December 10, 2018

 

Fernando Santos divulgou a mais que provável convocatória para a Taça das Confederações, onde salta à vista a ausência do herói Éder, naquela que posso considerar, de forma clara, como a pior decisão tomada pelo selecionador. Já afirmei várias vezes que após a conquista do Euro, o ponta de lança deve ter lugar para sempre na convocatória, mesmo estando com a forma em baixo, lesionado ou depois de acabar a carreira. Éder e mais 22. Sendo assim, fica extremamente complicado ganhar a Taça das Confederações. Mas vamos lá tentar trazer o caneco para Portugal…

 

 

Posto isto, a convocatória não apresenta grandes novidades em relação ao que se estava à espera.
Começando pelos guarda-redes, Rui Patrício e Anthony Lopes seriam as escolhas naturais mas o último estará ausente por motivos pessoais. Tenho alguma dificuldade em compreender a chamada de jogadores não titulares (ou que pouco jogam) nos respetivos clubes, daí olhar com desconfiança para as chamadas de Beto e José Sá. De qualquer das maneiras, no caso dos guarda-redes, estes serão mais importantes em contexto de treino do que propriamente nos jogos.

 

A nível defensivo, as alterações a fazer já deviam ter acontecido há mais tempo, pelo que não seria agora que Fernando Santos iria mudar. Destaca-se pela positiva a inclusão de Nélson Semedo, fruto da qualidade e regularidade demonstradas. No eixo, o Bruno Alves continua a ir e é aqui que me causa mais desconforto. Talvez Paulo Oliveira/Rúben Semedo pudessem merecer uma oportunidade, até numa perspetiva de preparação para convocatórias futuras. De qualquer das maneiras, o Semedo será mais útil aos sub-21.
No meio-campo, Pizzi merece a convocatória, até mais do que André Gomes, por exemplo. Aqui, ainda que por vezes as coisas não tenham corrido tão bem esta época, a dupla William-Adrien continua a dar mais garantias de coesão, a que se poderá juntar Moutinho, João Mário ou mesmo Bernardo Silva, em funções mais recuadas do que é habitual.
Confesso que não acompanhei o Valência esta época para poder avaliar a justiça da inclusão do Nani. A ideia que fica é que este ano não lhe correu tão bem mas, ainda assim, aceita-se a convocatória. Nos restantes, nada a apontar, resta saber em que condição chegará Ronaldo depois de mais uma época em alta rotação até à última.
Num grupo com México, Rússia e Nova Zelândia diria que as possibilidades de passar são muito grandes. E depois das vitórias no Euro e no Festival da Canção, ninguém vai conseguir parar este país. Eu acredito!

 

 

P.S. – Muitas expectativas também para a seleção sub-21. Bela fornada de jogadores. Será demais pedir Taça das Confederações e Europeu sub-21?

 

 

 

 

Pedro Gabriel

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