September 22, 2018

 

17, 16, 15, 14, 13, 12, 11, 10, 9, 8… A contagem decrescente para o regresso da melhor liga do mundo[i] acaba hoje às 20 horas quando o Manchester United receber o Leicester, e ainda bem que já não conseguia esperar muito mais tempo

 

Como sempre o país do futebol[ii] está um passo à frente do resto[iii] e mostra o caminho a seguir. O ano passado os clubes ingleses votaram e decidiram que o prazo de transferências deveria acabar antes de a época começar. De facto não há grande motivo que explique que assim não seja em todo o lado, estamos atentos Liga NOS.

 

Por isso ontem às 18 horas locais fecharam as inscrições e ficámos a saber a plenitude dos planteis dos clubes britânicos, com excepção de alguma venda que possam fazer para países onde o mercado ainda está aberto, mas que é pouco provável que aconteçam.

 

OS CANDIDATOS

O que torna esta liga a melhor do mundo são duas coisas muito fáceis de explicar: a primeira é que não há nenhuma outra liga com tantos (hipotéticos) candidatos ao título. A liga inglesa começa com seis equipas quem se pode dizer, legitimamente, têm hipóteses reais de sagrarem campeãs: Manchester City, Liverpool, Chelsea, Manchester United, Arsenal e Tottenham. São clubes tão grandes e com planteis tão bons que são candidatos em Inglaterra, mas sê-lo-iam em qualquer outra liga que disputassem, é isso que faz a diferença. 6 em 20. Assegura que pelo menos, jornada sim, jornada não tenhamos um jogo entre candidatos.

 

 

Já disse quem são os seis candidatos, mas na prática há um que está um patamar acima de todos os outros, falo obviamente do Manchester City. A época passada foi um verdadeiro passeio no parque para o campeão em título. Depois de um ano de testes à frente dos citizens Pep Guardiola foi ao mercado de uma forma inovadora. Antecipou as necessidades do clube, não apenas para essa época, mas nas próximas e pediu um adiantamento da sua mesada anual, chamemos-lhe assim, garantindo que nos anos seguintes não precisaria de gastar muito mais. Resultado: Gastou 221,5M de libras no verão passado em jogadores já muito bons, mas ainda jovens, como Bernardo Silva, mas especial enfoque no sector defensivo (Ederson, Kyle Walker, Danilo, Laporte e Mendy) e formou um super grupo revitalizando outros jogadores que já estavam no clube, cujo valor já era posto em causa, e que fizeram as suas melhores épocas de sempre (Sané, Sterling e Stones). Agora tem tudo montado para revalidar o título. Apesar do histórico Yaya Touré ter saído, já não era titular há muito tempo, pelo que não perdeu ninguém relevante e ainda juntou Riyad Mahrez ao elenco. Tem tudo para dar certo internamente, a única dúvida é até onde chegará na Europa.

 

 

A equipa que parece mais bem posicionada para rivalizar com o City é o Liverpool. O ano passado Kloop teve de fazer uma escolha face às limitações do seu plantel: quando viu que internamente não tinha hipóteses, pôs todas as fichas nas competições europeias.  Um plantel com pouca profundidade como era o dos reds não podia lutar por ambas as coisas. Quase se deu bem, foi suficiente para chegar à final da Champions, mas a lesão do melhor jogador da equipa e da última edição da Premier League, Mohammed Salah,  bem como os frangos com piri-piri do guarda-redes alemão Loris Karius roubaram o sonho aos homens de Anfield. Este ano o Liverpool comprou cirurgicamente para poder atacar em todas frentes. Chegou Alisson para o lugar de Karius. Saiu Emre Can para a Juventus, mas chegou Fabinho do Mónaco para o seu lugar. Chegou Naby Keita (que já estava assegurado desde a época transacta, mas o fair-play financeiro impediu que viesse logo) e ainda Shaqiri, o irregular desiquilibrador suíço já com muita experiência e alguns anos de Premier, que pode ser o joker que vai saltar do banco e dar ao Liverpool alguma criatividade, que a espaços bem precisa. Se há ano em que os adeptos do Liverpool podem ter esperança em ter algum sucesso é este.

