December 10, 2018

A espera foi longa, mas finalmente acabou. Sim, é verdade, a NBA está de regresso. Ela volta as nossas noites de sono bem dormido vão-se embora, mas é por uma boa causa. Talvez a melhor delas todas. É discutível.

Grantland, ESPN, Bleacher Report, HBO (!) … Sete Vinte e Cinco, enfim, todos os grandes sites que analisam a NBA por dentro, e por fora, já reuniram os seus melhores analistas e especialistas para antecipar tudo o que vai ser esta nova época. O Entre não poderia ficar atrás. Tal como no ano passado seis fanáticos do desporto da bola laranja (Pedro Filipe, Pedro Quedas, Pedro Rodrigues Silva, Pedro Gle… perdão, Ricardo Glenn, André Simões e o estreante Nuno Aguiar) juntaram-se para fazer uma votação e um artigo a 12 mãos.

Sendo todos diferentes, são todos iguais na paixão que sentem pelo jogo, infelizmente, não no conhecimento sobre o mesmo e isso só torna tudo melhor.

Só um não acha que os Warriors vão ser campeões. Todos acham que os 76’ers vão ser a pior equipa do ano. E depois não há mais consensos. O processo de decisão que determina a ordem no ranking é por voto. Entre 30 pontos para o favorito ao título a 1 para o que vai ter a pior época (Philly, és mesmo tu), soma-se tudo e temos o resultado: O segundo Power Ranking do Entre Linhas, com tudo o que precisa de saber sobre todas as equipas. Os plantéis, as equipas técnicas, quem entrou, quem saiu, quem ficou, os seus pontos fortes e fracos, e claro, a melhor parte, a nossa futurologia sobre o que a equipa dará este ano.

No fim é normal que tenha a sua própria avaliação de cada uma das 30 equipas e que esta seja bem mais esclarecida que as aqui demonstradas. Não temos qualquer dúvida disso. Sinta-se livre de partilhar o que sente e de insultar os autores na caixa de comentários, mas por agora vamos ao que interessa. Que comece a contagem.

 

76'ers

#30 Philadelphia 76’ers

General Manager: Sam “mais-para-a-frente-pensamos-nisso” Hinkie

Treinador: Brett “não-gosto-de-perder-mas-tenho-que-perder-mas-de-preferência-sem-que-seja-muito-óbvio-que-estamos-a-tentar-perder” Brown

Entradas:  Jahlil Okafor, Scottie Wilbekin (draft), Nik Stauskas, Kendall Marshall

Saídas: Jason Richardson, Luc Mbah a Moute, Thomas Robinson, Henry Sims

Permanências: Uma catrefada de coxos que já lá estavam. Ah, é preciso nomes? Furkan Aldemir, Isaiah Canaan, Robert Covington, Joel Embiid, Jerami Grant, Nerlens Noel, JaKarr Sampson, Hollis Thompson and Tony Wroten

5 Inicial:  Kendall Marshall (guard), Nik Stauskas (guard), Robert Covington (forward), Nerlens Noel (forward); Jahlil Okafor (center)

6th Man: Tony Wroten

O Melhor: A juventude e potencial das escolhas do draft altas que a equipa tem feito – Nerlens Noel, Joel Embiid (que vai falhar a segunda época consecutiva por lesão, não tendo ainda jogado um só jogo oficial da NBA) e agora Okafor.

O Pior: Ter que ver a equipa jogar. É difícil ganhar jogos na NBA, mesmo tentando, quando o objetivo nem é esse. Uma equipa a roçar os níveis da D-League.

Prognóstico: Pode parecer um prognóstico controverso e arriscado, mas diria que os 76ers vão continuar a ser maus este ano e possivelmente até uma das três piores equipas de toda a liga, assegurando mais uma escolha alta no draft do próximo ano. É esse o plano deles, pelo menos.

 

brooklyn

#29 Brooklyn Nets

General Manager: Billy King

Treinador: Lionel Hollins

Entradas: Rondae Hollis-Jefferson (draft), Shane Larkin, Thomas Robinson, Andrea Bargnani, Wayne Ellington, Dahntay Jones

Saídas: Mason Plumlee, Deron Williams

Permanências: Bojan Bogdanovic, Jarrett Jack, Joe Johnson, Sergey Karasev, Brook Lopez, Thaddeus Young

5 Inicial: Jarrett Jack (guard), Joe Johnson (guard), Bojan Bogdanovic (forward), Thaddeus Young (forward); Brook Lopez (center)

6th Man: Andrea Bargnani (lol)

O Melhor: Aos poucos, os Nets tentam limpar a borrada que foi juntar aqueles velhinhos todos pagos a peso de ouro e na parte definitivamente descendente das carreiras (Garnett, Joe Johnson, Paul Pierce, Deron Williams). Com a troca de KG na época passada e o dispensar de Williams na offseason, sobra apenas Joe Johnson. O único jogador de real impacto da equipa neste momento é Brook Lopez, que apresentou bons números no final da temporada e renovou contrato.

