August 25, 2019

 

Whattcha know bout them Heat boys? Whattcha know bout them Lakers boys? Whattcha know bout them Wizards boys, New York Knicks, ballin boys? Whattcha know bout them Magic boys? Whattcha know bout them Pacers boys? Whattcha know bout them Hornets boys, Cavaliers ballin boys?

 

Sim, este artigo não tinha como não começar com a introdução do remix da NBA Orchestra da música Ballin’ Boys dos No Good. Se não conhecem cliquem AQUI e deixem tocar enquanto lêem. É a banda sonora perfeita para o que se segue. Acreditem em nós.

 

Agora que já despachámos a parte musical, vamos ao que nos traz aqui hoje, a análise exaustiva de todas as equipas da NBA. Os planteis, as equipas técnicas, quem entrou, quem saiu, o que muda, os 5 iniciais, os pontos fortes, os pontos fracos, e claro, o prognóstico em forma de futurologia do qual só temos uma certeza: bate sempre ao lado.

 

Para fazer esta meticulosa análise contactámos seis especialistas em basquetebol, daqueles que dominam estatísticas, nomes de jogadores, de pavilhões, de mascotes e de CEO’s dos patrocinadores. Lamentavelmente metade desses especialistas não nos atendeu, um riu-se e desligou-nos o telefone na cara e os outros quatro (pus-vos a fazer contas, não pus?) pediram-nos valores que não podemos pagar, pelo que, qual clube das distritais, fomos com a prata da casa e esperámos por um milagre.

 

O milagre é o que está em baixo e os santinhos da bola laranja dão pelo nome de Ricardo Glenn Baptista, Pedro Quedas, André Simões, Nuno Aguiar, Pedro Filipe e Mauro Pedrosa.

 

Incrivelmente só três equipas reuniram consensos: Todos acham que Golden State vai ser a melhor equipa. Todos acham que Cleveland será a segunda melhor equipa. Todos estão seguros que ter os Brooklyn Nets ou o CAB Madeira a jogar no Barclays Center é igual. Dali sairá sempre a pior equipa da Liga.

 

Mas vamos ao que interessa sem mais delongas. Senhoras e Senhores o melhor e mais completo guia em português com tudo o que têm de saber sobre a época da NBA que começa hoje (não confirmámos se o é, nem vimos tão-pouco se há outros, temos apenas esperança que não se deem ao trabalho de procurar).

 

#30 BROOKLYN NETS

brooklyn

 

General Manager: Sean Marks

Treinador: Kenny Atkinson

Entradas: Anthony Bennett, Trevor Booker, Randy Foye, Joe Harris, Justin Hamilton, Caris LeVert, Jeremy Lin, Luis Scola, Greivis Vasquez, Isaiah Whitehead

Saídas: Markel Brown, Wayne Ellington, Jarrett Jack, Sergey Karasev, Shane Larkin, Willie Reed, Thomas Robinson, Henry Sims, Donald Sloan

Permanências: Bojan Bogdanovic, Rondae Hollis-Jefferson, Sean Kilpatrick, Brook Lopez, Chris McCullough, Henry Sims

5 inicial: Jeremy Lin (Guard), Sean Kilpatrick (Guard), Rondae Hollis-Jefferson (Forward), Trevor Booker (Forward), Brook Lopez (Center)

6th Man: Bogdanovic (Guard)

O Melhor: Mais um passo no sentido de começar do zero. Obrigatório para estes Nets, por mais que isso custe.

O Pior: Voltar a ser uma equipa da treta e, no final, ter de entregar a pick aos Celtics.

Prognóstico: Epá, que depressão escrever sobre estes Nets… A equipa era má, continua a ser má e provavelmente ainda será má mais um ano. O problema é que, graças à trágica troca por Kevin Garnett e Paul Pierce, eles não vão receber uma única pick de jeito nestes três anos (têm direito à dos Celtics em 2017 e alguns second rounders). No ano passado, foram a terceira pior equipa da NBA e este ano devem andar outra vez por esse pântano. Há alguns upgrades – Lin e Vasquez pelo Jack e a chegada de Trevor Booker -, mas continuará a estar entre as equipas que ninguém fica acordado de madrugada para ver.

 

#29 Philadelphia 76’ers

philadelphia

 

General Manager: Bryan Colangelo

Treinador: Brett Brown

Entradas: Jerryd Bayless, Gerald Henderson, Timothe Luwawu, Sergio Rodriguez, Dario Saric, Ben Simmons, James Webb III, Elton Brand

Saídas: Isaiah Canaan, Ish Smith, Christian Wood

Permanências: Robert Covington, Joel Embiid, Jerami Grant, Richaun Holmes, T.J. McConnell, Nerlens Noel, Jahlil Okafor, Nik Stauskas, Christian Wood, Hollis Thompson

5 inicial: Jerryd Bayless (Guard), Gerald Henderson (Guard), Robert Covington (Forward), Ben Simmons (Forward), Joel Embiid (Center)

6th Man: Jahlil Okafor (Center)

O Melhor: Isto já se começa a parecer com um roster a sério. Há uns seis jovens que podem ser muito bons jogadores na NBA e agora alguns veteranos sólidos para tornar a equipa mais competitiva. Já não há motivo para o “processo” continuar.

O Pior: O “processo” pode ter acabado, mas os 76ers vão continuar a ser uma das 3/ 4 piores equipas da NBA. Demasiada gente no frontcourt. A lesão do Simmons.

Prognóstico: Foram a pior equipa da NBA em 2016. Este ano, vão melhorar, ma non troppo. O Simmons é bom demais e, se a lesão não o fizer perder muito tempo, fará uma grande diferença, com uma superior capacidade de passe (não é hype, é mesmo incrível). O regresso do Embiid aumenta o nível de talento, embora crie um problema no frontcourt. Simmons e o seu lançamento invisível jogam a 4 na NBA actual, o que significa que há quatro jogadores que deviam receber muitos minutos para duas posições: Noel, Okafor, Embiid e Simmons. Dá 24 escassos minutos para cada um. Isto sem falar no Saric, que ainda é uma incógnita com potencial. Bayless e Hendersen são verdadeiros jogadores da NBA a jogar a 1 e a 2, o que é uma novidade para estes 76ers. Ainda assim, continua a ser uma lacuna a compensar nos próximos anos. Talvez no próximo draft, onde os 76ers estarão de certeza.

 

#28 Los Angeles Lakers

lalakers

 

General Manager: Mitch Kupchak

Treinador: Luke Walton

Entradas: José Manuel Calderón, Luol Deng, Brandon Ingram, Timofey Mozgov , Thomas Robinson, Ivica Zubac

Saídas: Brandon Bass, Kobe Bryant, Roy Hibbert, Ryan Kelly, Robert Sacre

Permanências: Tarik Black, Anthony Brown, Jordan Clarkson, Marcelinho Huertas, Larry Nance, Jr., Julius Randle, D’Angelo Russell, Louis Williams, Nick Young, Metta World Peace(NG)

5 Inicial: D’Angelo Russell (Guard), Nick Young (Guard), Luol Deng (Forward), Julius Randle (Forward), Timofey Mozgov

6th Man: Jordan Clarkson (Guard)

O Melhor: Para os fãs dos Lakers vai ser uma época gira, pois vão ter a possibilidade de ver imensos jovens talentos jogar muitos minutos e emergir (Brandon Ingram, Larry Nance Jr., Julius Randle e Jordan Clarkson) ou mesmo dar o salto para a liga dos grandes (estamos de olho em ti, D’Angelo Russell).

O Pior: Enquanto os miúdos crescem cometem muitos erros, fruto da inexperiência, é apenas natural que assim seja, isto vale até para o também estreante Luke Walton. Erros custam derrotas, muitas derrotas custam competitividade. Esta é mais uma época onde a única coisa que os Lakers podem aspirar a ganhar é tempo. Ah e esperar que as suas duas picks número 2 das últimas duas épocas (D’Angelo Russell e Brandon Ingram) confirmem os predicados que levaram a turma californiana a apostar neles.

Prognóstico: Mais do mesmo. Perder, perder, perder, falhar os playoffs e no fim ter (mais) uma boa pick e conseguir atacar o mercado de free agents na esperança de trazer a estrela que há anos foge da equipa mais hollywoodesca da liga.