 

 

O Manchester só não foi a grande desilusão deste defeso porque aconteceu uma “tottenhamzada”, mas já lá vamos. Mourinho fez uma época de desilusão apesar de ter ficado em segundo lugar do campeonato. Não foi longe na Champions e perdeu a final da Taça para o Chelsea. Pior que isso a equipa praticou sempre um futebol medíocre e demasiado defensivo para um clube desta dimensão. Embora todos apontem a defesa como o principal ponto fraco do United a verdade é que é no parâmetro golos marcados que os Red Devils se destacam pela negativa. Senão vejamos, em 2017-2018 o United foi a segunda melhor defesa do campeonato com apenas 28 golos sofridos, apenas mais um que o City, logo não foi por aí que correu mal (Tottenham 36, Liverpool e Chelsea 38 e Arsenal 51 – OUCH!!!). Onde a equipa peca e muito é no capítulo da finalização. Os mancunianos marcaram apenas 68 golos (+/- 40). O City marcou 106 (+/-79)!!! Esta diferença de 39 golos de goal average traduziu-se numa diferença pontual de 19 pontos! É muito. É demasiado para equipas que deviam estar ao mesmo nível. Esperava-se que Mourinho fizesse tudo para encurtar esta distância, mas tal não aconteceu. Ao clube chegou apenas Dalot vindo do FC Porto, um lateral direito com um potencial tremendo, mas muito inexperiente, Lee grant um guarda-redes de 35 anos vindo do Stoke e Fred um médio de 25 anos proveniente do Shaktar Donetsk de Paulo Fonseca, internacional brasileiro muito bom de bola, mas que que não vai encurtar em nada a distância entre os rivais da mesma cidade. Na verdade, olhando às adições do City e ao novo estatuto de Phil Foden diria que o fosso agravou. O Manchester tem reduzidas hipóteses de sucesso esta época. Resta ao clube rezar para que o Pogba do Mundial seja constante e ataque a nova época com o mesmo espírito de liderança e fome de títulos, que Lukaku seja um super-guerreiro dos golos e que De Gea faça uma época igual à anterior (digo igual porque melhor parece-me humanamente impossível, mas nunca se sabe). Se tudo isto acontecer podem ter uma palavra a dizer, nem que seja numa das duas taças que se disputam em terras de Sua Majestade, se não acontecer, lamento, mas não vai dar e a situação do Zé de Setúbal fica muito complicada, numa altura em que a sua relação com a administração está longe de ser a melhor.

 

 

Mas voltemos à Tottenhamzada. Uma Tottenhamzada é uma lei de Murphy. Quando alguma coisa puder correr mal para os spurs, ela vai correr ainda pior que o previsto. Exemplo, há duas épocas o Tottenham disputou o título até à última com o Leicester e na última jornada, depois de uma chuva de expulsões conseguiu ficar atrás do Arsenal. Sim, ficou em terceiro numa corrida a dois. A isto chama-se uma tottenhamzada. Voltemos.  Se fossem vocês a mandar não tivessem ganho títulos o ano passado e quisessem fazer melhor para esta época o que fariam? Reforçavam-se, certo? Pois, é uma tendência comum em quem quer melhorar, mas os spurs conseguiram uma proeza não conseguida na liga desde 2003: Não contrataram absolutamente ninguém. Bem também não perderam ninguém relevante, o plantel é praticamente o mesmo da época passada, tal como o treinador (estiveram quase a perder Pochettino para o Real, mas os merengues ficaram melhor servidos com Lopetegui * inserir risos enlatados*). Sendo que fizeram um bom campeonato, isto não seria mau de todo se os seus rivais directos e outros mais indirectos (Leicester, West Ham e Everton) não tivessem melhorado  todos substancialmente, sobretudo o grande rival de North London, o Arsenal.

 

 

