December 8, 2019

“Eishh, voltaste!”, suspira Pedro Henriques surpreendido com o retorno deste vosso opinador de meia tigela.

À Jornada 13, o Campeão matou o borrego, o porco, o gato preto, o que vocês quiserem chamar a um fantasma que durava há 9 anos. Mais uma vez a história escreveu-se com um bis. Foi de Jonas, de Talisca? Não, de Lima!

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O Lima reaparecido no Dragão assemelha-se ao das épocas transactas, que tem um excelente sentido de oportunidade, rato na finalização, sabendo aparecer no momento certo. O holograma e o seu irmão gémeo ficaram em Lisboa, a ver a vitória do Campeão, bem escondidinhos, para não correrem o risco de serem vistos.

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Jorge Jesus venceu o Clássico com o estudo meticuloso do adversário, um Porto na sua arrogância de ter um plantel com mais qualidade e de estar, aparentemente, mais forte, foi apanhado desprevenido. A crista de “Lotopegui” tão alta subiu, caiu com enorme estrondo!

Se as análises tácticas são para os Freitas Lobo e Pedro Henriques desta vida, vou apenas destacar três pontos em que o Benfica esteve bastante superior ao seu rival:

1 – A coesão de toda a equipa que jogou em quase 30, 40 metros com as linhas bastante juntas, permitindo a que Talisca funcionasse como terceiro médio, ao invés do habitual segundo avançado. Acrescenta-se os movimentos interiores dos extremos Gaitán e Salvio que taparam a dinâmica dos médios Herrera e Oliver, desdobrando-se em corridas para a ala, secando Danilo e Alex Sandro, respectivamente.

2 – Samaris. Finalmente, Jorge Jesus com o seu trabalho nos treinos está a fazer do grego, o novo 6 com propriedade. Excelente jogo, quer tapando o central em movimento defensivo, aquando este ocorria à lateral, sabendo ocupar o lugar no centro da defesa, quer encontrando-se sempre na cabeça da área, sendo mais um tampão às diagonais de Brahimi.

3 – Os contra ataques venenosos comandados sempre por Enzo Perez. Com uma enorme inteligência no momento de soltar a bola ou arrancar para a ala, o argentino (ao que tudo indica) prestes a abandonar o Benfica, realizou um extraordinário jogo, o seu último no Campeonato. A capacidade de passe, a sua força e recuperação com invariáveis carrinhos bem-sucedidos, levou a que Gaitán e Salvio tivessem muito mais espaço para as suas arrancadas. Complementando com a noite inspirada de Talisca (mais um autêntico “coice”, dando o 2-0) e o acerto de Lima, este Benfica soube jogar em “contra golpe”.

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O pássaro do Campeonato encontra-se longe de estar agarrado com firmeza. Apenas se deu um passo extraordinariamente importante. Ainda nada está “ganhe”! Jornada a jornada, os adeptos do Campeão necessitam de apoiar a sua Equipa com a alma e chama imensa, pois os obstáculos vão ser muitos. Não falo apenas dos seus adversários…

Para os verdadeiros fanáticos do Campeão (sim, sou fanático, admito-o com muito orgulho), lanço-vos um pequeno desafio: quem disse estas palavras? “Quando estamos no cimo da montanha, o vento sopra sempre muito forte”. Deixo-vos uma pista, é da mesma nacionalidade do filme Cinema Paradiso!

 

Obrigado e até ao próximo artigo.

 

Nota – O autor escreve os seus artigos segundo o acordo ortográfico ainda em vigor.

 

Manuel Serra

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