December 15, 2017

 

O Campeonato Mundial de Fórmula 1 vai entrar no último quarto da temporada. Após as férias grandes a etapa europeia encerrou em Monza, prova à qual se seguiu a “digressão” pelo Extremo Oriente, com os grandes prémios de Singapura, Malásia e a visita ao sempre espectacular circuito de Suzuka, no Japão.

 

Se bem se lembram, antes da pausa de Verão, Sebastien Vettel tinha uma vantagem de 7 pontos sobre Lewis Hamilton (220 pontos para Vettel, 213 para Hamilton). Ora, desde essa altura o alemão da Ferrari somou apenas 27 pontos, resultantes de um terceiro lugar em Itália e um quarto na Malásia, enquanto o piloto da Mercedes acumulou 93 pontos, em função de 3 vitórias (Itália, Singapura e Japão) e um segundo lugar (na Malásia).

 

A grande questão desta fase do campeonato é: o que aconteceu à fiabilidade da Ferrari? Se em Singapura foram postos fora de prova na primeira volta, devido a um acidente que envolveu ainda Max Verstappen, já na Malásia e no Japão os problemas mecânicos minaram as hipóteses de Vettel e também de Räikkönen.

 

Na Malásia um problema com o turbo impediu o número 5 de competir na qualificação, condenando-o a sair da última posição da grelha de partida.

 

No domingo, foi o finlandês a não conseguir sequer arrancar para a corrida, após qualificar-se na segunda posição da grelha. Já no Japão, a qualificação correu normalmente, Sebastien Vettel foi segundo classificado, Räikkönen alcançou a quinta posição (sendo posteriormente penalizado em 5 posições devido à troca da caixa de velocidades do seu monolugar).

 

Já com os carros na pré-grelha, a equipa detectou um problema com uma das velas de ignição do carro do piloto alemão. Tendo feito o possível naquele curto espaço de tempo, mal a corrida começou percebeu-se que algo estava mal, com o germânico a queixar-se via rádio de falta de potência, sendo obrigado a abandonar após quatro voltas. É uma enorme desilusão para todos os fãs da modalidade, uma vez que tudo indicava uma ponta final de época cheia de emoções, com o ceptro de campeão do Mundo a ser disputado por pilotos de equipas diferentes, após o domínio avassalador da Mercedes nos últimos anos.

 

E por falar na Mercedes, com mérito e sorte, tem ambos os títulos bem encaminhados. Nos pilotos, Hamilton possui 59 pontos de avanço, significa que para perder o título teria que ser no máximo quinto classificado em todos os grandes prémios que restam e Vettel teria que vencer todos. Para o campeonato de construtores a vantagem da Mercedes é de 145 pontos, sendo estão em jogo 172. É uma questão de tempo até ser oficial. A Mercedes não tem culpa dos problemas alheios, sendo certo que em Singapura e na Malásia não tinham o melhor carro, estando, inclusive, atrás da Red Bull, que venceu em Kuala Lumpur por Max Verstappen. Ainda assim, três vitórias nos últimos quatro grandes prémios deixam Hamilton com uma mão na taça. A Mercedes soube desenvolver o W08 mantendo a fiabilidade, coisa que não aconteceu em Maranello.

 

Atrás de Mercedes e Ferrari vem a Red Bull, em assinalável subida de forma. Nestas últimas quatro provas a Red Bull conquistou 104 pontos, contra 47 da Ferrari. Adrian Newey tem feito um excelente trabalho no desenvolvimento do RB13, o motor Renault melhorou em termos de potência e podemos dizer que é pena o campeonato estar a acabar na melhor fase da Red Bull.

 

Falando agora dos outros, o destaque pela positiva vai para a Force India, como já vem sendo hábito neste espaço. Os seus pilotos têm o 7º e 8º lugares da tabela de pilotos practicamente garantidos, tal como a equipa tem o quarto lugar entre os construtores no bolso. Pela negativa, voltamos à Sauber, que não consegue sair do último lugar, com muitos problemas de fiabilidade que levam até que Marcus Ericsson seja o único piloto que alinhou em todos os grandes prémios já disputados, sem ter ainda feito qualquer ponto.

 

Com os títulos teoricamente entregues, o circo parte para o continente americano, com provas nos Estados Unidos, México e Brasil, para fechar o campeonato em Abu Dhabi.

 

Nuno Fernandes

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