July 16, 2019


2019 é ano de campeonato do Mundo de rugby, o terceiro evento desportivo mais visto do planeta, que este ano se disputa no Japão entre 20 de Setembro e 2 de Novembro. Sendo ano de Mundial, as várias competições de Selecções que se disputam durante o ano ganham (ainda) maior relevância. Dentro destas competições a mais famosa e que me traz aqui hoje é o antigo Torneio das 5 Nações que, com a inclusão da Itália em 2000, passou a Torneio das 6 Nações.

Dan Biggar


Este ano já se disputaram três das cinco jornadas e o País de Gales lidera a tabela, por força da vitória na última ronda sobre a Inglaterra, por 21-13. Uma estranha tradição foi mantida, pois, desde 1949, que os galeses vencem o XV da Rosa nos anos que terminam em 9. Os galeses passaram para a frente do marcador após uma jogada atacante onde somaram umas impressionantes 34 fases até que o segunda linha Cory Hill entrou na área de validação adversária e selaram a vitória com um passe ao pé do médio de abertura Dan Biggar para Josh Adams que ganhou a oval no ar ao número 15 britânico e acabou com as dúvidas quanto ao vencedor deste jogo. O País de Gales somou assim a 12ª vitória consecutiva, um recorde.


A equipa orientada pelo neozelandês Waren Gatland alcançou assim a liderança isolada desta edição do 6 Nações, mas tem pela frente dois jogos complicados, frente à Escócia em Murray field e a recepção à Irlanda, na última jornada. Irlandeses que, caso vençam esta semana a França, podem chegar a esse jogo ainda com aspirações à vitória no torneio.

Owen Farrell


Falando agora de algumas das actuais figuras destas 6 equipas, começo pelos melhores marcadores, ambos ingleses: Owen Farrell, médio de abertura, lidera a tabela de pontos, com 37 e carrega a pesada herança que é a camisola 10 que pertenceu a Jonny Wilkinson, um dos melhores de sempre naquela posição e homem que deu à Inglaterra o seu único título de campeã do Mundo, em 2003, com um dropgoal no prolongamento do jogo contra a Austrália.

Jonny May


Já o melhor marcador de ensaios, com 4, é o ponta Jonny May, uma arma perigosíssima pela velocidade e capacidade de finalização. Outro ponta que se tem destacado é o escocês Blair Kinghorn, que leva 3 ensaios e 313 metros ganhos. Nos ingleses têm-se destacado ainda Billy Vunipola e Mark Wilson pela capacidade de trabalho e sacrifício.

Conor Murray e Jonathan Sexton


A Irlanda conta com a minha dupla de médios preferida, com Conor Murray a médio de formação e Jonathan Sexton a abertura e ainda com dois pontas de qualidade, Keith Earls e Jacob Stockdale, mas tem demonstrado alguma inconstância exibicional, que me leva a acreditar que não renovarão o título.

Imagens da ref cam


Muito mais haveria para falar e muitos mais nomes a destacar, mas por hoje fico por aqui. Espero com isto ter aberto o apetite para as duas últimas rondas deste magnífico torneio. Para os que ainda têm dúvidas sobre assistir ou não ao que falta jogar, sugiro que invistam algum do vosso tempo, acreditem que não o darão por desperdiçado. E aproveitem para se maravilhar com as comunicações que se ouvem entre árbitro e auxiliares (incluindo o Television Match Official, vulgo vídeo-árbitro) e também com os jogadores e as sempre belíssimas imagens da refcam!

Nuno Fernandes

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