De todos os candidatos ao título só dois mudaram de treinador, mas a mudança de italianos no Chelsea é de somenos importância uma vez que o Arsenal se vai apresentar pela primeira vez em duas décadas sem Arsene Wenger no comando técnico. Depois de mais uma época decepcionante do veterano francês o senhor que se segue para comandar os gunners é o espanhol Unai Emery, campeão francês com o PSG a época passada. A herança é pesadíssima em todos os sentidos. A expectativa para ver este Arsenal renascido é enorme. De todos os candidatos ao título foi o que fez mais mudanças de fundo no plantel. Saíram nada mais, nada menos que 20 jogadores do clube! Sim, leram bem, 20. Vinte. V-I-N-T-E-! Não sei se o Unay lhe tomou o gosto em Paris, mas saltaram menos cabeças na revolução francesa. Entre os jogadores que disseram adeus ao clube estão Per Mertesacker (retirou-se), Santi Cazorla (Villareal), Jack Wilshere (West Ham), Lucas Perez (WestHham), Calum Chambers (empréstimo para o Fulham) e o guarda-reses português titular da Seleção campeã da Europa de sub-19, João Virginia (Everton).  Em abono da verdade o Arsenal precisava de uma limpeza destas há muito tempo. Outra coisa que o clube precisava tanto como de pão para a boca era de blindar a defesa. Na época anterior sofreu 51 golos, ficou a apenas três de ter sofrido o DOBRO dos do Manchester City. Foi por isto que os todos os reforços que o clube assegurou são jogadores com características defensivas, o guarda-redes Leno (Leverkussen), o defesa direito Lichsteiner (Juventus), o defesa central Sokratis Papastathopoulos (Dortmund), o médio defensivo Lucas Torreira (Sampdoria) e o médio-centro Matteo Guendouzi (Lorient). Isto a juntar a um meio campo com Ozil, Ramsey e Mkhitaryan (sim, fui ver como se escrevia) e a avançados como Lacazette e Aubameyang começa a ser algo interessante. Para além disso tem a “vantagem” de não ter futebol de Liga dos Campeões, algo que, regra geral, desgasta muito os planteis curtos. Este novo Arsenal tem mais e melhores soluções que a época passada, ainda não é suficiente para lutar pelo primeiro lugar taco a taco com o City, mas está na briga para os lugares que dão acesso à Champions.

 

 

O último dos candidatos é o Chelsea de Sarri. O experiente treinador italiano que veio substituir o seu compatriota Conte já com esta pré-temporada a decorrer. O futebol do Napoles de Sarri deslumbrava quem quer que o visse, e foi tudo o que alicerçou a carreira de Sarri para estes níveis, já que os troféus ganhos ao serviço dos napolitanos foram zero! A mudança mais assinalável neste novo Chelsea é a baliza. Courtois foi para o Real Madrid e veio Kepa Arrizabalaga do Atlético de Bilbau, o novo guarda-redes mais caro do mundo. Com a saída de Courtois também chegou Kovacic por empréstimo para o meio-campo, sector para onde também já tinha chegado Jorginho, que Sarri trouxe consigo de Napoles “um dos médios do mundo mais rápidos a pensar o jogo” na opinião do timoneiro dos blues. Se ele o diz quem sou eu para discordar. O Chelsea também não terá futebol de Liga dos Campeões para se preocupar esta época. Era de esperar que tivesse chegado um ponta de lança referência, mas Sarri manteve a confiança em Morata, que fez uma parte final de época tão fraca que não ficou nos convocados da Espanha para o Mundial e em Olivier Giroud, o ponta de lança titular da Seleção campeã do Mundo, que não fez nenhum remate enquadrado com a baliza durante todo o Mundial! Legend! Certo é que a aposta em ambos e no jovem Callum Hudson-Odoi é tão grande que o clube se deu ao luxo de vender o belga Michy Batshuayi para o Valência, ele que fez uma excelente recta final na época passada ao serviço do Borussia de Dortmund. Eles lá sabem…

 

Previsão: Manchester City Campeão, Liverpool, Arsenal e Tottenham na Champions, Chelsea e Manchester United na Liga Europa.

 

OS ENGRAÇADINHOS

Todos os campeonatos valem não só pelas grandes equipas que têm, mas muito pelas equipas que estão num patamar um pouco abaixo dessas, mas que têm capacidade para ganhar a qualquer candidato any given day, sobretudo a jogar em casa e fazer uma gracinha ou várias ao longo da época. Equipas que, se a coisa correr mesmo bem, podem-se intrometer na luta pelo acesso à Champions e se correr de forma perfeita podem ser campeãs, como aconteceu com o Leicester há três anos atrás.

 

 

A liderar este pack de equipas temos o Everton do nosso Marco Silva. Depois da experiência agridoce no Watford a época passada, desta vez Marco Silva abraça um projecto de maior ambição, o segundo maior clube de Liverpool e um dos mais históricos da Premier. O começo é auspicioso até porque o Everton foi um dos grandes vencedores deste defeso. Aos toffees chegaram Richarlison, o jogador-fetiche que Marco trouxe do Watford, Lucas Digne do Barça, Bernard do Shaktar, que foi tantas vezes associado ao Benfica este verão, Yerri Mina, um central que marcou três golos e fez sensação no último Mundial ao serviço da Colômbia, André Gomes, também do Barcelona e o central francês Zouma que chega do Chelsea. Um lote impressionante para uma equipa que já tinha e mantém uma base de plantel muito sólida, apesar de ter perdido Funes Mori (Villarreal), Wayne Rooney (D.C. United), Kevin Mirallas (Fiorentina), Davy Klaasen (Werder Bremen) e Ashley Williams (Stoke City).

