September 19, 2019

Perder. É sempre uma decepção, um momento difícil de aceitar. Mas quando se trata da perda de um ente querido, cria-se um vazio difícil de explicar ou descrever a quem nunca teve esse infortúnio.

Isaiah Thomas teve que lidar com essa situação. Sábado 15 de Abril, a sua irmã, Chyna Thomas, de 22 anos, faleceu num acidente de viação. Na véspera do primeiro jogo de Playoffs dos Boston Celtics. Inconsolável, Thomas, que foi o jogador chave para o sucesso da temporada regular dos Celtics, tomou a decisão de jogar na mesma.

 

 

Num momento em que seria mais que compreensível que se retirasse para junto da sua família para chorar a perda da sua irmã, Isaiah fez a escolha de jogar, de estar presente para a sua equipa. E esteve. Deu tudo o que pôde, dadas as circunstâncias. 33 pontos, 5 ressaltos, 6 assistências, um roubo de bola. Um jogo sólido, apesar de insuficiente para apagar a chama dos Bulls, que acabaram por vencer  a partida. Isaiah Thomas mostrou ter uma enorme resiliência, mas foi evidente durante todo o jogo que, apesar dos números, ele estava com a cabeça pesada, fora dali. “O basquetebol é o nosso santuário”, disse Shaquille O’Neal, comentando o facto de Thomas jogar no dia a seguir a uma tragédia familiar. “Isto aconteceu-me, não antes de um jogo de Playoffs, mas antes de um jogo”, disse o ex-jogador acerca da morte da sua avó. Shaq, como Isaiah, jogou no dia seguinte.

 

A quadra de basket pode ser o lugar onde “esquecemos” todos os problemas, onde esvaziamos a mente, onde nos concentramos no jogo e apenas no jogo. Thomas fez prova de uma grande força, e deve ser saudado por isso. Na pior das situações, conseguiu dar o melhor de si. E por isso, este pequeno jogador mostrou mais uma vez a razão pela qual ele é ENORME.

 

 

Ricardo Glenn Baptista

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