June 18, 2019

 

O futebol regressa este fim-de-semana a Itália.
Com ele regressam as expectativas e sonhos de glória. E quanto a estes há para todos os gostos e carteiras.
A Juventus tenta o “penta”, a Roma almeja o quarto scudetto, em Milão residem duas incógnitas.
Entre o topo das últimas épocas e os recém-chegados ao convívio dos grandes, o campeonato italiano promete acção, histórias e golos. Muitos golos.
Serão 38 jornadas e 380 jogos de emoção, cérebro, rivalidades históricas e ódios ancestrais.
Depois dos 1024 golos (!) da época passada e de uma média de 2,69 golos/jogo, que números conheceremos no fim da campanha 2015/2016?

O Calcio começa hoje.
Vaticínios em forma de perguntas.

Manterá a Juventus a ambição ou terá a sucessão de vitórias domésticas saciado a fome dos bianconeri, depois de 4 títulos consecutivos?

Entre as saídas de Pirlo, Vidal e Tevez, as dúvidas (muitas) sobre a permanência de Pogba e as entradas de Mandzukic e de Zaza, conseguirá Allegri dar continuidade à senda vitoriosa da Vecchia Signora?

Na capital, terá a Roma, no terceiro ano do consulado de Garcia e depois de um significativo reforço do plantel, a capacidade de romper com o domínio bianconero e conquistar o quarto scudetto? Serão Dzeko, Falque e Digne suficientes para robustecer os giallorossi?

E em Milão? Estará o “buraco negro” futebolístico, que assentou arraiais nas últimas épocas no San Siro/ Giuseppe Meaza, em vias de desaparecer?

O A.C. Milan aposta forte, tanto em jogadores (Bacca, Luiz Adriano, pressing forte por Roberto Soriano e Axel Witsel e uma promessa de Ibrahimovic) como, talvez mais importante, na equipa técnica, liderada por Sinisa Mihajlovic. De facto, a pré-época deixou a metade rossonera da “catedral” de Milão com os corações ao alto.

Já o Inter, sob o comando de Mancini, após nova época de fracasso promoveu mais uma revolução no plantel. Esta foi pontificada pela saída de Kovacic para o Real Madrid que, segundo a imprensa italiana, nomeadamente La Gazzetta dello Sport, se deveu a motivos financeiros. De assinalar o regresso a Itália de Jovetic.

Por último, qual será a “esperança de vida” dos recém-promovidos Bolonha, Carpi e Frosinone? Especialmente a dos dois últimos…? Será que a busca de jogadores experientes, como são o caso de Borriello no Carpi e de Verde e Rosi no Frosinone, serão suficientes para encarar a longa campanha que se avizinha com maior confiança?

 

Figura chave do defeso: Mihajlovic.

A frase: “Piuttosto che allenare il Milan morirei di fame”, traduzindo: “ Mais depressa morro de fome do que treino o Milan”- frase proferida em 2010 por Sinisa Mihajlovic, o novo treinador do A.C. Milan.

Alea jacta est. Ou em bom português “a sorte está lançada”.

 

Ze Pedro

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