 

#27 Phoenix Suns

phoenix

 

General Manager: Ryan McDonough

Treinador: Earl Watson

Entradas: Leandro Barbosa, Dragan Bender, Marquese Chriss, Jared Dudley, Derrick Jones Jr., Tyler Ulis

Saídas: Chase Budinger, Jon Leuer, Ronnie Price, Mirza Teletovic

Permanências: Eric Bledsoe, Devin Booker, Tyson Chandler, Archie Goodwin, Brandon Knight, Alex Len, P.J. Tucker, T.J. Warren, Alan Williams, John Jenkins(NG)

5 Inicial: Eric Bledsoe (Guard), Devin Booker (Guard), P.J. Tucker (Forward), Jared Dudley (Forward), Tyson Chandler (Center)

6th Man: Brandon Knight (Guard)

O Melhor: Ver no que se pode tornar Devin Brooker, um dos maiores talentos vindos do draft o ano passado, e em quem a maior parte dos GM’s da liga aposta para explodir esta época.

O Pior: Eric Bledsoe é muito bom jogador, Devin Booker é um excelente sophomore, há jogadores muito interessantes como o experiente Tyson Chandler ou os miúdos Alex Len e, sobretudo, T.J. Warren, mas fica-se por aqui. Apesar das várias mudanças que operou, incluindo a contratação de Earl Watson, vindo directamente de UCLA, um estreante nestas andanças, não é ainda suficiente para ter uma equipa competitiva.

Prognóstico: Tão típico como o estado que acolhe este franchise, também esta época será mais uma longa travessia no deserto para a equipa do Arizona.

 

#26 Sacramento Kings

sacramento

 

General Manager: Vlad Divac

Treinador: Dave Joerger

Entradas: Arron Afflalo, Matt Barnes, Isaiah Cousins, Jordan Farmar, Skal Labissiere, Ty Lawson, Georgios Papagiannis, Malachi Richardson, Garrett Temple, Anthony Tolliver

Saídas: Quincy Acy, James Anderson, Marco Belinelli, Caron Butler, Seth Curry, Duje Dukan, Eric Moreland, Rajon Rondo

Permanências: Omri Casspi, Willie Cauley-Stein, Darren Collison, DeMarcus Cousins, Rudy Gay, Kosta Koufos, Ben McLemore

5 Inicial: Darren Collison (Guard), Arron Afflalo (Guard), Rudy Gay (Forward), Willie Cauley-Stein (Forward), DeMarcus Cousins (Center)

6th Man: Omri Casspi (Forward)

O Melhor: No papel os Kings têm uma equipa interessante. O melhor poste da liga (De Marcus Cousins), um ex all star (Rudy Gay) que reencontra um treinador com quem já foi muito feliz no passado e um sophomore muito promissor (Willie Cauley-Stein).

O Pior: Todos os anos os Kings têm uma equipa muito promissora… no papel, o pior é o resto. O ano passado ao leque de talento que já têm agora ainda adicionaram Rajon Rondo e mesmo assim os resultados não foram nada famosos. Este ano não se prevêem melhorias, antes pelo contrário.

Prognóstico: Tudo nos Kings é uma incógnita com poucas probabilidades de ser muito bem sucedida. Apesar da autêntica revolução operada no plantel (entraram 10 caras novas, foi a equipa com mais aquisições) ainda assim ainda dependem muito do que a estabilidade emocional de DeMarcus Cousins permitir, e depender de DeMarcus é o mesmo que tentar construir um empreendimento de luxo bem em cima da falha de Santo André. A coisa até pode ficar bonita, mas nunca por muito tempo…

 

#25 Denver Nuggets

denver

 

General Manager: Tim Connelly

Treinador: Mike Malone

Entradas: Jamal Murray, Juancho Hernangomez, Malik Beasley, DJ Kennedy, Jarnell Stokes, Nate Wolters

Saídas: DJ Augustin, Joffrey Lauvergne

Permanências: Darrell Arthur, Will Barton, Wilson Chandler, Kenneth Faried, Danilo Gallinari, Gary Harris, Nikola Jokic, Mike Miller, Emmanuel Mudiay, Jameer Nelson, Jusuf Nurkic, JaKarr Sampson, Axel Toupane

5 inicial: Emmanuel Mudiay (Guard), Gary Harris (Guard), Danilo Gallinari (Forward), Kenneth Faried (Forward), Nikola Jokic (Center)

6th Man: Will Barton (Guard)

O Melhor: Tem três jovens promissores em Jokic, Mudiay e Murray.

O Pior: Pouca capacidade para competir, para já, com as equipas mais fortes da conferência.

Prognóstico: Os Denver Nuggets ainda não sabem o que fazer com Danilo Gallinari e Kenneth Faried, dois jogadores em constantes rumores para serem trocados, que levam já idades que não deixam grande margem para progressão. Investir na juventude seria a aposta certa e um lugar no top 10 do draft deve estar garantido.

 

#24 Milwaukee Bucks

milwaukee

 

General Manager: John Hammond

Treinador: Jason Kidd

Entradas: Michael Beasley, Malcolm Brogdon, Jabari Brown, Matthew Dellavedova, Orlando Johnson, Thon Maker, J.J. O’Brien, Jaleel Roberts, Mirza Teletovic, Jason Terry, Tony Snell

Saídas: Jerryd Bayless, Tyler Ennis, Damien Inglis, O.J. Mayo, Johnny O’Bryant, Greivis Vásquez

Permanências: Giannis Antetokounmpo, Michael Carter-Williams, John Henson, Khris Middleton, Greg Monroe, Steve Novak, Jabari Parker, Miles Plumlee, Rashad Vaughn

5 inicial:  Matthew Dellavedova (Guard), Khris Middleton (Guard), Giannis Antetokounmpo (Forward), Jabari Parker (Forward), Greg Monroe (Center)

6th Man: Mirza Teletovic (Forward)

O melhor: A confirmação de que o Greek Freak vai ser um monstro de jogador. Esta foi a melhor coisa que aconteceu a uma equipa que fez todos acreditar num 4/5º lugar no Este depois de terem contratado Monroe e MCW. Mas infelizmente além da confirmação da qualidade de Antetokounmpo, apenas a produção de Middleton e o regresso de Jabari Parker para a que na verdade foi a sua época de rookie foram notas positivas. Este ano parece que a receita se repetirá. Pode ser a época de confirmação do talento de Parker.

O pior: Também se adivinha que o pior se repita em relação ao ano passado. A produção de Monroe foi uma autêntica desilusão. E com alguma surpresa o front office não fez nada para corrigir a situação. Não surpreenderá ninguém que ainda seja feita uma troca qualquer que envolva Monroe que sendo um bom jogador, não se adaptou à equipa.

Prognóstico: Se para muitos a desilusão da época passada foi a equipa de Milwaukee, parece não ter sido a opinião interna, já que pouco ou nada se fez para melhorar ou alterar o rosto da equipa. Dellavedova e Teletovic podem vir a ser um upgrade, mas é manifestamente pouco. Eventualmente o primeiro até pode vir a ser o Point Guard titular, perante a saida de Carter-Williams, porque na verdade o grego acaba por ser o senhor que leva a bola para a frente, o chamado Point Forward, e o poder de tiro de Dellavedova pode vir a ser muito útil. Posto isso, será preciso outro milagre como aconteceu com esta equipa há dois anos para chegarem aos playoffs. Adivinham-se trocas no futuro, ou então não…

 

#23 Miami Heat

miami

 

General Manager: Andy Elisburg

Treinador: Erik Spoelstra

Entradas: Luke Babbitt, Keith Benson, Wayne Ellington, Stefan Jankovic, James Johnson, Rodney McGruder, Willie Reed, Beno Udrih, Dion Waiters, Okaro White, Derrick Williams

Saídas: Luol Deng, Gerald Green, Joe Johnson, Amar’e Stoudemire, Dwyane Wade, Dorell Wright

Permanências: Chris Bosh, Goran Dragic, Udonis Haslem, Tyler Johnson, Josh McRoberts, Josh Richardson, Hassan Whiteside, Justise Winslow, Briante Weber

5 Inicial: Goran Dragic (Guard), Tyler Johnson (Guard), Justise Winslow (Forward), Derrick Williams (Forward), Hassan Whiteside (Center)

6th Man: Dion Waiters

O Melhor: Quando está focado no jogo, Hassan Whiteside é um dos mais demolidores “big men” em toda a liga. Defensivamente, é uma máquina de blocos e é quase imbatível também na captura de ressaltos. No ataque, poderá fazer uma excelente dupla no “pick and roll” com Goran Dragic, um dos jogadores que mais vai beneficiar com a saída de Wade. Com as chave do carro na mão, Dragic vai tentar voltar a ser o jogador dinâmico que foi nos seus tempos áureos em Phoenix. Vai ser interessante, também, ver a evolução do núcleo jovem.

