December 8, 2019

 

O Frederico Morais, garantiu no passado domingo a presença entre a elite do surf mundial. O Kikas, como é conhecido no mundo do surf, seguiu o caminho trilhado por Tiago Pires, o melhor surfista português da história da modalidade.

 

Todos os anos, as jovens promessas do surf entra as quais o Frederico Morais, lutam no Qualifying Series por uma presença entre os 34 melhores surfistas do mundo, que competem no Championship Tour pelo título de campeão do mundo.

 

A época começou algo modesta para o Kikas, sem resultados que lhe permitissem sonhar com qualificação. Até que, em Abril, ganhou o Martinique Surf Pro, um Qualifying Series (QS) de 3,000 pontos, que o colocou na disputa por um lugar no top 10, que lhe daria o tão ambicionado acesso ao Championship Tour (CT).

 

Com ainda algumas provas do QS de 6,000 e 10,000 pontos pela frente, tudo estava em aberto. A verdade é que nas 6 provas seguintes Japão, África do Sul, Estados Unidos da América, Espanha e duas em Portugal Açores e Cascais), o Frederico Morais não conseguiu atingir uma posição nos quartos de final, posição a partir da qual os pontos conquistados permitem sonhar com o top 10 do ranking QS.

 

O Kikas, na 36ª posição do ranking, deixou a decisão para as duas últimas provas do QS de 10,000 pontos, que se disputavam ambas na capital do surf, o Hawaii. No entanto, o Frederico não baixava os braços, e demonstrava confiança por as ondas no Hawaii, se adequarem ao seu estilo de surf, mas só uma posição na meia final da prova, permitia manter o sonho em aberto.

 

O surfista português, demonstrando um surf consistente e de grande qualidade, conseguiu alcançar o 2º lugar do podium, tendo sido vencido por uma unha negra pelo Campeão do Mundo em título, o surfista mais falado da actualidade, o John John Florence. Desta forma o português saltava para a 10ª posição do ranking, atrás do seu amigo e parceiro de treino, Ryan Callinan.

 

À entrada para a ultima prova, a Vans World Cup, em Sunset Beach, no Hawaii e com muitos atletas com reais possibilidades de entrarem no top 10, o surfista português tinha de passar no mínimo à 4ª ronda e mediante o resultado dos seus mais directos adversários poderia ter de ir mais além.

 

Foi uma prova de muitos nervos para vários atletas, e alguns não aguentaram a pressão. As contas eram feitas ronda a ronda, e o Frederico Morais só conseguiu garantir o top 10 ao passar às meias finais e pelo Jesse Mendes ter sido eliminado nos quartos de final da prova.

 

Garantida uma posição no top 10, e a participação no CT na próxima época, Frederico Morais já sem pressão, venceu a primeira semi-final e na final ficou em 2º, garantindo mais 8,000 pontos para a sua conta pessoal, o que fez com que terminasse o QS em 3o lugar, um resultado verdadeiramente extraordinário para o surf português.

 

Parabéns ao Frederico Morais, ao surf português, e a todos os que acreditaram nele e o acompanharam, tal como eu, muitas vezes pela noite dentro através do site da World Surf League.

 

Miguel Vieira

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