November 16, 2018

 

Boas, leitores!

 

Desta vez,venho falar de um miúdo que joga muito, mas muito(!), à bola! Estive ontem a ver a segunda parte do Benfica vs Ajax e fiquei impressionadíssimo pelo futebol praticado pelo Ajax. Estamos a falar de um futebol bem gostoso! O Ajax não é um clube que costumo acompanhar, mas não me custa a acreditar quando dizem que este é um dos melhores Ajax’s da história.

 

Confesso que não estava a par do bom plantel (ou, pelo menos, do bom 11) de que o Ajax dispõe. Vi jogadores muito bons, como os já conhecidos Blind e Tadic, o Neres ou o van de Beek, e depois vi os muito, muito bons, aqueles que basta ver 5 minutos para perceber que são completamente fora de série, como o Ziyech e o de Ligt,

 

Mas, depois…  Depois vi um jogador que está acima disso. Acima do “bom” e do “muito, muito bom”. O seu nome é Frenkie de Jong. O holandês tem 21 anos e é um autêntico craque. Para perceber o quão craque é não foram necessários os tais 5 minutos. Bastaram 2/3 passes, 2/3 toques, 2/3 movimentos. E fiquem já cientes de que pretendo bajulá-lo descaradamente!

 

Quanto à sua posição em campo, vejo-o como um 8 puro. As características que me saltaram à vista consistem na sua capacidade de passe longo, de distribuição, na facilidade e, principalmente, na rapidez com que toma decisões. E estamos a falar de decisões 95% inteligentes. Só para terem uma imagem, imaginem que o jogo era comentado por Pedro Henriques e este soltava um “eish” ou um “uish” a cada passe do jovem holandês. Pois é…

 

Há um lance de que me lembro particularmente, algo que pode ter passado despercebido à maioria dos espetadores, mas que a mim me deixou de boca aberta. À entrada da área do Benfica, o de Jong recebe um passe inesperado e algo tenso, num lance de construção atacante, e o que é que ele faz? Dá um ligeiro toque na bola, tendo de deixar a perna algo esticada para trás, e ela fica para o companheiro que vinha de trás. Ora, isto, em condições normais, parece muito simples, mas na situação em que ele estava? Teve de ser rapidíssimo a tomar a decisão, nem teve tempo de olhar, e faz aquilo como se fosse a coisa mais simples do mundo.

 

Praticamente, cada vez que de Jong tocava na bola, eu ficava “burro”. A forma como ele jogou futebol como se tivesse a experiência de um Xavi ou de um Iniesta…

 

Fiquei cheio de vontade de ver cada vez mais deste miúdo!

 

Ricardo Casais

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