O Pior: Justise Winslow. Josh Richardson. Tyler Johnson. Tudo jovens com imenso potencial. Todos lançados às feras um pouco cedo demais. Esta época dos Heat vai exigir uma maturação imediata de talentos que podem precisar de um pouco mais de tempo para evoluir. Com a infeliz situação de Chris Bosh, Miami vai possivelmente usar Derrick Williams nessa posição – um gigante downgrade. E o que raio está Dion Waiters a fazer nesta equipa? Nesta temporada de transição, para quê desperdiçar minutos num caso perdido?

Prognóstico: Se tudo correr como planeado, os Miami Heat pós-Wade podem voltar a ser muito bons – simplesmente não nesta temporada. Algumas das decisões tomadas pelo front office demonstram alguma vontade de se manterem bons e na corrida pelos playoffs, mas eu simplesmente não vejo isso a acontecer esta temporada. Whiteside ainda é uma grande incógnita e os jovens que os Heat acumularam nas wings precisam de mais tempo para mostrar o seu valor. A ver vamos se o hipercompetitivo Pat Riley saberá ter paciência.

 

#22 New Orleans Pelicans

neworleans

 

General Manager: Dell Demps

Treinador: Alvin Gentry

Entradas: Cheick Diallo, Langston Galloway, Buddy Hield, Solomon Hill, Terrence Jones, E’Twaun Moore, Lance Stephenson

Saídas: Eric Gordon, Norris Cole, Luke Babbitt, Kendrick Perkins

Permanências: Alexis Ajinca, Omer Asik, Dante Cunningham, Anthony Davis, Tyreke Evans, Tim Frazier, Alonzo Gee, Jrue Holiday, Quincy Pondexter

5 Inicial: Jrue Holiday (Guard), E’Twaun Moore (Guard), Solomon Hill (Forward), PF Anthony Davis (Forward), Omer Asik (Center)

6th Man: Tyreke Evans (Guard)

O melhor: Difícil dizer… mas a presença de um dos jogadores mais completos da liga tem que contar para alguma coisa. Se com o Anthony Davis em forma a equipa não conseguir fazer nada, nunca conseguirá. Porque acreditem, renovar com ele o ano passado não lhes garante tanto tempo assim de construção…

O pior: O deserto em volta de Anthony Davis. A todos os níveis, a começar pela VONTADE!

Prognóstico: Estes Pelicans não descolam ainda este ano do bayou. Por mais que se tenha falado das qualidades excepcionais de Anthony Davis que levou a equipa aos ombros até aos playoffs há duas temporadas, os Pelicans não estão armados para fazer grandes ondas na liga. Alvin Gentry ainda não deu provas do seu comprovado talento a potenciar o jogo ofensivo, e apesar de a defesa interior não ser tão má, o perímetro continuará a ser a zona onde esta equipa vai sofrer. Se a isso juntarmos os problemas de saúde de alguns jogadores de quem se espera muito (Tyreke Evans, Jrue Holiday), temos aqui uma equipa sem grandes perspectivas para esta temporada. Mas como a posição de underdogs já os beneficiou uma vez, porque não voltar a chocar a liga…?

 

#21 Orlando Magic

 orlando

 

General Manager: Rob Hennigan

Treinador: Frank Vogel

Entradas: Cliff Alexander, D.J. Augustin, Bismack Biyombo, Branden Dawson, Jeff Green, Serge Ibaka, Nick Johnson, Jodie Meeks, Kevin Murphy, Arinze Onuaku, Damjan Rudez, C.J. Wilcox, Stephen Zimmerman

Saídas: Dewayne Dedmon, Ersan Ilyasova, Brandon Jennings, Devyn Marble, Shabazz Napier, Andrew Nicholson, Victor Oladipo, Jason Smith

Permanências: Evan Fournier, Aaron Gordon, Mario Hezonja, Elfrid Payton, Nikola Vucevic, C.J. Watson

5 Inicial: Elfrid Payton (Guard), Evan Fournier (Guard), Aaron Gordon (Forward), Serge Ibaka (Forward), Nikola Vucevic (Center)

6th Man: Mario Hezonja (Forward)

O Melhor: No que a talento diz respeito, os Magic ficaram um pouco melhores com a sua troca controversa com os Thunder. Oladipo era um excelente jogador mas, com Hezonja a precisar de mais minutos, poderia ser considerado excedentário. Já Ibaka, por estranho que possa parecer, dado que é um power forward, torna a equipa um pouco melhor no tiro exterior. Poderá fazer também uma boa dupla com Vucevic, Biyombo e até Aaron Gordon. Acima de tudo, os Magic apostaram forte em ter um plantel equilibrado e com muitas opções.

O Pior: Tal como acontecia o ano passado, continua a ser duvidoso que os Magic consigam gerar jogo exterior o suficiente para abrir as rotas de entrada para o cesto. Principalmente considerando que, ao manter Vucevic e contratar Biyombo, os Magic terão dificuldades em criar oportunidades para jogar com Gordon a Power Forward e Ibaka a poste, provavelmente o seu melhor lineup. Gordon precisa de melhorar consideravelmente o seu jogo exterior para poder justificar a sua utilização a SF, mesmo com Ibaka – algo que ainda é duvidoso que aconteça.

Avaliação: Muitas das previsões em relação a esta temporada dos Magic têm apontado para um manter do status quo, mas essas previsões estão a ignorar um factor muito importante: Frank Vogel é mil vezes o treinador que Scott Skiles era – e com muito menores possibilidades de alienar o plantel. A decisão de apostar no interior vai contra a tendência da liga, mas Vogel tem alguma experiência em fazê-la resultar. Com Ibaka a querer assumir-se como estrela e um potencial defensivo muito aliciante, os Magic podem surpreender e chegar aos playoffs.

 

#20 New York Knicks

newyork

 

General Manager: Phil Jackson

Treinador: Jeff Hornacek

Entradas: Willy Hernangomez, Justin Holiday, Brandon Jennings, Mindaugas Kuzminskas, Courtney Lee, Maurice Ndour, Joakim Noah, Marshall Plumlee, Derrick Rose

Saídas: Arron Afflalo, Cleanthony Early, Langston Galloway, Kevin Seraphin, Derrick Williams

Permanências: Carmelo Anthony, Kyle O’Quinn, Kristaps Porzingis, Lance Thomas, Sasha Vujacic, Lou Amundson

5 inicial: Derrick Rose (Guard), Courtney Lee (Guard), Carmelo Anthony (Forward), Kristaps Porzingis (Forward), Joakim Noah (Center)

6th Man: Kyle O’Quinn (Forward)

O Melhor: Podia ser só uma palavra: Porzingis. Mas não seria justo. Esta época é um verdadeiro all-in dos Knicks. E nós gostamos disso. A troca por Rose e a contratação de Noah trazem star power a uma equipa que tem dependido apenas de Carmelo nesse capítulo. O Madison estará mais cheio e mais entusiasmado e isso é importante para uma equipa da dimensão dos Knicks. Também dá jeito ter um treinador de jeito no banco, de preferência que se afaste da ortodoxia do triângulo.

O Pior: Risco de lesões. Risco de lesões. Risco de lesões. Risco de lesões. Risco de lesões. Risco de lesões. Risco de lesões. Risco de lesões. Risco de lesões. Risco de lesões. Risco de lesões. Risco de lesões. Ah! E um banco fraquinho.

