December 10, 2018

 

Gostava muito que o meu primeiro texto para o Entre Linhas fosse diferente. A verdade é que, desde ontem, não consigo pensar em desporto, sem me lembrar do acidente com o avião que transportava os jogadores da Chapecoense.

 

Não irei alongar-me muito por duas razões: os meus colegas de escrita já o fizeram aqui muito melhor do que eu e, confesso, as palavras fogem-me sempre que tento escrever sobre isto. Lembro-me de Tiaguinho, que soube que ia ser pai há poucos dias, do guarda-redes Danilo e das fotografias que tirou com o filho na baliza. Lembro-me de Paulo Paixão, preparador físico brasileiro que perdeu o filho no acidente, quando já tinha perdido um após o Mundial de 2002. E como jornalista, não deixo de me lembrar também dos colegas que perderam a vida no exercício da sua função.

 

Há uma imagem que teima em não me sair da cabeça, precisamente a que ilustra este texto. O menino derrotado pelo destino que lhe roubou os craques, de cabeça baixa, parece desistir.

 

É por ele e por todos os adeptos da Chapecoense que o melhor que o futebol tem vem ao de cima no momento da tragédia. É por eles que clubes, dirigentes e massas associativas se unem para amparar uma instituição cuja história foi interrompida de forma abrupta. A união é a verdadeira essência do desporto.

 

Coragem, Chapecoense! Estamos todos convosco!

 

Pedro Gabriel

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