December 13, 2019

Após a Tempestade… Vem a Bonança

 

Caros leitores, tal e qual como o Mercado de Transferências da época de Verão terminou mais tarde em Inglaterra, a Crónica desta semana aterrou dois dias após o previsto.

Lançando a imagem do artigo desta semana, é mesmo necessário olhar fixamente para o céu e perguntar aos deuses, se o coração Benfiquista irá aguentar ao longo da época, as emoções decorridas nos últimos dois jogos na Luz, com esta partida a suscitar duas reviravoltas em apenas 14 minutos. A primeira iniciou-se novamente ao minuto 73. Dedo divino de Rei Eusébio? Ninguém sabe, mas começamos a achar demasiada coincidência.

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Quanto ao jogo propriamente dito, a Equipa ainda não se encontrou. O meio campo está lento, previsível, não tendo ainda entrosamento suficiente, quer com a linha mais avançada, quer no momento de pressão sobre o portador da bola e na cobertura do espaço. Os dois elementos do corredor central (neste jogo, Samaris e Pizzi) jogam de forma muito previsível, erram bastantes passes e, sobretudo, jogam de forma lenta com baixa intensidade. Procurar explicações para este sub rendimento? A pré época realizada nas Américas? A ideia de jogo de Rui Vitória ainda não ter sido consolidada pelos jogadores (ou como ele refere, o “processo”)? A falta de entrosamento – pese embora terem sido a a ala direita da Equipa B da época passada -, dos dois elementos da asa direita, relativamente aos experimentadíssimos e guerreiros Maxi e Sálvio das épocas anteriores? Deixo essa questão no ar….

Destaque para os três dianteiros do conjunto da Luz, que em conjunto conseguiram desarticular a defesa de Moreira de Cónegos e fabricaram com ajuda preciosa de Nico Gaitán, os três golos desta preciosíssima vitória. Raúl (míssil autêntico, a sua cabeçada, no primeiro toque na bola) e Jonas em plano de evidência…

Portuguese League football match between SL Benfica and Moreirense FC 2014

 

Pois, Jonas Pistolas e Nico Gaitán foram decisivos na vitória. Encerrado o mercado, permitindo apenas a aquisição de jogadores “desempregados”, para as bandas da Luz não houve surpresas de última hora, a não ser os empréstimos esperados de Nélson Oliveira e Ola John. O lateral esquerdo, o médio “posição 8, box-to-box” e o extremo não aterraram nem na Portela, nem em Figo Maduro, nem em lado nenhum. Siqueira, Ansaldi, Coentrão, Markovic e tantos outros rumaram a outras paragens. Desvendar as razões para o insucesso de aquisições neste último dia de mercado é assunto para os Rui Pedro Brás desta vida. Aqui, agora, cingimo-nos a factos. É este grupo que vai atacar o Tri Campeonato, a Liga dos Campeões e as Taças. Sendo assim, a permanência destes dois diamantes mencionados no início deste parágrafo, constituem os dois “reforços” para o plantel. Jogadores de inquestionável qualidade, num patamar superior aos restantes, demonstram em campo, jogo após jogo o seu profissionalismo e a sua vontade em continuar a Ser Benfica.

Nico Gaitán reconheceu esta semana que se sente muito feliz no Benfica, sobretudo pelos adeptos, que o fazem sentir muito bem. Vindo para substituir Di Maria, permanece na Luz, ano após ano, melhorando a sua qualidade de jogo e a preponderância no balneário. A cláusula de rescisão fixada em 35 milhões de euros é suficiente para prolongar a estadia entre nós? Desconhecemos, apenas resta-nos “deliciar-nos” com o seu pé esquerdo e capacidade de inventar e criar desequilíbrios.