Prognóstico: Isto é daquelas previsões que se está mesmo a ver que nos vamos arrepender. Mas ok… então, diz que os Knicks são capazes de ir aos playoffs este ano. Sim, nós também nos sentimos estúpidos a escrever a frase. O bom disto é que, se os Knicks não forem aos playoffs, é provável que seja devido às lesões (ver ponto anterior). O que nos permite manter alguma credibilidade. Dito isto, se não esperarmos um Rose MVP ou um Noah DPY, são ambos boas contratações. Underrated, mas importante, o Courtney Lee dá a esta equipa alguém que sabe atirar de 3 e melhor defesa no perímetro. Porzingis deve continuar a evoluir, esperando-se que atinja Super Saiyan 1 este ano. Ao mesmo tempo, sem ser muito referido, Carmelo fez uma boa e pouco egoísta época no ano passado. Depois destas frases feel good, vamos deprimir um bocado, ok? Bora. O melhor a que esta equipa pode aspirar é provavelmente passar a primeira ronda dos playoffs e dar luta na segunda. Hmm.

 

#19 Washington Wizards

washington

 

General Manager: Ernie Grunfeld

Treinador: Scott Brooks

Entradas: Trey Burke, Danuel House, Ian Mahinmi, Sheldon McClellan, Andrew Nicholson, Johnny O’Bryant, Daniel Ochefu, Tomas Satoransky, Jason Smith, Casper Ware

Saídas: Alan Anderson, Jared Dudley, Drew Gooden, J.J. Hickson, Nene Hilario, Ramon Sessions, Garrett Temple

Permanências: Bradley Beal, Jarell Eddie, Marcin Gortat, Markieff Morris, Kelly Oubre, Otto Porter, Marcus Thornton, John Wall

5 Inicial: John Wall (Guard), Bradley Beal (Guard), Otto Porter (Forward), Markieff Morris (Forward), Marcin Gortat (Center)

6th Man: Ian Mahinmi (Center)

O Melhor: John Wall continua a ser uma das mais imparáveis armas ofensivas em toda a liga – seja no ataque no cesto ou no passe. Bradley Beal continua a ser um marcador de pontos carregadinho de potencial e ainda muito novo. Quanto a Otto Porter, Markieff Morris e Marcin Gortat, continuam a ser um elenco secundário de apoio bastante sólido, com mais-valias tanto ofensivas, como defensivas. A adição de nomes como Ian Mahinmi e Trey Burke vai ajudar também a solidificar um banco que, por vezes, peca por escasso.

O Pior: Se Bradley Beal voltar a confirmar que não tem capacidade de se manter em campo sem lesões, todo o potencial dos Wizards vai pelo cano. Wall é bom o suficiente para os manter aceitáveis, mas não mais do que isso. Os Wizards continuam, também, a ter sérios problemas em marcar de forma consistente. A defesa dos Wizards é bastante sólida, mas não o suficiente para que essa seja a principal arma de Washington. De onde virão os pontos extra que os homens de Scott Brooks precisam? Certamente não chegaram na off-season.

Avaliação: Tudo isto é mais do mesmo. Os Wizards o ano passado falharam os playoffs – este ano é possível que lá cheguem. E depois? Os homens de Washington parecem estar encalhados nesta eterna mediania. A muito antecipada explosão de Bradley Beal poderia ajudar, mas poderemos confiar na sua saúde? Scott Brooks é melhor que Randy Wittman, mas tanto assim? Apesar de todas estas dúvidas, os Wizards deverão manter-se iguais a si mesmos. Com um registo de vitórias por volta dos 50% e dependentes do que o resto da conferência faz para saberem se isso chega para atingir os playoffs.

 

#18 Charlotte Hornets

charlotte

 

General Manager: Rich Cho

Treinador: Steve Clifford

Entradas: Marco Belinelli, Treveon Graham, Roy Hibbert, Brian Roberts, Ramon Sessions, Mike Tobey, Christian Wood

Saídas: Troy Daniels, Jorge Gutiérrez, Tyler Hansbrough, Al Jefferson, Courtney Lee, Jeremy Lin

Permanências: Nicolas Batum, Spencer Hawes, Frank Kaminsky, Michael Kidd-Gilchrist, Jeremy Lamb, Kemba Walker, Marvin Williams, Cody Zeller, Aaron Harrison

5 Inicial: Kemba Walker (Guard), Nicolas Batum (Guard), Michael Kidd-Gilchrist (Forward), Marvin Williams (Forward), Roy Hibbert (Center)

6th Man: Cody Zeller (Center)

O Melhor: Kemba Walker deu um pulo no ano passado e, se conseguir evitar as lesões que por vezes o limitam, tem tudo para continuar nesta rota ascendente. Também Nicolas Batum justificou a aposta dos Hornets em si, depois de parecer estar meio perdido em Portland. Agora que já foi pago, vamos ver se essa forma se mantém – eu acredito que sim. Por fim, temos Marvin Williams, outro jogador que revitalizou a sua carreira o ano passado e que eu acredito que irá manter o ritmo. E, claro, temos o potencial sempre latente de Michael Kidd-Gilchrist.

O Pior: Como deu para perceber no texto acima, nenhum dos pontos fortes dos Hornets é propriamente sólido. Toda a espinha dorsal da equipa vem carregada de incógnitas – especialmente Kidd-Gilchrist, que tinha o potencial para ser um dos melhores defensores na liga… se não fosse o facto de ser feito de cristal. Adicionalmente, Roy Hibbert e Cody Zeller são uma rotação muito suspeita de postes. Acima de tudo, os que estes Hornets têm é uma tremenda falta de opções no banco. Se uma das estrelas se lesionar com gravidade, a época acabou.

Avaliação: Numa pura avaliação de talento, os Hornets estão ali mesmo naquela bolha de equipas que tanto podem garantir a chegada aos playoffs confortavelmente como ficar de fora. Mas o historial de lesões preocupa-me. Sinto que tudo tem de correr de forma perfeita para Charlotte repetir o sucesso do ano passado. Se há pessoa em quem confio para fazer a sua equipa jogar de forma disciplinada e manter a sua forma é Steve Clifford, mas não consigo afastar esta ideia de que algo vai correr mal e toda a equipa vai cair como dominós.

 

#17 Chicago Bulls

chicago

 

General Manager: Gar Forman

Treinador: Fred Hoiberg

Entradas: Isaiah Canaan, Spencer Dinwiddie, Jerian Grant, Vince Hunter, Robin Lopez, Rajon Rondo, Denzel Valentine, Dwyane Wade, Paul Zipser, Michael Carter-Williams

Saídas: Cameron Bairstow, Aaron Brooks, Mike Dunleavy, Pau Gasol, Justin Holiday, E’Twaun Moore, Joakim Noah, Derrick Rose

Permanências: Jimmy Butler, Taj Gibson, Doug McDermott, Nikola Mirotic, Bobby Portis, Tony Snell, Cristiano Felicio

5 inicial: Rajon Rondo (Guard), Dwyane Wade (Guard), Jimmy Butler (Forward), Nikola Mirotic (Forward), Robin Lopez (Center)

6th man: Doug McDermott (Forward)

O melhor: Depois do desastre da época passada, Chicago avançou para um re-tool (uma palavra que desencantaram para descrever o semi-rebuild que fizeram) e chocou o mais ferrenho adepto ao deixar sair Rose e Noah, jogadores históricos do clube. O silver lining foi ter conseguido manter todo o núcleo jovem da equipa. Liderados por Jimmy Butler, a equipa tem jogadores jovens com potencial como Mirotic, McDermott, Portis e claro o novo rookie Valentine.

O pior: As saídas de Rose, Noah, Gasol e Dunleavy, todos titulares, são obviamente saídas que deixam feridas. Depois de uma época desapontante, o treinador Fred Hoiberg tem os olhos todos virados para ele. Mas quando se esperava que esta mini revolução fosse construir uma equipa mais à sua imagem, Chicago contrata Rondo e Wade que estão longe de serem atiradores, o que vai comprometer o spacing da equipa, tão essencial para um treinador como Hoiberg e na verdade, para a actual NBA.

