January 23, 2020

Daqui a 17 dias começam as Barclays ATP World Tour Finals, que decorrerão em Londres de 13 a 20 de Novembro. O torneio, realizado desde 1970 (e que já passou por Lisboa, sob a designação de Masters Cup) reúne o G8 tenístico do circuito ATP, a modos que o ‘ténes dos homes’ e coiso.

london-2015-final-djok-ballkids

O horário dos jogos está aqui e, para quem quiser comprar ingressos, é só botar lá ‘mê dúzia’ (ou nem isso…) de cliques. E de milenas! Ahah!

Simbora então rever – ou tentar antever, como quiserem, estas coisas são sempre muito vagas mas também têm sempre o seu espaço, não é verdade – quem poderá fazer O QuêComo no chamado certame.

NOLE

Época até à hora de arranque do evento: 7/10

Foi simpática, 2 Slams em 4, parece que aprendeu aqui e ali a Ser #1 como vem em alguns livros, com frieza, a cumprir os mínimos e sem levantar malta das bancadas com os seus pontos; este é, aliás, um dos defeitos apontados a Djokovic: o seu carisma off court não se traduz minimamente em vários dos seus jogos, que podem ser absolutamente esmagadores mas nunca convencem os adeptos, sequiosos de novidade, quer nos rankings quer nas pancadas ‘quadradas’ do Sérvio; completou o Slam de carreira ao vencer Murray em Roland Garros, Slam outrora maldito, onde já tinha perdido por meia dúzia de vezes contra Rafa Nadal.

Possibilidades de varrer: 10/10

Porque sim.

MURRAY

Época até à hora de arranque do evento: 9/10

Os sites andam loucos com a possibilidade de Murray, apesar de apenas ter vencido Wimbledon – contra um Raonic estafado… – poder eventualmente ultrapassar Nole ainda antes da Champions do Ténis. O que é facto é que o Escocês teve uma época a condizer com o seu ranking, antes de #2 ‘quasi-protocolar’, agora de séria ameaça a atingir o cume do ATP, com vitórias em todas as superfícies – Murray é dos melhores all-arounders de raquete em punho, sem qualquer dúvida, algo que também foi sabendo polir e adaptar ao seu vastíssimo leque de soluções tenísticas – embora, aqui para nós, não exista uma verdadeira justificação, em termos de silverware, para os Britânicos pós-Brexit sonharem com um líder do ATP desde a saudosa era de Fred (fucking) Perry. Os ingleses tiveram mais jogadores #1 no séc. XIX do que terão certamente nos próximos 200 anos da modalidade. Nem vale a pena… Perry foi o último dominador a beber o chazinho ali nas 5:00pm.

Bem, de volta a Murray, ganhou na relva (onde começou Verdadeiramente o seu assalto ao topo do ténis, ou, se quisermos, foi no All England Lawn que Outros tenistas finalmente começaram a respeitar Murray, pois está no seu cabinet uma medalha de Ouro de Londres 2012 e mais uns quantos canecos de Wimbledon) e varreu mais 6 títulos ATP.

Possibilidades de varrer: 9/10

Os Ingleses pós-Brexit são loucos por Murray e tudo farão para destilar ódio gratuito e invejite clássica perante Quem Quer que defronte o Escocês. Já os pré-Brexit apreciavam Murray mas não odiavam assim tanto… Para mais tarde recordar, por favor, Isto:

o-alex-570

 

 

STAN THE MAN

Época até à hora de arranque do evento: 7/10

Este indivíduo está, a brincar a brincar, a 1 Grand Slam – o tal Wimbledon de Murray! – de completar os Big Four.

A malta adora o Suíço que tem feito bem mais do que tapar a buracada deixada por Roger Federer e a verdade é que o seu ténis é talhado para grandes arenas e maiores eventos. Aquela esquerda a uma mão é só do melhor que alguma vez foi visto pá e o estilo, a calma e, vamos dizê-lo, o dress code do Suíço atribuem-lhe uma aura quase de Super-Homem cada vez que solta o bracinho e começa a humilhar jogadores melhor rankeados.

É, sem dúvida, um dos improváveis – e vive muito disso, de andar por ali, como quem vem do café, passa por um court onde treinam Djokovic e Murray e limpa os 2 com uma pala nos olhos – que vai causar estragos em Londres.

Ganhou a Djokovic o US Open 2016. Tudo dependerá de como o seu corpo responder e se tiver acordado com vontade de ir servir e o caraças…

Possibilidades de varrer:

10/10 (admitimos, é um favorite da redacção para limpar a coisa)

 

RAONIC

Época até à hora de arranque do evento: 8/10

Ganhou o vice-caneco de Wimbledon o que lhe deu cativozinho para jogar logo ali ao lado daqui a umas semanas. Fez um inacreditável torneio, poderia ter-se ‘ajuntado’ a Wawrinka como um outsider que volta e meia se entusiasma e dispara winners por tudo o que é Hall of Famer mas, ainda assim, a sua SF custou-lhe uma final de sentido único que se previa mais equilibrada. Merecia mais minutos e pagou cara a factura pois não foi visto a coleccionar ATPs que lhe garantissem mais gravitas para ameaçar lugares acima na tabela. Ainda assim, foi bom ver o Canadiano (fervoroso adepto do FC Barcelona e dos Toronto Blue Jays, btw) a rugir, ele que já anda nisto há uns anitos.