 

 

A época passada o West Ham ficou apenas em 13º, mas reforçou-se esta época para conseguir bem melhor. Ao clube chegou Manuel Pellegrini, técnico que já foi campeão inglês em 2013-2014 com o Manchester City (fez a dobradinha nessa época) e trouxe consigo reforços para catapultar os hammers para o patamar acima. Issa Diop do Toulose, Jack Wilshere e Lucas Perez do Arsenal, Fabianski, que foi um dos melhores guarda-redes da época passada ao serviço do Swansea, Felipe Anderson da Lazio e Carlos Sanchez da Fiorentina asseguram fiabilidade e talento que bem faziam falta ao clube. Os bubble boys estão preparados para voar cada vez mais alto na tabela da Premier.

 

 

A última equipa deste lote restrito é o Leicester City. Três anos depois do inédito título de Claudio Ranieri pouco ainda resta dessa maravilhosa equipa. Kante está no Chelsea. Mahrez foi agora para o Manchester City e já só Jamie Vardy resta do trio que tomou a Premier de assalto contra tudo e contra todos. Atenção ainda se mantêm jogadores dessa altura e com mais qualidade e experiência. Kasper Schmeichel, Danny Simpson, Wes Morgan, o capitão, Christian Fuchs, Marc Albrigton, Andy King e Okazaki.  O Leicester comprou bem, trouxe Ricardo Pereira do FC Porto, Johny Evans (atenção, ele não é bom para um United, mas para um Leicester serve perfeitamente), Danny Ward chegou do Liverpool e Rachid Ghezzal do Mónaco, mas a diferença este ano é perceber se os reforços que chegaram nos dois últimos anos, e dos quais se esperava tanto, vão finalmente compensar o investimento feito. À cabeça dois nossos conhecidos, Adrien Silva e Islam Slimani, ambos provenientes do Sporting, mas há mais. Iheanacho, Ndidi (que já é dos melhores do clube, mas não faz esquecer Kante, se é que isso é possível), Vicente Iborra e Harry Maguire, uma das principais figuras da selecção inglesa no Mundial, que pode comprovar esta época se toda a atenção que mereceu foi devida ou fortuita.

 

Previsão: Everton, Leicester e depois West Ham. Todos a fazerem campeonatos seguros.

 

OS ÚLTIMOS SÃO SEMPRE OS PRIMEIROS… A IR EMBORA. OU ENTÃO NÃO.

Outro facto que atesta a qualidade é a diferença na qualidade dos planteis e nos orçamentos entre os clubes de topo e os do fim da tabela. Em nenhuma outra liga do planeta é tão pequena. O recém-promovido Fulham acabou de  gastar 115M de euros em compras este verão. Mais do que United, City, Arsenal e Tottenham. Impressionante, não? Era como se o Santa Clara gastasse mais neste defeso que Benfica, Sporting e Porto. Impensável! A luta pela permanência na Premier League é um espectáculo dentro do espectáculo e este ano promete ser melhor que nunca, depois de no ano passado, pela primeira vez na história da liga, os três clubes que subiram (Bournemouth, Brighton and Hove Albion e Huddersfield Town) terem conseguido permanecer no escalão principal relegando o Swansea City do nosso Carlos Carvalhal (vamos sentir saudades dele e os jornalistas de lá também vão), Stoke City e West Bromwich. Este ano subiram Cardiff City, Fulham e Wolverhampton Wanderers. Diz a lógica que os clubes que sobem de divisão são sempre os principais favoritos a descer, mas na Premier não impera a lógica e é isso que amo nela.

 

 

A primeira coisa a que mexe logo com esta regra é o dinheiro que duas destas equipas têm. O Mendes F.C., também conhecido como Wolves consegue sempre recrutar encarteirados da Gestifute que de outra forma não teriam lugar num clube daquela dimensão. Na prática, devia ser a equipa de todos os portugueses, tamanho é o nosso contingente no plantel. Nuno Espírito Santo, o treinador, Rui Patrício, Rúben Vinagre, Rúben Neves, Diogo Jota, João Moutinho, Ivan Cavaleiro e Hélder Costa. Não há muitos clubes portugueses com tantos jogadores lusos. É de louvar o que o maior empresário de futebol do mundo faz pelas nossas exportações. Se Jorge Mendes fosse ministro do trabalho tínhamos desemprego zero e eu estava a escrever este texto numa salinha algures no Moulineux Stadium. A sério Jorge, fica a dica, estou disponível, sim? De toda a armada lusitana Rúben Neves e Rui Patrício são os que têm mais possibilidades de explodir e dar um salto para um clube da sua dimensão para o ano. Assim espero eu, eles, e claro, o seu empresário/treinador/presidente. Com os investimentos do Wolves a manutenção é o mínimo que se lhes pede. A diferença para os rivais o ano passado foi tão grande que os ingleses ficaram mesmo com a sensação que o Nuno era um treinador de topo!