Prognóstico: O resultado desta confusão que foi a off-season torna o futuro desta equipa uma incógnita. Tanto podem voltar a ficar naquela luta dos últimos lugares de acesso ao playoff, como podem desafiar a lógica e conseguir que as peças funcionem pura e simplesmente pela experiência de Wade e Rondo e vontade e talento do core mais jovem da equipa. Pelo menos o futuro não fica (ainda) comprometido, visto que os contratos de Wade e Rondo são de curta duração. Digamos que esta época poderá ser um teste à capacidade da equipa crescer sem ser necessário ir ao fundo da tabela, rumo à lottery.

 

#16 Dallas Mavericks

dallas

 

General Manager: Donnie Nelson

Treinador: Rick Carlisle

Entradas: Harrison Barnes, Andrew Bogut, Quincy Acy, Seth Curry, AJ Hammons, Dorian Finey-Smith, Nicolas Brussino

Saídas: Zaza Pachulia, Samuel Dalembert, Chandler Parsons, Raymond Felton, Jeremy Evans, John Jenkins

Permanências: Nowitzki, D. Williams, Wesley Matthews, JJ Barea, Devin Harris, Justin Anderson

5 Inicial: Deron Williams (Guard), Wesley Matthews (Guard), Harrison Barnes (Forward), Dirk Nowitzki (Forward), Andrew Bogut (Center)

6th Man: J.J. Barea (Guard)

O melhor: Os Mavs foram às compras na Califórnia e trouxeram Andrew Bogut, Harrison Barnes, S. Curry… Ah não, calma. Este S. é o Seth Curry, que veio não de Golden State, mas de Sacramento. Ainda assim, o que foram buscar a Oakland é mais do que sólido.

O pior: A incógnita Deron Williams. Capaz do melhor e do pior, amaldiçoado por lesões que o afastaram quase toda a temporada de 2015/16, o base titular dos Mavs ainda não teve a oportunidade de provar o seu valor. Neste colectivo “renovado”, conseguirá ele ser o general que vimos em Utah, nos tempos áureos da sua carreira?

Prognóstico: Estes Mavs estão interessantes no papel. Os reforços são sólidos, o interior está assegurado com um Bogut titularíssimo. Salah Mejri e Dwight Powell foram chamados da D League, Seth Curry pode ser a wild card desta equipa caso tenha tempo de jogo suficiente para provar que pode sair da sombra do seu apelido. Nowitzki não vai para novo, e cada ano que passa é mais urgente estar bem rodeado para almejar tocar a consagração suprema de novo. Deron Williams vai ter um papel importantíssimo nesse processo, e dele poderá depender o acesso dos Mavs aos Playoffs. Não é equipa para jogar o título, mas poderá surpreender se conseguir ter todo o mundo saudável.

 

#15 Minnesota Timberwolves

 minnesota

 

General Manager: Scott Layden

Treinador: Tom Thibodeau

Entradas: Kris Dunn, Cole Aldrich, Rasual Butler, Jordan Hill, John Lucas III, Toure Murry, Brandon Rush

Saídas: Kevin Garnett, Tayshaun Prince, Damjan Rudez, Greg Smith

Permanências: Nemanja Bjelica, Gorgui Dieng, Tyus Jones, Zach LaVine, Shabazz Muhammad, Adreian Payne, Nikola Pekovic, Ricky Rubio, Karl-Anthony Towns, Andrew Wiggins

5 Inicial: Ricky Rubio (Guard), Zach LaVine (Guard), Andrew Wiggins (Forward), Gorgui Dieng (Forward), Karl-Anthony Towns (Center)

6th Man: Kris Dunn (Guard)

O Melhor: Serem os meninos bonitos da NBA, com elevadas expectativas a abundarem.

O Pior: Encontrarem-se na conferência Oeste.

Prognóstico: Tirando uma lesão grave na dupla Towns-Wiggins, não existe grande chance da época que se segue correr mal aos Timberwolves – mesmo que não cheguem aos playoffs – tendo em conta que esta será apenas a segunda temporada de Towns. Ricky Rubio terá agora Kris Dunn a morder-lhe os calcanhares, e deverão levar algum tempo a escolher o base e o resto do cinco ideal.  O início de época poderá ser complicado, mas com Thibodeau ao leme, o barco chegará a bom porto.

 

#14 Atlanta Hawks

atlanta

 

General Manager: Mike Budenholzer

Treinador: Mike Budenholzer

Entradas: DeAndre’ Bembry, Will Bynum, Matt Costello, Malcolm Delaney, Dwight Howard, Jarrett Jack, Ryan Kelly, Taurean Prince

Saídas: Kirk Hinrich, Al Horford, Lamar Patterson, Jeff Teague

Permanências: Kent Bazemore, Tim Hardaway Jr., Kris Humphries, Kyle Korver, Paul Millsap, Dennis Schröder, Mike Scott, Thabo Sefolosha, Tiago Splitter, Walter Tavares, Mike Muscala

5 Inicial: Dennis Schröder (Guard), Kyle Korver (Guard), Kent Bazemore (Forward), Paul Millsap (Forward), Dwight Howard (Center)

6th Man: Jarrett Jack (Guard)

O Melhor: Há dois anos atrás os Hawks dominaram a temporada regular com um jogo predicado em passes constantes, generosidade entre todos os jogadores e uma precisão quase sem precedentes no lançamento exterior. Mas depois chegaram os playoffs e essa estratégia foi desmantelada. O ano passado… voltou a não resultar. Assim os Hawks apostam este ano numa estratégia muito mais focada no ataque ao cesto e no puro poder físico. A ascensão de Dennis Schröder e Kent Bazemore, em conjunto com a chegada de Dwight Howard, são um excelente passo nessa direção.

O Pior: Dá um pouco a sensação que os Hawks ainda estão a meio da execução correta deste novo plano. Ou, pior ainda, sem grande plano. Sim, é verdade que Kyle Korver e Paul Millsap ainda estão no plantel para facilitar esta transição de estilos, mas ambos estão já a começar a perder gás com a idade. E todos sabemos o quão pouco confiável tem sido a saúde de Dwight Howard. Mas, na verdade, todo este plano está dependente de Dennis Schröder ser, no mínimo, tão bom como Jeff Teague. Para já, isso é tudo menos uma certeza.

Avaliação: Os Hawks vivem num espaço nebuloso de equipas que tanto podem ficar confortavelmente nos playoffs como fora deles. A incerteza, acima de tudo, rodeia esta época dos homens de Atlanta. Ainda assim, a combinação deste razoável manancial de talento com a liderança segura de Mike Budenholzer leva-me a crer que vão conseguir manter um mínimo de qualidade que lhes permita atingir os playoffs na sempre dúbia Conferência Este. Teague e Horford, no entanto, vão fazer alguma falta – principalmente no arranque da temporada.

 

#13 Indiana Pacers

indiana

 

General Manager: Larry Bird

Treinador: Nate McMillan

Entradas: Aaron Brooks, Jeremy Evans, Al Jefferson, Georges Niang, Kevin Seraphin, Julyan Stone, Jeff Teague, Thaddeus Young

Saídas: George Hill, Jordan Hill, Solomon Hill, Ty Lawson, Ian Mahinmi, Shayne Whittington

Permanências: Lavoy Allen, Rakeem Christmas, Monta Ellis, Paul George, C.J. Miles, Glenn Robinson III, Rodney Stuckey, Myles Turner, Joseph Young

5 Inicial: Jeff Teague (Guard), Monta Ellis (Guard), Paul George (Forward), Thaddeus Young (Forward), Myles Turner (Center)

6th Man: Al Jefferson (Forward)

O melhor: Os Pacers querem ganhar já! Para isso foram uma das equipas mais agressivas na off-season e fizeram muitas mexidas. As grandes aquisições, Jeff Teague e Thaddeus Young, acrescentam muita qualidade ao 5 da equipa. Tudo para dar ao renascido Paul George as peças que ele precisa para não ter que fazer tudo, poder jogar na sua posição de raiz e não perder as suas qualidades. Ainda conseguiram algum banco ao adicionar jogadores como Brooks, Evans e Jefferson.

