December 8, 2019

O dia 29 de novembro de 2016 será marcado para sempre como uma grande tragédia, não só para o Futebol como também para toda a humanidade.

Após uma campanha perfeita na Copa Sul-Americana, jogadores, jornalistas e a comissão técnica da Chapecoense morreram em um desastre aéreo.

O evento gerou comoção em todo mundo, ficando conhecido como “O dia em que o Futebol morreu”.*

A Chapecoense não será mais somente um time para nós, muito menos uma zebra*¹ entre os grandes”.

Ela pode até fazer como outros clubes considerados pequenos no Brasil: subiram, fizeram uma graça e desceram. Mesmo que isso ocorra, não mais a esqueceremos e sempre pensaremos no que ela poderia ter sido. A Chapecoense queria conquistar a América e acabou conquistando o mundo.

 

garoto-lamenta-o-acidente-com-o-time-da-chapecoense-em-homenagem-na-arena-conda-em-chapeco-1480440429678_844x559

 

Para nós, amantes de Futebol, esse cenário não parece apenas uma tragédia. Parece que perdemos alguém da família. O que falar então quando envolve um time, que já era, de certa forma, “xodó”*² de  todo o país?

Além disso, vale lembrar que vivemos tempos de ódio e intolerância [no Brasil]. Tinha de vir uma tragédia dessas para nos lembrar duas coisas: que é só futebol. E que esse “só” é muita coisa…

Lamentavelmente, esses moleques do Chape, que abriram caminho no futebol, pegaram o avião errado*³…

Desde hoje meu segundo time é a Chape.

Quem sabe não foi esse caminho o mesmo que inspirou o famoso cheirinho?…**

 

* Fonte: Seção de esportes do Jornal O Globo – 30/11/2016

Time que tem resultados inesperados, diferente dos que deveria ter. Muito utilizado, nesse caso, para times pequenos

Indivíduo ou grupo com quem se estabelece um vínculo especial. Uma espécie de “talismã”

Referência à fala de Maradona

** Frase utilizada por flamenguistas para se referirem ao possível título brasileiro de 2016 – “cheirinho de hepta”

 

Miguel Meyer

No Comments

Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE