December 7, 2019

A (des)igualdade de armas

Caros leitores, a partir de hoje, irei, na medida da minha capacidade para Vos satisfazer, encetar a tarefa de escrever semanalmente uma crónica sobre a principal actividade do Sport Lisboa e Benfica. Tarefa árdua que, naturalmente, irá sendo aperfeiçoada com os escritos semanais. A busca da perfeição será incessante. Portanto, estou totalmente ao vosso dispor para as críticas e sugestões que entenderem.

Não serei um pró isto ou aquilo ou um híper crítico. Explanarei os meus pontos de vista, alicerçados no conhecimento de causa e – em consequência -, na opinião que formo sobre a realidade do Universo Benfiquista.

 

Assim sendo, não foi do Nosso (somos uma Família) agrado, o que se passou no Estádio Faro – Loulé, no domingo passado. Perder contra o rival de sempre, no primeiro troféu oficial da temporada custa, e para mais, sendo detentores do título de Campeão Nacional (aliás, Bi). Não pretendendo entrar em delongas sobre o jogo, saliento apenas três aspectos que favoreceram o Sporting, de Jorge Jesus:

– o conhecimento ao pormenor do ex – treinador do Benfica da sua antiga Equipa, pois percebe e sabe explorar todas as vertentes do jogo que a sua antiga Equipa tem, relativamente ao Nosso actual treinador, Rui Vitória. Dos 11 jogadores titulares que entraram em campo, apenas um deles (Nélson Semedo), não era seu jogador na época passada, na equipa sénior. Muito provavelmente dir-me-ão que não é decisivo. Pode não o ser, contudo, é de extraordinária importância, no momento da capacidade de decisão e criação de opções dos seus antigos jogadores e do actual treinador do Benfica;

– a digressão de pré-época efectuada às Américas. Motivados por questões de ordem financeira e de prestígio, a Equipa, viu-se distante da Nossa Casa, obrigando-se a percorrer milhares de quilómetros para efectuar 5 jogos de preparação, inclusive, o último dos quais, a Eusébio Cup (pessoalmente, discordo frontalmente da realização deste jogo no México). Este desgaste fatigou os jogadores, ao ponto de arriscar dizer, que iniciámos a verdadeira pré época, na semana passada, no primeiro treino no Caixa Futebol Campus, no Seixal. A equipa encontrou-se com índices físicos muito abaixo dos esperados, já para este nível da época;

– a entrada forte do Sporting no início das duas partes do jogo. O Sporting entrou com muita determinação e vontade de resolver as coisas cedo. A resposta da Nossa Equipa foi tímida, revelando-se acertada a defender, sabendo juntar as duas linhas defensivas, no entanto, revelou-se curta para estancar o jogo ofensivo do adversário, criando algum perigo a espaços, muito por culpa (não queremos nada que fuja!) de Jonas Pistolas.

O Sporting mereceu vencer o troféu, ponto final.

 

Posto isto, importa olhar para o futuro. Questionam bem, qual é o futuro?

O futuro será:

1 – Preparar com todo o afinco, organização e discrição o primeiro embate contra o Estoril – Praia, agendado para domingo, 16 de Agosto, pelas 20 h e 30m. Encher a Nossa Casa, a Catedral, apoiando incessantemente a Equipa do primeiro ao último minuto. Quem joga e nos dá pontos para a conquista do almejado Tri, são os jogadores, ao invés, da tão famosa “estrutura” (composta por pessoas, não por qualquer entidade sobrenatural, desconhecida dos Benfiquistas);

2 – Reforçar a Equipa nas posições mais deficitárias até agora detectadas, a saber: lateral esquerdo, extremo e avançado.

  • Avançado, ao que tudo leva a crer, Raúl Jimenez, proveniente do Atlético de Madrid, encontra-se a realizar exames médicos em Lisboa, prestes a assinar. Será uma operação que envolve a aquisição de 50 % do passe, por 3 Milhões de euros a pronto e 9 Milhões de euros em 2016;
  • Lateral esquerdo, encontrando-se Fábio Coentrão na linha da frente. O jogador dá prioridade ao Benfica e Nós bem o gostaríamos de o ver por cá a envergar o Manto Sagrado. Os contornos do negócio desconhecem-se;
  • Extremo, no pressuposto de que Nico Gaitán se mantém no clube, para colmatar a ausência prolongada por lesão de Sálvio. Nomes? Markovic é uma possibilidade. Difícil, mas possível.

3 – Dar estabilidade a Rui Vitória para desenvolver o seu trabalho com o apoio de todos, não nos esquecendo de ele ser tão Benfiquista quanto cada um de Nós.

 

Vivó Benfica! Et Pluribus Unum.

 

P.S. – Um agradecimento especial ao Hugo Morgado pelo incentivo para este novo desafio. Um bem-haja.

 

Manuel Serra

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