O pior: Nesta autêntica revolução houve algo de muito estranho. Ainda ninguém sabe muito bem o porquê a saída de Vogel. O rumor dizia que queriam uma filosofia mais atacante, mas será McMillan a pessoa indicada para isso? Muito duvidoso. Na mesma linha, a equipa livrou-se dos três “Hills”. Mas até que ponto a defesa de Jordan Hill e principalmente de George Hill não vai fazer falta? É certo que a dupla Teague/Ellis é ofensivamente melhor. Mas conseguirá Teague compensar a total ausência de defesa que Ellis deixa em campo?

Prognóstico: Há portanto mexidas que são contraditórias e só o tempo dirá se funcionarão. Uma coisa é certa. Há mais poder de ataque e com as saídas de J. Hill e Mahinmi a aposta no jovem Myles Turner é óbvia. E isso pode vir a ser uma das boas surpresas da equipa este ano. Há mais talento e a equipa pode ficar na frente do pelotão que vai lutar pelo quarto lugar de Este. Mas a ausência de Vogel e os dois “Hills” que já falei, podem vir a ser fatais nas pretensões da equipa nos playoff, onde a defesa ganha outra importância.

 

#12 Oklahoma City Thunder

 oklahomacity

 

General Manager: Sam Presti

Treinador: Billy Donovan

Entradas: Domantas Sabonis, Alex Abrines, Semaj Christon, Kaleb Tarczewski, Alex Caruso, Victor Oladipo, Ersan Ilyasova, Joffrey Lauvergne, Ronnie Price, Chris Wright

Saídas: Kevin Durant, Serge Ibaka, Randy Foye, Nazr Mohammed, Dion Waiters

Permanências: Russell Westbrook, Steven Adams, Nick Collison, Josh Huestis, Enes Kanter, Mitch McGary, Anthony Morrow, Cameron Payne, Andre Roberson, Kyle Singler

5 inicial: Russell Westbrook (Guard), Victor Oladipo (Guard), Andre Roberson (Forward), Ersan Ilyasova (Forward), Steven Adams (Center)

6th Man: Enes Kanter (Center)

O Melhor: Ainda terem Westbrook, e com um contrato renovado.

O Pior: Não terem Kevin Durant, Serge Ibaka e James Harden.

Prognóstico: É incrível ver o estado actual dos Oklahoma City Thunder, depois de serem a equipa mais fascinante e promissora de 2012. A perda de Durant para os Warriors foi um murro no estômago, e apesar de Westbrook prometer manter a equipa na ribalta, na realidade será muito difícil de concretizar. Oladipo e Adams são jovens com uma certa experiência e prontos a dar um passo maior, mas os Thunder não têm lançadores exteriores com suficiente qualidade para atacar os 82 jogos. Será fenomenal ver Russell Westbrook imitar Denzel Washington no filme Homem em Fúria. Isso ninguém nos/lhes pode tirar.

 

#11 Memphis Grizzlies

memphis

 

General Manager: Chris Wallace

Treinador: David Fizdale

Entradas:  Wade Baldwin, Matt Costello, Troy Daniels, Deyonta Davis, James Ennis, Andrew Harrison, Chandler Parsons, Troy Williams

Saídas: Chris Andersen, Matt Barnes, Bryce Cotton, Jordan Farmar, P.J. Hairston, Xavier Munford, Lance Stephenson

Permanências: Jordan Adams, Tony Allen, Mike Conley, Marc Gasol, Jarell Martin, Zach Randolph, Brandan Wright, Vince Carter, JaMychal Green

5 Inicial: Mike Conley (Guard), Tony Allen (Guard), Chandler Parsons (Forward), Zach Randolph (Forward), Marc Gasol (Center)

6th Man: Vince Carter (Guard)

O melhor: Continua a ser das melhores equipas defensivas da liga.

O pior: Os quadros da equipa envelhecem, e a segunda unidade ainda não tem capacidade para segurar um período. O desgaste de Sebo, Gasol e companhia vai continuar este ano…

Prognóstico: Mais um ano nas pernas para esta sólida armada da conferência Oeste. Isso quer dizer que, ou os (poucos) jovens novos se chegam à frente e assumem um papel muito mais activo, ou os Grizzlies vão-se tornar rapidamente uma equipa cansada. Não é fácil renovar com as peças ideais (como é que os Spurs parecem fazer isso com tanta facilidade é coisa que ninguém jamais entenderá na NBA), mas os rookies terão a oportunidade de mostrar o que valem. A equipa está plenamente consciente da urgência de renovação, e a pré-temporada dos Grizzlies foi uma ocasião para os jovens jogadores ganharem tempo de jogo, confiança, e aliviarem os velhos ombros e pernas dos seus veteranos Tony Allen, Vince Carter (muito próximo do fim, cheira-me), Zach Randolph e companhia.

 

#10 Detroit Pistons

detroit

 

General Manager: Stan Van Gundy

Treinador: Stan Van Gundy

Entradas: Henry Ellenson, Michael Gbinije, Nikola Jovanovic, Jon Leuer, Boban Marjanovic, Ray McCallum, Ish Smith

Saídas: Joel Anthony, Steve Blake, Spencer Dinwiddie, Jodie Meeks, Anthony Tolliver

Permanências: Aron Baynes, Reggie Bullock, Kentavious Caldwell-Pope, Andre Drummond, Tobias Harris, Darrun Hilliard, Reggie Jackson, Stanley Johnson, Marcus Morris, Lorenzo Brown

5 Inicial: Reggie Jackson (Guard), Kentavious Caldwell-Pope (Guard), Tobias Harris (Forward), Marcus Morris (Forward), Andre Drummond (Center)

6th Man: Stanley Johnson (Forward)

O melhor: Os Pistons voltaram aos playoffs sete anos depois e o futuro parece risonho. Drummond está cada vez mais a provar as qualidades que o apontavam como um dos melhores Centers da NBA e a equipa conseguiu aos poucos construir à sua volta com uma mistura de juventude e talento. Jackson, KCP e Harris continuam a crescer e ainda há mais o Stanley Johnson e o rookie Henry Ellenson que podem surpreender este ano.

O pior: Se a juventude adivinha um futuro melhor, também quer dizer que o presente ainda não será brilhante. São demasiados jogadores sem experiência de playoff, algo que só o tempo resolverá.

Prognóstico: Adivinha-se uma subida da equipa em relação ao ano passado, visto que já têm muitos jogos juntos e porque conseguiram melhorar o banco com jogadores como Leuer, Marjanovic e Smith, além do rookie já mencionado. Detroit pode ser a surpresa deste ano e intrometer-se no pódio de Este, mas pelo menos é quase certo que entrará sem grandes problemas nos playoff e eventualmente podem avançar já este ano para uma segunda ronda.

 

#9 Houston Rockets

houston

 

General Manager: Daryl Morey

Treinador: Mike D’Antoni

Entradas: Ryan Anderson, Bobby Brown, Tyler Ennis, Eric Gordon, P.J. Hairston, Nene Hilario, Chinanu Onuaku, Gary Payton II, Pablo Prigioni, Kyle Wiltjer

Saídas: Michael Beasley, Andrew Goudelock, Dwight Howard, Terrence Jones, Josh Smith, Jason Terry

Permanências: Trevor Ariza, Patrick Beverley, Corey Brewer, Clint Capela, Sam Dekker, James Harden, Montrezl Harrell, K.J. McDaniels

5 Inicial: James Harden (Guard), KJ McDaniels (Guard), Trevor Ariza (Forward), Ryan Anderson (Forward), Nene Hilario (Center)

6th Man: Eric Gordon (Guard)

O melhor: Dwight Howard está fora da equipa. Quer se goste do jogador ou não, quer se lhe atribua todas as culpas do fiasco do ano passado (e anteriores) ou não, é um facto: DH12 nunca foi um factor de estabilidade em equipa nenhuma onde esteve depois dos Orlando Magic. Depois de três temporadas problemáticas, onde a relação com Harden foi tudo menos simples, o candidato ao título de maior desperdício da década na NBA tomou o caminho de Atlanta.

