September 19, 2019

“Night gathers, and now my watch begins. It shall not end until my death. I shall take no wife, hold no lands, father no children. I shall wear no crowns and win no glory. I shall live and die at my post. I am the sword in the darkness. I am the watcher on the walls. I am the fire that burns against the cold, the light that brings the dawn, the horn that wakes the sleepers, the shield that guards the realms of men. I pledge my life and honor to the Night’s Watch, for this night and all the nights to come.”

 “The Night Watch’s Oath”, in Game of Thrones

 

“A noite aproxima-se, e agora começa o meu turno de vigia. Ela não terminará até a minha morte. Eu não tomarei qualquer mulher, não deterei terras, nem serei o pai de nenhuma criança. Eu não usarei coroas, nem vencerei sem glória. Vou viver e morrer no meu posto. Eu sou a espada na escuridão. Eu sou o observador na Muralha. Eu sou o fogo que arde contra o frio, a luz que traz a aurora, o trompete que acorda os dormentes, o escudo que protege os reinos dos homens. Prometo dedicar minha vida e honra à Patrulha da Noite, para esta noite e todas as noites que virão.”

“Sermão da Patrulha da Noite” em Guerra dos Tronos

 

Não precisamos de estar atentos aos sinais do céu. Não são as nuvens que nos anunciam a sua chegada, nem as migrações dos animais. Não há agrupamentos de selvagens às portas da nossa Muralha no Norte, nada disso. Existe um calendário, definido e disponível. Depois de um verão de ligeireza, a aproveitar os inúmeros encantos da estação quente, eis que é chegada a hora de voltar aos velhos hábitos, à rotina estruturante, às receitas de equilíbrio após os excessos.

 

Campeonatos Europeus: CHECK!
UEFA – Liga dos Campeões: CHECK!
UEFA – Liga Europa: CHECK! (apesar de só começar a ter interesse quando lá “caírem” as equipas da Champions, em Janeiro).
Diabos, este ano até o Mundial de basket ajudou a ultrapassar a morosidade durante o recesso estival; até jogos da NFL me permiti espreitar, para fins estudiosos. Mas as coisas sérias, aquilo que só consigo definir como PAIXÃO, o real ponto fulcral de todo um pequeno grande grupo de entre nós, o que corre no ADN da secção  BASQUETEBOL do Entre, esse é para esta noite.

 

NBA201415

 

28 de Outubro. Nesta data, tudo recomeça. As madrugadas de insónia, passadas diante da SportTV; sem o Barroca, doravante. Resta-nos o Avelãs, ou o League Pass, se este se revelar tão mau sozinho quanto se adivinha; as manhãs cafeinadas para tentar pôr a máquina a mexer em condições, depois das 2 ou 3 horas de sono; as discussões acesas, as análises, as estatísticas, estatísticas e mais estatísticas, vistas sob todos os ângulos e costuras. A temporada regular da NBA, com o seu lote de novas caras vindas do Draft, de jogadores conhecidos com camisolas de novas equipas, de drama, decepções, surpresas, de ambições… Tudo o que faz o sangue pulsar e nos mantém em estado de beatitude total e completa…

 

Volta o período em que o nosso patrão nos acha “meio desligado[s] de manhã”, em que a Maria se queixa de entrarmos na cama quase à hora do despertar; aquele momento em que todas as conversas vão, de uma maneira ou de outra, ter ao assunto da performance dos Cavs agora que o filho pródigo está de volta, idem para os Bulls e o renascer do Rose, agora com o apoio do Gasol mais velho…  E precisamos do empenho da Patrulha da Noite para nos mantermos fiéis à nossa missão. Pois, se não podemos ver os jogos TODOS para vos reportar minuto a minuto, demo-nos como objectivo ser (mais uma vez) o vosso guia para All Things NBA. O que se passou na madrugada anterior, que confrontos seguir, que jogadores estão em forma, quem foi pra onde, estatísticas, estatísticas, estatísticas, um bocadinho de futurologia a carácter não vinculativo e de teor meramente especulativo… Duelos, expectativas, transferências, rumores, ruídos de corredor e exclusividades de backstage, candidatos a prémios individuais, evolução de jogadores e equipas ao longo da temporada… Fica aqui o preâmbulo a este magnífico programa do qual não queremos que perca absolutamente nada! A corrida ao Trono começa daqui a nada, e queremos seguir religiosamente cada episódio, pois sabemos que quando se trata da nossa série preferida, a temporada é sempre curta demais…

 

GoTChampionshipIsComing

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E como vocês portam-se bem, aqui vai uma prendinha de antecipação: um pequeno Entre-guia não exaustivo das equipas a seguir em 2014/15, e porquê.