Relativamente a Jonas Pistolas, um pecúlio de 34 golos em 39 jogos é fantástico. Que dizer da classe, humildade, entrega deste grande jogador? Faz apenas 1 ano que este jogador chegou ao Nosso Clube, mas parece que joga cá há imenso tempo. De uma frieza mortífera, Jonas joga simples. Aliás, muito simples. Sempre a um ou dois toques, utilizando inúmeras vezes a finta de corpo para tirar os adversários do caminho. É um matador, por excelência, que marca e dá a marcar pelo simples facto de ser bom. Com várias propostas financeiramente muito atractivas, recusou-as, encaminhando-se para a renovação por mais duas épocas. Oxalá esse processo (o verdadeiro!) caminhe para o fim muito rapidamente.

 

Para encerrar este capítulo do mercado, deixo este apontamento:

Não fugindo à vinda de Coentrão e Markovic:

Coentrão, a meio de Agosto, a uma quarta -feira tinha viagem marcada para Lisboa com a certeza de vir assinar um contrato de empréstimo de 1 ano com o Benfica. Dispunha-se a baixar o salário, querendo jogar fora de Madrid, apenas no Benfica. Só que nessa tarde, o Inter intrometeu-se, acenando com milhões para pagar o empréstimo. Florentino Pérez recuou na decisão de permitir o empréstimo, uma vez que ganharia mais dinheiro com este negócio, além de manter o braço de ferro vencedor com o Benfica, desde o negócio de Garay. Com o negócio de Garay, as relações entre Benfica e Real Madrid deterioram-se. Florentino Pérez não perdoou ainda a falta de lealdade de Vieira. A ida de Coentrão para o Mónaco é o que se assemelha mais a um “Benfica”, porque vai estar entre imensos portugueses, cabendo-lhe um papel de destaque.
A ida de Markovic era possível, pois já se estava a discutir salários. Essa possibilidade era real. O jogador não aceitou baixar até valores que o Benfica pagasse. A ida para o Fenerbahçe reflecte essa realidade. De que contra clubes turcos nada podemos fazer. Eles podem pagar, nós não.

 

Estava plenamente convencido que viriam, daí ter dito com certeza absoluta que estariam connosco. Enganei-me, não vieram. Peço desculpa por ter alimentado essa ilusão.

Bom, a bonança trouxe-nos a excelente prestação de algumas equipas e atletas nas Modalidades, a saber:

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  • Extraordinária prestação de Nélson Évora na Final do Triplo Salto Masculino nos Mundiais de Atletismo em Pequim, com a marca de 17 metros e 52 centímetros, no derradeiro salto, conquistando a medalha de bronze. A concorrência esteve fortíssima com o vencedor a alcançar a marca de 18 metros e 21 centímetros. Esta medalha de bronze, como bem disse o Campeão Olímpico de 2008, soube-lhe a ouro. Depois de tudo o que passou, das duas lesões que estiveram quase a coloca-lo fora das pistas de tartan, é um prémio mais que justo, demonstrando a raça dos verdadeiros guerreiros lusitanos e a Chama imensa que habita em cada Benfiquista. Parabéns Nélson!
  • A conquista da 7.ª Supertaça de Futsal no passado domingo em Oliveira de Azeméis, frente à AD Fundão por 6-3. Disparando mais de 70 vezes à baliza adversária, 4 delas aos postes, a ver-se a perder por 0-3 ao intervalo, alcançando a igualdade a 14 segundos do final do tempo regulamentar, os comandados de Joel Rocha cilindraram o Fundão no prolongamento. Que remontada. De realçar, as excelentes declarações do Nosso Treinador a elogiar em primeiro lugar o adversário, bem como a registar a qualidade do trabalho realizado pelos seus jogadores. Esta equipa tem ADN Benfica e promete continuar a vencer, não ficando por aqui.

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  • O início de preparação da Equipa de Voleibol, onde os pupilos do Professor Luís Jardim vão, pelo menos, tentar repetir a proeza do ano transacto: limpar tudo!

 

Aproveitando a pausa para os compromissos das selecções, sem campeonato no próximo fim-de-semana, é tempo de recordar que se aproxima uma Assembleia Geral do Clube, ainda neste mês de Setembro. Cada sócio deverá “prepará-la” da forma que entender, por mais conveniente.

Vençamos todos juntos!

 

Vivó Benfica! Et Pluribus Unum.

 

Manuel Serra

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