December 15, 2017

 

Esta promete ser a táctica do Sport Lisboa e Benfica para o ataque ao penta. Porquê? Por dois motivos:

 

1. Deus (Jonas) joga no Benfica, e sempre que estiver fisicamente capaz, vai continuar a mostrar-nos quão insignificantes são a grande maioria dos futebolistas em termos técnico-tácticos.
2. Porque o planeamento do plantel foi feito, novamente, na base da fé. “Epá, um gajo acaba por ganhar, sinto-o”, dirá Luís Filipe Vieira enquanto mastiga pipocas com a boca escancarada – um pouco à semelhança da nossa defesa.

 

Concedo que, nos últimos quatro anos, o cenário tem sido sempre este: a debandada de jogadores fundamentais parece fragilizar sempre a equipa, mas o acumular de títulos tem contrariado, ano após ano, os mais pessimistas no início da época (onde me incluo).

 

Todavia, este ano esse enfraquecimento parece-me mais notório do que nunca. E atenção, falo apenas e só do sector defensivo. Do meio-campo para a frente estou sossegadinho, embora continue a achar que não existe uma real alternativa ao campeão Fejsa.

 

É preocupante dependermos de um notável jogador de meia-idade (Luisão), que vai disfarçando a decrescente velocidade e agilidade com inteligência e experiência. Mas até quando vamos espremer esta teta jurássica?

 

Almeidinhos é competente. Júlio, Jardel e Grimaldo estão sempre no estaleiro. Eliseu é boa pessoa. Kalaica e Rúben Dias podem vir a ser  grandes centrais, mas ainda não são. Pedro Pereira e Hermes vão dar muito jeito à equipa B e um dia vão brilhar num Anorthosis Famagusta deste planeta.

 

Aprende a refilar, Rui.

 

Especula-se que Garay podia ter regressado e que “a SAD não quis”. That’s just sad, SAD. Para onde vão os tão propalados cacaziliões das vendas? Para abater o passivo, não é?

 

Naturalmente, posso estar completamente equivocado em tudo isto. Espero, em Maio, ser um tipo redondamente errado (e bêbado) no Marquês.

 

Ivo Gonçalves

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