 

 

Por incrível que pareça o velhinho Fulham conseguiu investir ainda mais que o Wolves. Gastou muito e muito bem, diria eu. Seri chegou do Nice, depois de estar há anos associado ao Barcelona. Andre Schurrle, campeão do mundo pela Alemanha há quatro anos, chegou do Borussia de Dortmund. Calum Chambers veio do Arsenal. Sérgio Rico do Sevilha. Mitrovic do Newcastle. Fosu-Mensah do Manchester United. Luciano Vietto do Atlético de Madrid. Chega? A proveniência e preço não são sinónimos de qualidade, mas ajudam a explicar o mega investimento que foi feito na equipa. Mais de 100M de euros. Se isto não é suficiente para garantir a manutenção, então não sei o que possa ser.

 

 

O Cardiff City é o parente pobre dos recém-promovidos e parece ser o único que, à partida, não conseguirá contrariar a lógica e a regra. É pena, até porque gosto sempre de clubes galeses na Premier. Oh well, pode ser que o Swansea regresse.

 

Previsão: Wolves e Fulham mantém-se e Cardiff é relegado.

 

O JOGO DAS CADEIRAS

Sabem aquele velho jogo das cadeiras onde começa a música a tocar, as pessoas andam à roda à volta das cadeiras e quando a música pára todos têm que se sentar, sendo que há uma cadeira a menos que o número de pessoas. É divertidíssimo, se já leram isto até aqui quer dizer que têm demasiado tempo livre, bem podiam jogá-los se tivessem amigos com quem o fazer (sejamos honestos, quem gastou este tempo todo a ler isto, não tem. PROVE ME WRONG!).

 

 

Voltando ao assunto que nos traz aqui, o resto da Premier League vai jogar um verdadeiro jogo das cadeiras para ver quem sobrevive e quem se junta ao Cardiff no Championship para o ano. O Burnley, que foi a grande surpresa da época passada ao conseguir ficar em sétimo lugar, logo atrás dos seis grandes, deve ter a vida bem mais dificultada este ano, seja porque já não tem a seu favor o factor surpresa, seja porque a Premier está genericamente melhor e o único reforço de peso que conseguiu foi Joe Hart, que há muito entrou numa fase descendente da carreira.

 

 

Newcastle foi outra equipa que, a par de Manchester United e Tottenham, teve bastantes problemas para se reforçar (com qualidade), algo que desagradou bastante ao seu técnico, o espanhol Rafa Benitez. Chegaram Federico Fernandez e Ki Sung-yueng do Swansea e Rondon do West Brom e pouco mais. Os magpies não terão vida fácil esta época.

 

 

Bournemouth, Crystal Palace, Watford, Brighton, Huddersfield e Southampton devem passar a época a fazer o mesmo que fizeram a época passada, uma intrincada jincana de sobrevivência e luta ponto a ponto pela manutenção. Que perca o pior.

 

Previsão: Southampton, Crystal Palace Bournemouth, Burnley, Brighton e Watford aguentam-se à rasca. Huddersfield e Newcastle caem em desgraça.

 

Os dados estão lançados agora é recostar na cadeira, tirar uma cerveja gelada do frigorífico e apreciar o espectáculo. Falta mesmo muito pouco para começar a melhor liga de futebol do mundo…

 

… 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1…

 


[i] Se estás com dúvidas a pensar se a Liga Inglesa é mesmo a melhor liga de futebol do mundo, podes fechar já o artigo e voltar para a tua liguinha espanhola! Não preciso de este tipo de negatividade no artigo…

[ii] Desculpa Brasil, mas são eles, não vocês!

[iii] Com excepção ao VAR e ao número de suplentes no banco que demorou uma eternidade até que fossem 7, para drama de todos os que jogam Football Manager com clubes da velha Albion.

 

Pedro Filipe

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