August 25, 2019

 

Na última semana, apresentámos os nossos NBA Power Rankings, que resultaram da contabilização das previsões para cada equipa dos nossos seis escritores – com 30 pontos a serem atribuídos à melhor equipa e 1 a ser atribuído aos Philadelp… perdão, à pior equipa. Os resultados completos seguem em baixo:

 

tabela

 

Infelizmente, uma análise mais aprofundada das escolhas dos nossos escritores revelou uma epidemia de sérias patologias em toda a nossa equipa. Aqui no Entre Linhas colocamos a saúde dos nossos colaboradores como uma das nossas mais altas prioridades, pelo que procedemos imediatamente a uma série de exames médicos para resolver este problema. Para efeitos de total transparência com os nossos leitores, revelamos agora as primeiras conclusões desta intervenção médica:

 

André Simões

Diagnóstico: Pressão de Grupo Agravada

Sintomas: Quase todas as suas escolhas estão em sintonia com o consenso geral.

Patologias: Paciente sofre de uma necessidade descontrolada de se integrar, levando-o a concordar com tudo os que os outros dizem. Quando, na primeira sessão de terapia, lhe foi perguntado se saltaria de uma ponte se os seus companheiros o fizessem, o paciente desapareceu e foi encontrado meia-hora depois empoleirado no corrimão lateral da Ponte 25 de Abril. Comportamento será motivado por anos de culpa por ser fã de Michael Jordan, a escolha mais óbvia de sempre.

Cura: Sessões de dança contemporânea, para promover a expressão da individualidade. Adicionalmente, o paciente deve ser acompanhado regularmente para que não adira a uma seita.

 

Nuno Aguiar

Diagnóstico: Fascínio do Trovão

Sintomas: Achar que os Thunder, mesmo depois de terem falhado os playoffs o ano passado, são já a 2ª melhor equipa na NBA.

Patologias: Depois de elevada exposição a maratonas de “Blade Runner”, “I, Robot” e “A. I. – Inteligência Artificial” – bem como vídeos de highlights de Russell Westbrook –, paciente aparenta estar convencido que todo o plantel dos Oklahoma City Thunder foi substituído por androides, incapazes de se lesionarem. O paciente é também incapaz de escrever qualquer artigo sem colocar a tocar no computador uma playlist inteiramente composta por sons de trovoadas.

Cura: Abalar o mundo de ilusão que o paciente construiu à sua volta, forçando-o a ler ininterruptamente os relatórios de lesões dos Thunder dos últimos anos enquanto ouve as “Quatro Estações” de Vivaldi.

 

Pedro Filipe

Diagnóstico: Kobeíte Aguda (Fase Terminal)

Sintomas: Achar que os Lakers são melhores que 13 outras equipas na NBA e que chegariam facilmente aos playoffs no Este.

Patologias: Uma visita à casa do paciente revelou que todas as divisões estão organizadas como diferentes murais ao culto do Kobeísmo. Todas as estantes estão preenchidas por DVDs com repetições de fadewaways de Kobe Bryant e vê-se nas paredes um mural de grafitti com “Jordan Who?” escrito em letras gigantes amarelas e roxas. Foram também encontradas pilhas com mais de 500 blocos de notas nos quais só se lê “BE LA” repetido em todas as páginas. Paciente acredita genuinamente que o jogador de basquetebol Kobe Bryant é a manifestação terrena do Espírito Santo.

Cura: Infelizmente, Kobeíte Aguda neste estado tão avançado é incurável. Recomenda-se deixar o paciente confortável com visitas à Alemanha para transfusões de sangue.

 

Pedro Quedas

Diagnóstico: Oladipensis Vucevicia

Sintomas: Escolher os Orlando Magic como a 16ª melhor equipa na NBA e acreditar que vão chegar aos playoffs.

Patologias: Paciente jura a pés juntos que existem homens capazes de fazer cartas fisicamente desaparecer e que “Harry Potter” é um documentário.  A sua crença inabalável na magia impede-o de compreender conceitos básicos “idade dos jogadores” ou “experiência nos playoffs”. Paciente está também convencido que o Disney World de Orlando é o nexo da força vital do planeta Terra.

Cura: Sugere-se uma dose reforçada de realidade. Talvez jogar contra John Wall, Russell Westbrook, Kevin Durant, Derrick Rose, Anthony Davis e James Harden nos primeiros cinco jogos da temporada resulte.

 

Pedro Rodrigues Silva

Diagnóstico: Síndrome do Contra

Sintomas: Ser o único a não escolher os Golden State Warriors como os melhores na liga.

Patologias: Antecipando o consenso geral sobre o estatuto de favoritos dos Golden State Warriors, o paciente não conseguiu resistir a escolher outra equipa. O seu historial médico mostra um padrão de comportamento semelhante ao longo dos anos. Noutras ocasiões, terá sido ouvido a afirmar que os Beatles são sobrevalorizados, que pizza não sabe assim tão bem e que Donald Trump daria um presidente perfeitamente aceitável.

Cura: Psicologia inversa é a solução. Recomenda-se pedir aos seus pais que usem camisolas dos Spurs durante o jantar.

 

Ricardo Glenn Batista

Diagnóstico: Veadofobia (o animal, entenda-se)

Sintomas: Escolher os Milwaukee Bucks como a 2ª pior equipa na NBA.

Patologias: Depois de assistir à campanha “Fear The Deer” dos Milwaukee Bucks, o paciente desenvolveu um medo irracional do gentil animal de floresta. Numa sessão, o paciente foi forçado a ver pela primeira vez o “Bambi” e chorou incontrolavelmente durante toda a sua duração – apenas sorriu na sequência em que a mãe de Bambi morre. Efeitos secundários da Veadofobia incluem ódio irracional de Mórmons e iogurtes gregos.

Cura: Exposição prolongada ao sorriso do Giannis Antetokounmpo e vídeos do mesmo a tentar falar inglês parece estar a ter sucesso em descongelar o coração do paciente.

 

>>> Leia aqui na íntegra o Power Ranking do Entre Linhas

 

Pedro Quedas

One Comment

  • Responder
    Ricardo Glenn
    3 de Novembro de 2015

    A minha veadofobia vem do facto de ter visto a série Hannibal recentemente. Quem a viu sabe o porquê.
    Agora mais a sério, eu se calhar exagerei o meu descrédito neste colectivo muito jovem, propenso a lesões e deslizes. Mas desacreditar a este ponto uma equipa que chegou aos playoffs o ano passado?
    A Conferência Este é um poço de surpresas (os Meus Celtics foram aos Playoffs, e o ano passado foram votados nas piores equipas quase unanimemente), e eu decidi apostar o meu factor JOKER NEGATIVO nos Bucks, e JOKER POSITIVO nos Sacramento Kings. A ver vamos o quanto me arrependerei destas escolhas em Maio de 2016…

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