um ou dois cestos para ganhares a semana.
  • Sentes o horror que é saber que o impacto positivo da assistência contabilizada pelo teu jogador foi anulado porque este passou para um triplo de um jogador que pertence à equipa do teu adversário de fantasy nessa semana.
  • Tornas-te horrivelmente cínico com lesões graves de estrelas da NBA. Desculpa Derrick Rose, mas vai-me dar imenso jeito que o Luol Deng passe a ser a principal arma ofensiva dos Bulls.
  • Odeias de morte todos os treinadores que têm o desplante de tomar decisões por si mesmos e não avisam com pelo menos 12 horas de antecedência que vão descansar o teu jogador nesse dia. Estou a olhar para ti, Erik Spoelstra.
  • Professas o teu eterno amor a todos os treinadores que se recusam a retirar as suas estrelas de campo e as obrigam a jogar 48 minutos por jogo. És o sol na minha vida, Tom Thibodeau.
  • Dás por ti a dizer frases como: “O Steve Blake ter ficado elegível para duas posições pode-me ter salvo a temporada”.
  • Sabes de cor quantas vezes todos os teus melhores jogadores jogam nessa semana e acreditas genuinamente que a NBA desenhou o calendário especificamente para te fazer sofrer. E, já que falamos disso…
  • Odeias a quinta-feira. “Uau, adoro só ter dois jogos para ver esta noite. Tenho a certeza que o facto de isso significar que só tenho um jogador ativo na minha equipa de fantasy não vai de todo afetar a minha apreciação do mágico jogo do basquetebol… Morram todos”.

 

Pedro Quedas

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