O pior: Dwight Howard está fora da equipa. E deixa o garrafão dos Rockets infinitamente mais pobre. Nene? Clint Capela? A ver vamos…

Prognóstico: Depois de um acesso aos Playoffs no fio da navalhae um sweep na primeira volta evitado graças a um jogo de gigante de Harden, os Rockets não deveriam ser favoritos de ninguém. Sobretudo, depois de terem perdido um dos únicos postes ainda em actividade na liga (isto foi voluntariamente provocador!); Mas aí está: algumas contratações inteligentes, um espírito de comunhão renovado, e um treinador novo na pessoa de Mike D’Antoni(!!!) e a equipa tem tudo para ter um impulso novo. Harden vai jogar mais a PG do que aquilo a que nos habituou até agora. O backcourt ganha outra luz com a entrada de Eric Gordon na equipa, e os triplos vão continuar a ser uma arma mortífera desta equipa. A profundidade do banco em termos de interiores poderá compensar de certa forma a partida de Howard, e Clint Capela está a ser preparado para se tornar um grande “grande”. Acredito que os Rockets façam um percurso interessante este ano, e os playoffs são mais do que acessíveis.

 

#8 Portland Trail Blazers

 portland

 

General Manager: Neil Olshey

Treinador: Terry Stotts

Entradas: Jake Layman, Tim Quarterman, Evan Turner, Festus Ezeli, Shabazz Napier, Greg Stiemsma, Grant Jerrett

Saídas: Gerald Henderson, Chris Kaman, Brian Roberts, Cliff Alexander

Permanências: Al-Farouq Aminu, Pat Connaughton, Allen Crabbe, Ed Davis, Moe Harkless, Meyers Leonard, Damian Lillard, CJ McCollum, Mason Plumlee, Noah Vonleh, Luis Montero

5 inicial: Damian Lillard (Guard), CJ McCollum (Guard), Evan Turner (Forward), Al-Farouq Aminu (Forward), Mason Plumlee (Center)

6th Man: Ed Davis (Forward)

O Melhor:  Um backcourt de elite.

O Pior: Certa apatia na off-season.

Prognóstico: Os Portland Trail Blazers foram a surpresa mais agradável da época anterior, dando mesmo algum trabalho aos Golden State Warriors nas meias-finais de conferência. Apesar do sucesso obtido, existe ainda margem para progressão e as poucas movimentações no defeso deixaram o universo da NBA algo confuso, especialmente depois dos Blazers terem sido apontados como um possível destino de Kevin Durant. Há quem diga que não se mexe no que não está estragado, e os Trail Blazers liderados por Lillard e McCollum serão certamente competitivos no seu estado actual.

 

#7 Utah Jazz

 utah

 

General Manager: Dennis Lindsey

Treinador: Quin Snyder

Entradas: Marcus Paige, Joel Bolomboy, Quincy Ford, Boris Diaw, George Hill, Joe Johnson, Henry Sims

Saídas: Trevor Booker, Trey Burke, Tibor Pleiss

Permanências: Alec Burks, Dante Exum, Derrick Favors, Rudy Gobert, Gordon Hayward, Rodney Hood, Joe Ingles, Trey Lyles, Shelvin Mack, Raul Neto, Chris Johnson, Jeff Withey

5 Inicial: George Hill (Guard), Rodney Hood (Guard), Gordon Hayward (Forward), Derrick Favors (Forward), Rudy Gobert (Center)

6th Man: Joe Johnson (Guard)

O Melhor: Excelentes contratações na off-season.

O Pior: A lesão de Gordon Hayward.

Prognóstico: Os Jazz falharam os playoffs por um cabelo na época passada e reforçaram-se muito bem para rectificar os erros. Hill, Diaw e Johnson são veteranos com muita qualidade que irão preencher algumas lacunas, especialmente Hill na posição de point guard. A lesão no dedo de Gordon Hayward é algo preocupante, já que nesta conferência a margem de erro é muito reduzida, mas não impeditiva de que os Jazz chegarem finalmente aos playoffs.

 

#6 Boston Celtics

boston

 

General Manager: Danny Ainge

Treinador: Brad Stevens

Entradas: Jaylen Brown, Al Horford, Gerald Green

Saídas: Jared Sullinger, Evan Turner

Permanências: Avery Bradley, Jae Crowder, R.J. Hunter, Jonas Jerebko, Amir Johnson, Jordan Mickey, Kelly Olynyk, Terry Rozier, Marcus Smart, Isaiah Thomas, James Young, Tyler Zeller

5 Inicial: Isaiah Thomas (Guard), Avery Bradley (Guard), Jae Crowder (Forward), Amir Johnson (Forward), Al Horford (Center)

6th Man: Marcus Smart (Guard)

O Melhor: A segunda linha deste texto. Ter Brad Stevens no banco, com um sistema coerente, especialmente forte na defesa. Ter ido buscar o melhor jogador naquela que era a posição mais mais fraca da equipa a época passada, também não é mau (não, não estou a falar do Gerald Green).

O Pior: Continua a faltar-lhe um jogador de top15 na NBA. Normalmente uma condição essencial para ser candidato a alguma coisa.

Prognóstico: Não é fácil, mas parece-me claro que esta equipa vai melhorar. Depois de já ter ganho 48 jogos em 2016, não é de excluir que seja mesmo a segunda melhor do Este este ano. Será provavelmente entre os Celtics e os Raptors. Ambas estão numa posição frustrante: é óptimo rondar as 50 vitórias por época, mas alguém acredita que são capazes de eliminar os Cavs? Com os Celtics isso talvez só aconteça quando o Isaiah Thomas for o 3º melhor jogador da equipa. Evan Turner em Portland não entusiasma, mas vai fazer falta a Boston. As anteriores picks – Young, Rozier, Olynyk, Hunter – têm muito que provar e Jaylen Brown deixa dúvidas semelhantes.

 

#5 Toronto Raptors

toronto

 

General Manager: Masai Ujiri

Treinador: Dwane Casey

Entradas: Jakob Poeltl, Pascal Siakam, Jared Sullinger, Fred VanVleet

Saídas: Bismack Biyombo, James Johnson, Luis Scola, Jason Thompson

Permanências: Bruno Caboclo, DeMarre Carroll, Cory Joseph, Kyle Lowry, Lucas Nogueira, Patrick Patterson, Norman Powell, Terrence Ross, Jonas Valanciunas, Delon Wright

5 Inicial: Kyle Lowry (Guard), DeMar DeRozan (Guard), DeMarre Carroll (Forward), Patrick Patterson (Forward), Jonas Valanciunas (Center)

6th Man: Cory Joseph (Guard)

O Melhor: A continuidade face ao ano passado. Ainda deixaram os Cavs nervosos durante dois jogos. Kyle Lowry.

O Pior: Um dos principais responsáveis por ter assustado os Cavs já não está lá. A saída de Biyombo vai fazer alguma mossa. A forma de jogar ainda depende muito de jogadas individuais de Lowry e DeRozan.

Prognóstico: Foram a segunda melhor equipa do Este no ano passado e este ano podem muito bem repetir o feito. O outro concorrente a esse lugar deverão ser os Celtics. Toronto deve piorar um pouco face ao ano passado, mas não de forma dramática, desde que Lowry mantenha a forma com que se apresentou em 2015/2016. Por outro lado, Casey e o seu modelo de jogo continuam sem convencer, o que significa que o máximo o que podem provavelmente aspirar é dar luta aos Cavs na final da Conferência Este.

 

#4 Los Angeles Clippers

laclippers

 

General Manager: Doc Rivers

Treinador: Doc Rivers

Entradas: Alan Anderson, Brandon Bass, Raymond Felton, Brice Johnson, Marreese Speights, Diamond Stone

Saídas: Cole Aldrich, Jeff Ayres, Branden Dawson, Jeff Green, Pablo Prigioni, C.J. Wilcox

Permanências: Jamal Crawford, Blake Griffin, Wesley Johnson, DeAndre Jordan, Luc Mbah a Moute, Chris Paul, Paul Pierce, J.J. Redick, Austin Rivers

5 Inicial: Chris Paul (Guard), J.J. Redick (Guard), Paul Pierce (Forward), Blake Griffin (Forward), DeAndre Jordan (Center)

6th Man: Jamal Crawford (Guard)

O Melhor: Alia um plantel experiente e com qualidade a um treinador talentoso e que sabe tirar o melhor dos seus jogadores. A saída de Kevin Durant de Oklahoma consagra estes Clippers como uma das três melhores equipas do Oeste, com largas hipóteses de ser a segunda, caso façam uma excelente época e os Spurs se ressintam do estatuto de órfãos de Tim Duncan.