Na Conferência Este:

Eastern_Conference_(NBA)_logo

Cleveland. A volta de LeBron James e o recrutamento de Kevin Love são razões mais que suficientes para estarmos atentíssimos aos Cavaliers este ano. Juntemos a estes dois All Star de luxo o excelentíssimo senhor Kyrie “Uncle Drew” Irving, mais o que puderem trazer Anderson Varejão, Tristan Thompson, Dion Waiters e a experiência de um Mike Miller… E temos dor de cabeça até não mais. Não os vejo campeões esta temporada, mas com os ajustes certos, não há de faltar assim tanto…

Chicago. Derrick Rose is BACK. Carlos Boozer out, Hello Pau Gasol! Se o Mundial de Basket não encoraja a pensar que o base estrela de Chicago está já no topo de forma, a pré temporada deu sinais mais encorajadores; e uma temporada de 82 jogos vai lhe permitir entrar no ritmo.  Se não se lesionar, acredito que venha a fazer falar de si. Com um Noah motivado como nunca, Jimmy Butler e Taj Gibson a responder presente, Nikola Mirotic, Douglas McDermott, Mike Dunleavy, Aaron Brooks… Estamos a olhar para o segundo melhor banco da NBA sem sombra de dúvidas, perdendo só para os actuais campeões. Coach Thib’ a comandar esta gente toda, foco na defesa, Rose em forma, e pode ser este o ano do Touro!

Toronto. O ano passado, ninguém os via fazer a temporada que fizeram. Mas deram tudo, e nos Playoffs, foram mais difíceis jogar do que se esperava, levando os Nets a 7 jogos bem disputados. Se o ano passado o efeito de “surpresa” ainda funcionou, este ano DeMar DeRozan, Valanciunas, Kyle Lowry e companhia avançam em terreno aberto. A ver vamos se aguentam o embate.

Miami. Não os descartem tão rápido. Mantiveram o Bosh, chamaram o Luol Deng, (ainda) não perderam o Ray Ray… E basicamente, têm a estrutura da equipa do ano passado. Um LeBron James faz diferença. MUITA. Com ele, qualquer equipa (quase) é candidata automática à conferência. O que será de Miami sem ele? Acho que o verdadeiro desafio para eles começa agora…

New York (?). Incógnita. Capazes do melhor quando estão saudáveis e em sintonia, como do pior quando os egos e a falta de rigor defensivo falam mais alto. O zen master é APENAS presidente da franchise, mas a sua influência estender-se-á certamente até ao vestiário e à mente dos jogadores. Carmelo prolongou o contrato, pois acredita no projecto de Phil Jackson. Eu não peço mais do que ser convencido…

 

Na conferência Oeste: 

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San Antonio. Não mexe com quem está quieto. E a equipa dos Spurs tem todas as razões para estar quieta. Tem um plantel invejável a todos os postos, jogadores de experiência (Ginobili, Parker, Duncan, Diaw, Bonner), jogadores de futuro (Leonard, Patty Mills, Green) e uma confiança à prova de bala, depois de uma temporada perfeita e um título conquistado com a serenidade dos campeões. Vai ser muito, muito, muito difícil disputar o título a esta máquina tão bem oleada.

Oklahoma City. A janela está a fechar. Harden, melhor 6º homem da NBA em 2012, saiu nesse ano por a equipa não ter concordado com as suas pretensões salariais. Em 2013 expirou o contrato de Kevin Martin, e não foi renovado. Em 2014 saiu Thabo Sefolosha e a sua garra defensiva. Facto é que, apesar de finalistas de Conferência pela terceira vez em quatro anos, e apesar de ter o MVP da temporada passada, OKC não vai ganhar um título contando só com o duo Durant & Westbrook. Não se não reforçar seriamente os outros sectores de jogo, e voltar a ter um banco digno do que levou à Final em 2012.

L.A.Clippers. Chris Paul atingiu o pico da sua forma. Não há melhor base na NBA actualmente. Blake Griffin melhorou MUITO ao longo da temporada passada, passando do estatuto de highlight machine a jogador temível e temido, e não só por causa dos seus dunks aterradores. DeAndre Jordan tem agora a ajuda de Raduljica, o eficaz poste sérvio de 26 anos que vem de um mundial bastante bom. Jordan Farmar mudou de equipa sem mudar de casa, e os habituais Jamal Crawford, JJ Reddick e Matt Barnes estão prontos ao que for preciso para a equipa subir mais um degrau.

Golden State. A brincar a brincar, os meninos estão se a fazer homens. E homens perigosos. Depois da dupla de franco-atiradores Curry-Thompson (aka The Splash Brothers) ter se exibido no mundial em Espanha com o sucesso que sabemos, eis que juntam Leandro Barbosa. Quando Andrew Bogut tiver mais apoio sob a tabela, vamos poder ver o que estes “meninos” têm no ventre…

Portland. A sério que ninguém apostou o mínimo kopeck neles o ano passado? Bem… Quem não o fez (e não foi por falta de aviso, que a malta aqui no Entre é muito atenta a tudo!), deu conta do seu desleixe, quando estes meninos chegaram aos Playoffs e derrotaram os Rockets do duo Howard-Harden. Este ano, têm tudo (e mais algumas coisinhas) para reeditar o feito. Damian Lillard fez algo que não se via há algum tempo pelas bandas de Oregon: levar a equipa às costas no seu segundo ano como jogador profissional (o último a fazê-lo foi um tal de Clyde Drexler, que levou a sua equipa à Final em 1992 contra os Chicago Bulls).

 

Ricardo Glenn Baptista

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