December 8, 2019

 

Herrera… Esse jogador que chegou ao FC Porto rotulado de campeão olímpico em 2012 e não demorou muito a ganhar o seu lugar no 11 titular dos azuis e brancos. Mas há uma enorme diferença entre tornar-se titular de um clube e reunir consenso entre a sua massa adepta (Michael Thomas, estamos a olhar para ti!).

 

O mexicano chegou à cidade invicta em 2013, esteve presente em 39 jogos (2574 minutos) e marcou três golos. No ano seguinte subiu um pouco a bitola, realizou 46 jogos (3461 minutos) e marcou sete golos. A época passada foi a mais prolífica, com nove golos apontados, em “apenas” 38 jogos (2844 minutos). Na corrente temporada o médio já participou em 26 jogos (1657 minutos) tendo apontado apenas um golo.

 

Tudo isto para demonstrar que os números de Herrera até não têm sido maus de todo, mas o que estas estatísticas não mostram são as inúmeras decisões erradas, oportunidades perdidas e os inúmeros passes transviados e cantos oferecidos (raisparta o Lisandro!!) que o médio acumulou ao longo destes anos de dragão ao peito. Perguntem a qualquer adepto portista e mesmo o mais ferrenho é incapaz de dizer estar orgulhoso das exibições do seu capitão.

 

A importância de Herrera é cada vez mais diminuta, bastou ver o que acrescentou no último jogo frente ao Estoril (em que Nuno teve uma paragem cerebral e decidiu usar o mexicano na direita e André André na esquerda) para se perceber que sim, Herrera é trabalhador, batalhador, estica o jogo com a sua chegada à frente, mas é só isso. Falta qualidade, requinte técnico, qualidade no último passe e talvez até um pouco de serenidade, para que o médio seja visto como uma peça realmente influente no esquema táctico do FC Porto.

 

Com um clássico escaldante este sábado (dia 4, pelas 20:30 na SportTV1) estou curioso para ver se Nuno Espírito Santo vai voltar a entrar com um meio campo conservador, como contra os estorilistas, ou se vai entrar com Corona e Brahimi (ou Otávio) e usar a linha média que mais alegrias deu aos portistas esta época. Cá estaremos para ver… até pode ser que o Nacional da Madeira ajude na Luz (embora seja pouco provável) e estejamos a comemorar um novo líder na nossa liga.

 

Paulo Correia

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