August 25, 2019

Fui incumbido de escrever sobre aquela que é a mais impopular liga de futebol que chega a Portugal semanalmente. Não tão impopulares como a que temos por cá- semanalmente- mas ainda assim impopular. Venho escrever sobre a Liga Italiana, vulgo Serie A.

É o futebol cerebral de um país com as emoções à flor da pele. Os italianos não são como o futebol que praticam. São barulhentos, ruidosos – mas com classe dirão alguns e algumas – indisciplinados – dirão outros – explosivos na maneira de ser. São milhões de Vesúvios, onde quer que estejam.

Mas não no futebol. Não no seu Cálcio, aí parecem Etnas adormecidos.

Pois este é um misto de rigor táctico, filho da cabeça fria que manda quase sempre mais que os corações quentes dos seus artífices, de estranhas e incompreensíveis relações entre clubes rivais, de “derbies” com nomes próprios, de escuridão dos escândalos resolvidos “salomonicamente”, dos paradoxos de títulos mundiais conquistados em anos de Calciocaos.

O futebol da bota, é também a aparente fonte da juventude quase eterna de um qualquer jogador. É a imagem nacional de uma nação tardia e a paixão transversal de um país tripartido.

É a política que compra cores de camisolas e as camisolas que adquirem cores políticas.

Ergo o calcio é, para mim, a chávena de café favorita ao início da tarde de um domingo qualquer. É a minha deixa para dizer: ” isso é como ir a Roma e não ver o Totti”.

Sou o José Pedro Pires (Zé Pedro),tenho 32 anos e tenho na Serie A o meu campeonato preferido. Sou simpatizante fervoroso da AS Roma desde o domingo – lá está o domingo – 29 de Novembro de 1998. Parece que era dia de Derby Capitolino – lá está o nome próprio.

Fica aqui uma pequena introdução e a promessa de mais palavras futuras sobre o Calcio.

Alea jacta est.

Ze Pedro

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