Aposta boa parte do seu calendário em Slams. Tem de meter mais prata ATP ao bolso. Nunca será um Roger Federer nesse departamento de gestão, nem naquele que interessa, o de jogar!

Possibilidades de varrer: 6/10

Raonic até gosta de um hard courtzinho mas tem de se defender de várias ameaças ao seu estilo de jogo: estão lá Wawrinka, Nole, Murray, Kei, enfim, a natinha toda. Os índices físicos devem estar no top se quiser os grupos, eventualmente. Tem de ouvir menos Ljubicic, McEnroe, Moya e arranjar um Gil Reyes da vidinha!

 

NISHIKORI-SENPAI

Época até à hora de arranque: 7/10

Sim, o tal que perdeu contra João Sousa (desistindo, mas porra, perdeu man!) desapontou pelos Grand Slams e, tal como Raonic, venceu apenas um mísero ATP (para #4 do Mundo, pode e deve fazer mais). Da final do US Open de 2014 já só resta… nada. Nem ramen, nem teriakis, nadinha mesmo.

Kei é um hard courter puro, gosta de correr pelo court e “desferir pancadas de fundo do campo”, assim a um estilo Djokovic, quadradão, mas quando é preciso está lá o dedinho do seu ‘Ip Man’ Michael Chang… e, quando isso acontece, “tenham cuidado, ele é perigoso, ele é o Nishikori do pontinho maldoso!”.

Possibilidades de varrer: 6/10

Ao mesmo nível de Raonic. É mais débil em termos físicos que o Canadiano hence tem de estar mesmo al dente para passar os grupos.

 

GAEL LE GRAND MONFILS

Época até à hora de arranque: 7/10

Damos-lhe um 7 com água benta à mistura porque não se admite que um atleta tão virtuoso como Monfils tenha demorado tanto tempo a apurar finalmente o seu jogo. Desde os 20 e picos que fazia QF e SF em Slams. Só aos 30 é que se lembrou que vai nadar na piscina dos grandes. Beneficiou da derrota de Berdych em Viena para garantir o ingresso.

Vai, pela primeira vez na sua longa e pouco premiada carreira (6 títulos, miserável para um jogador com o seu arsenal técnico!), disputar umas ATP Finals e poderá, entusiasmado e com vontade de mostrar serviço, fazer a vida negra a quem quer que lhe passe pela frente.

Possibilidades de varrer: 8/10

Agora devolvemos a bentinha porque Gael é, a par de Wawrinka, um dos favoritos cá do blog!

RESTANTES VAGAS AINDA POR DEFINIR

 

DAS DOMINIC THIEM

Época até à hora de arranque: 9/10

Se alguém tem feito pela vidinha para se mostrar ao Mundo é este beltrano. Vem de uma terra que sabe muito bem o que é Ténis (Österreich), eis Dominic Thiemó cavaleiro da next gen do ATP World Tour!

Para quem não conhece por aí além, tomem Apontamentos Europa-América.

Para quem sabe que Thiem fez furor nos ATPs e furado nos Slams‘, podem esperar do Austríaco aquilo a que eles já nos habituou: dedicação extrema e pancadas de fazer tremer o Estádio.

Joga agressivo – o que é sempre bem-vindo no ténis que corre… – de fundo de campo, tem um serviço agradável e aos 20 anos já rebentava pelo top 40. É sem dúvida uma das maiores e mais agradáveis dúvidas em termos de previsão de performance!

Possibilidades de varrer: WTF knows se ainda nem confirmou a vaga (joga Agora em Casa, no ATP de Viena, para carimbar passaporte)

 

? BERDYCH (CZE, 31 anos, anda por aí há uns anos com umas camisolas estranhas)

? MARIN CILIC (CRO, 28 anos, ex-campeão do US Open e prontos pá – a fazer pela life no ATP de Viena!)

?  GOFFIN (BEL, 25 anos, bom de bola, faz lembrar muito o Michael J. Fox idem ibidem!)

 

NÃO JOGAM AS FINALS:

Gostaríamos de sugerir que acompanhassem o torneio na SportTV – por norma transmitem – mas se a Eurosport se dispusesse a acompanhar o mambo era simpático. Mota é um favorite da redacção, apesar dos dengosos e muy simpáticos bitaites da nossa Tânia Couto!

Manuel Tinoco de Faria

No Comments

Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE