June 18, 2019

Cá estou eu, a ler um jornal. Ou será que estou? Como saber que isto não foi só para ter uma fotografia bonita para aparecer no Entre Linhas? Pois, não há como saber. Normalmente quando se fala de desporto – e ainda mais no contexto de uma apresentação pessoal – é inevitável vir o típico discurso do “apoio equipa x”, “sou adepto da equipa y”. Peço desculpa se no primeiro parágrafo que lêem da minha parte já estão a ter a primeira desilusão com o que escrevo mas não, não vou entrar por aí. Falo em primeira desilusão, porque vão ter muitas, tantas, não escrevo para agradar.

O meu nome é Filipe Pardal, sou alentejano de gema, pseudo-algarvio de afinidade, e gosto de colocar uma racionalidade nos textos que, às vezes, parece não ter lugar no desporto. Se ela deve estar presente? Não me interessa, é um ponto de vista, um ângulo de abordagem distinto para juntar a toda a cor que o desporto já possui inerentemente.

Porque é isso, o desporto é cor. É paixão. É sentimento de pertença. Mas também pode, por favor, ter uma pitada de racionalidade? Assim terei a minha receita perfeita e pronta para vos apresentar, o melhor que sei, o melhor que me ensinaram, o melhor que poderei inventar.

Sou jornalista, acima de tudo. No entanto, ao longo do que irei escrever neste blog, não vou esconder preferências de cor desportiva, se tivesse essa limitação, não valeria a pena meter-me nisto. Ah! Mais uma coisa, a objectividade? Esqueçam, não existe. É um mito urbano e ninguém deveria sentir-se enganado por isso, aceitem apenas.

O desporto é… Vamos colocar da seguinte forma: a minha foto em cima é o jornalismo tradicional, genérico. Esta foto que vão ver no fim do texto, é o jornalismo desportivo. Tem mais cor, é menos certinho, é barulhento, é espectáculo, é emoção mas sem cegueiras. Os óculos, estão lá.

pardal 2

 

Filipe Pardal

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