O Pior: A entrada de Kevin Durant em Golden State torna ainda maior o fosso, já de si grande, entre Golden State e estes Clippers. É o eterno drama da NBA e de alguns jovens adolescenstes de serem sempre bons, mas nunca bons o suficiente…

Prognóstico: Na melhor das hipóteses fazem uma época regular extraordinária, ou uns playoffs fabulosos e chegam às finais de conferência, que seriam as primeiras da carreira de Chris Paul (custa a crer, não custa?).

 

#3 San Antonio Spurs

sanantonio

 

General Manager: RC Buford

Treinador: Gregg Popovich

Entradas: Pau Gasol, David Lee, Bryn Forbes, Davis Bertans, Dewayne Dedmon, Nicolas Laprovittola

Saídas: Tim Duncan, Boris Diaw, Ray McCallum, David West, Boban Marjanovic

Permanências: LaMarcus Aldridge, Kyle Anderson, Manu Ginóbili, Danny Green, Kawhi Leonard, Patrick Mills, Tony Parker, Jonathon Simmons

5 Inicial: Tony Parker (Guard), Danny Green (Guard), Kawhi Leonard (Forward), LaMarcus Aldridge (Forward), Pau Gasol (Center)

6th Man: Manu Ginobili

O melhor: A chegada de Pau Gasol faz com que haja um veterano no interior do garrafão dos Spurs. Não é uma substituição fácil, mas o perfil de Gasol não deixa de ser extremamente interessante para esta jovem equipa. Sim, Jovem, não leram mal. E isso também é uma boa notícia!

O pior: A partida de Tim Duncan. Já não tinha o rendimento dos seus melhores dias, mas ainda conseguia números mais do que bons para um “velhote”. Além da influência dentro do campo, pelo exemplo, entrega e dedicação, os Spurs perderam um líder de balneário, uma Lenda viva (não tenhamos medo das palavras), um dos melhores jogadores que a liga já viu. Não é página simples de virar, convenhamos…

Prognóstico: Os Spurs continuam a ter uma equipa interessante. Kawhi Leonard vai se afirmar como patrão sem sombra de dúvidas. Espera-se mais de Tony Parker, mas caso não volte a aparecer aquele francês que foi Finals MVP em 2007, Patty Mills está cada vez mais capaz de assumir a substituição do point guard veterano. LaMarcus Aldridge adaptou-se lindamente aos Spurs em apenas uma temporada, e espera-se mais ainda dele este ano sem o Timmy D. Com  Gasol a poste, continuam a jogar com dois 4,5, mas não é essa a tendência actual do jogo interior na liga? Em suma: diversidade, experiência, e agora (cada vez mais) juventude com a chegada dos rookies Bryn Forbes, Dejounte Murray, Davis Bertans (Letónia) e Nicolas Laprovittola (Argentina). A receita do Pop é a mesma, e se o molho pegar com os novos recrutas, como tem sido o caso até aqui, pode ser que se esteja a preparar uma equipa para o futuro… imediato! Para já, o cinco inicial contém as principais forças da equipa, e os rookies terão um longo trabalho de adaptação. Mas quando se tem Ginobili, David Lee e Patty Mills na segunda unidade, a tranquilidade é permitida!

 

#2 Cleveland Cavaliers

cleveland

 

General Manager: David Griffin

Treinador: Tyronn Lue

Entradas: Chris Andersen, Markel Brown, Mike Dunleavy, Kay Felder, John Holland, Jonathan Holmes, Cory Jefferson, DeAndre Liggins, Eric Moreland

Saídas: Matthew Dellavedova, Sasha Kaun, Timofey Mozgov, Mo Williams

Permanências: Channing Frye, Kyrie Irving, LeBron James, Richard Jefferson, James Jones, Kevin Love, Jordan McRae, Iman Shumpert, J.R. Smith, Tristan Thompson

5 Inicial: Kyrie Irving (Guard), J.R. Smith (Guard), LeBron James (Forward), Kevin Love (Forward), Tristan Thompson (Center)

6th Man: Iman Shumpert (Guard)

O melhor: Nas palavras do lendário Rudy Tomjanovic, “Nunca substimes o coração de um campeão.” E à entrada de mais uma época, apesar da off-season de Golden State, Cleveland é a equipa a abater. Uma razão é obvia. Tem o ainda melhor jogador da actualidade nos seus quadros. Mas não é só. O ano passado a equipa viu o seu base (Irving) crescer e fazer a sua melhor época de sempre, e finalmente Love parece ter conseguido adaptar as suas qualidades às necessidades da equipa.

O pior: A única coisa que pode manchar esta entrada na defesa do campeonato é o impasse da renovação do contrato de J.R. Smith, que foi um elemento importantíssimo na final do ano passado. Há data deste texto, J.R. ainda é free agent e existe alguma tensão entre ambas as partes na negociação. Como achamos que será absurdo e quase impossível que Cleveland não renove com um dos seus titulares campeões, nem sequer o tirámos da projecção do 5 inicial. Seria um tiro no pé.

Prognóstico: O mais provável é que LeBron continue a sua série de presenças na final. A conferência Este está claramente a crescer e há várias equipas a evoluir e com muito potencial, mas o fosso de Cleveland para os restantes no Este é ainda grande. Cleveland trocou algumas peças ao deixar sair Dellavedova e Mozgov, mas foi buscar Dunleavy e voltou a juntar LeBron ao Chris “Birdman” Andersen, o que torna a equipa provavelmente mais sólida no banco. Ou seja, parece que os bons tempos em Ohio vão continuar.

 

#1 Golden State Warriors

goldenstate

 

General Manager: Bob Myers

Treinador: Steve Kerr

Entradas: Kevin Durant, Damian Jones, Patrick McCaw, JaVale McGee, Zaza Pachulia, David West

Saídas: Leandro Barbosa, Harrison Barnes, Andrew Bogut, Festus Ezeli, Brandon Rush, Marreese Speights

Permanências: Ian Clark, Stephen Curry, Draymond Green, Andre Iguodala, Shaun Livingston, Kevon Looney, James McAdoo, Klay Thompson, Anderson Varejao

5 Inicial: Stephen Curry (Guard), Klay Thompson (Guard), Kevin Durant (Forward), Draymond Green (Forward), Zaza Pachulia (Center)

6th Man: Andre Iguodala (Forward)

O Melhor: À equipa que o ano passado fez a melhor época regular de sempre da história da liga, juntou-se Kevin Durant. Querem mais? Os Golden State Warriors conseguiram reunir 2 dos 3 melhores jogadores de basquetebol da actualidade (Kevin Durante e Stephen Curry). Ainda não chega? Apesar de toda a subjectividade subjacente a este tipo de comparações, é relativamente pacífico concluir que entre os 15 melhores jogadores da liga, quatro estão neste 5 inicial (aos dois já referidos juntam-se Klay Thompson e Draymon Green). Mais que isto só dizer que este é provavelmente o melhor 5 inicial já reunido, fora da selecção dos Estados Unidos.

O Pior: A expectativa. Tudo o que não seja terminar no fim com o anel soará a fracasso para os lados de Oakland. Se a isto juntarmos a pressão adicional de ser a equipa que toda a gente quer bater, e de terem estado do lado “chato” da história o ano passado, quando permitiram uma recuperação inédita de 3-1 para 4-3 nas Finals, vamos ver como reage psicologicamente a equipa de Steve Kerr a tudo isto.

Prognóstico: VÃO SER CAMPEÕES!!! Apesar do que se viu o ano passado, acredito que no fim de tudo os anéis não vão para mais lado nenhum. Não tem como. Se alguns bancos e empresas são “too big too fail” estes GSW são demasiadamente bons para não ganharem. A menos que haja lesões graves a afectarem as suas duas mega estrelas, que Lebron James vire uma mistura de super-guerreiro com Peter Petrelli e que os aliens do Space Jam roubem as habilidades aos restantes. Tudo isto. Cumulativamente. É este o meu nível de certeza na vitória dos guerreiros da ponte do estado dourado. Vale uma aposta?

 

Pedro Filipe

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