December 13, 2019

A notícia apanhou benfiquistas e sportinguistas de surpresa. Nelson Évora deu o pulo das águias para os leões em três tempos.

 

O anúncio foi feito no intervalo do aborrecido Sporting – Tondela e sejamos sinceros, foi a coisa mais interessante da partida.

 

Mas voltando ao tema, está instalada uma nova frente de batalha entre os clubes. A captura surpresa do atleta medalhado do triplo salto é uma jogada de mestre do clube liderado por Bruno de Carvalho. Mas será que foi uma surpresa assim tão imprevisível? Se calhar não.

 

O afastamento de Nelson e de João Ganso, o seu treinador de longa data, veio revelar que algo não estava bem na carreira do atleta. A prestação mediana nos últimos Jogos Olímpicos também deu a entender que as expetativas criadas superaram em muito a realidade. Alguém com um olhar atento percebia que algo não estava bem e quando assim é, é obrigatório mudar e criar um novo futuro.

 

Muitos benfiquistas dizem que a mudança é uma facada nas costas do clube que deu tudo a Nelson, mas como o próprio já referiu, o passado fica guardado no coração, sem mágoa e com muitos agradecimentos. Nesse aspecto, Nelson foi um senhor. Aliás, não se esperava outra coisa. Não é uma facada é a vida. O Benfica tem-se esquecido das modalidades, é inegável. Nelson perdeu fulgor, Marco Fortes já nem é mencionado e Telma Monteiro já só é falada quando está a derrubar adversárias. Onde está a comunicação destes atletas?

 

Por outro lado, o Sporting tem tido uma postura distinta em relação às modalidades. Continua a valorizar e a apostar em novos atletas, não fosse esse um objetivo de Bruno de Carvalho.

E do nada soaram os alarmes na Luz. Vicente Moura já deu a entender que o Sporting pode ir buscar mais nomes, com Telma Monteiro no topo da lista. Se o fizer então o clube leonino ganha esta batalha. Ponto final. Claro que o Benfica vai fazer de tudo para impedir o êxodo dos seus atletas mas bem cotados, mas tem de se lembrar que não existe apenas futebol. É preciso mais e melhor para os atletas que se esforçam em campos diferentes.

 

Que isto sirva de exemplo para todos os clubes, que os atletas que não jogam à bola não podem ser recordados por altura dos Jogos Olímpicos, dos campeonatos da Europa e do Mundo.

 

Acima de tudo, que Nelson Évora consiga dar um novo fôlego à sua carreia e alcançar o nível a que nos habituou.

 

Filipe Carvalho

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