August 17, 2018

 

Conheço muito pouca gente que guardará boas recordações deste ano que agora termina, seja no plano pessoal, seja no profissional. No entanto, desportivamente este foi o melhor ano das nossas vidas. Portugal foi coroado campeão da Europa pela primeira vez na sua história, depois de um início de Europeu pouco auspicioso.
Eu fui dos que mais critiquei Fernando Santos pela maneira como colocava a equipa a jogar. Convenhamos que, tirando ele, eram poucos os que acreditavam naquele desfecho. Felizmente, o mister pediu emprestada a luva do Eder para me dar uma bofetada daquelas.
No mesmo dia em que escrevo este texto, Fernando Santos foi considerado o melhor selecionador do ano. Toma lá Pedro, para não te armares em esperto.

 

E por falar no avançado, o verdadeiro patinho feio ganhou o estatuto de intocável desde aquele remate que bateu Lloris. Eder pode fazer o que quiser dentro das quatro linhas que será sempre o tipo que nos deu um título europeu. Falhou uma grande penalidade no último minuto? Deixa lá. Não marcou de baliza aberta num lance “à la Bryan Ruiz”? Pouco importa, pouco importa. Ao pé de mim, mais ninguém poderá falar mal do Eder. Aliás, nem sequer podem voltar a escrever o nome dele com acento. Eder ganhou o estatuto de intocável. Sou da opinião que, no futuro, todas as convocatórias da Seleção devem começar sempre pelo nome do Eder e só depois aparecem os outros.

 

Perguntarão o porquê deste texto numa altura destas. É simples. Em jeito de balanço, este é o acontecimento do ano, quiçá da década.
O Youtube está repleto de vídeos sobre a final, desde o golo aos momentos finais do jogo, passando pelos relatos, pela festa, etc. Sabe sempre bem ir lá e recordá-los. Confesso que ainda descasco cebolas quando os vejo.

Termino deixando votos de Bom Ano a todos os leitores e colaboradores do Entre Linhas.

 

Pedro Gabriel

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