O Pior: Há pouca qualidade na generalidade das posições e arriscaria que só Brook Lopez é, e discutivelmente, um top-10 da sua posição, sendo que a maioria dos titulares não o seria nas equipas boas ou decentes. E contrataram o Bargnani, o que é só divertido de várias maneiras diferentes.

Prognóstico: A possibilidade dos Nets repetirem o feito de conquistar um lugar nos playoffs como na época transacta, onde terminaram na oitava posição, depende mais da mediocridade que é a Conferência Este, do que propriamente dos talentos da turma de Brooklyn. Disso e da saúde física de Brook Lopez, que tem um histórico complicado de lesões.

 

nuggets

#28 Denver Nuggets

General Manager: Tim Connelly

Treinador: Mike Malone

Entradas: Nick Johnson, Nikola Jokic, Mike Miller, Emmanuel Mudiay (draft), Oleksiy Pecherov

Saídas: Ian Clark, Jamaal Franklin, Ty Lawson

Permanências: Darrell Arthur, Will Barton, Wilson Chandler, Kenneth Faried, Randy Foye, Danilo Gallinari, Gary Harris, J.J. Hickson, Joffrey Lauvergne, Jameer Nelson, Jusuf Nurkic, Erick Green

5 Inicial: Mudiay (guard), Harris (guard), Chandler (forward), Gallinari (forward), Faried (center)

6th Man: Jusuf Nurkic.

O Melhor: Mudiay. O rookie é explosivo, tem confiança e terá todos os minutos e posses de bola que bem entender para experimentar o que é jogar com os big boys. Com médias de 15 pontos e 5 assistências em menos de 30 minutos na pré-época, é uma das melhores apostas para rookie do ano. O regresso de um Gallinari em força também é entusiasmante, depois de bons sinais no final do da época passada. O swag do Nurkic. Depois de terem sido eliminados pelos Warriors em 2013, os Nuggets parecem estar agora a abraçar a reconstrução da equipa. Ainda bem.

O Pior: A equipa será provavelmente uma das piores da NBA. Dar as rédeas a um base rookie tem os seus custos e eles serão visíveis em erros infantis no ataque e na inexperiência defensiva. A falta de uma alternativa credível ao Nurkic, que começa a época lesionado, também é um problema, assim como o facto de os Nuggets não terem feito nada de significativo para melhorar a sua péssima defesa. O J.J. Hickson em geral.

Prognóstico: Há algum pessimismo em torno dos Nuggets. Depois de terem assumido a implosão da equipa com a troca de Ty Lawson, é altura de reconstruir e isso faz-se deixando os jogadores mais jovens desenvolverem-se. Isso significa muitos minutos para Mudiay, Harris, Nurkic e Faried, assim como muitos jogos perdidos. A saída de Brian Shaw do comando técnico da equipa deverá torná-la mais divertida, mas não necessariamente mais eficaz. Contudo, com tanta juventude energética e a jogar em altitude, correr mais é sempre um ponto positivo.

 

knicks

#27 New York Knicks

General Manager: Phil Jackson (tecnicamente o presidente da equipa)

Treinador: Derek Fisher

Entradas: Kristaps “Nowitzki” Porzingis, Jerian Grant (draft), Robin Lopez, Derrick Williams, Arron Afflalo, Kyle O’Quinn, Kevin Seraphin, Sasha Vujacic (lol, não, a sério)

Saídas: Andrea Bargnani, Shane Larkin, Quincy Acy, Cole Aldrich, Tim Hardaway Jr, Jason Smith

Permanências: José Calderon, Lou Amundson, Cleanthony Early, Langston Galloway, Carmelo Anthony

5 Inicial:  Jose Calderon (guard), Arron Afflalo (guard), Carmelo Anthony (forward), Derrick Willaims (forward); Robin Lopez (center)

6th Man: Kristaps Porzingis

O Melhor: O melhor no caso dos Knicks é que não podem ser piores que ano passado. Olhando para as saídas, é fácil perceber que não se perdeu nada (Tim Hardaway Jr é o único jogador semi-relevante do grupo e acho que a sua troca por uma escolha do draft que se tornou Jerian Grant foi muito positiva para New York). A equipa optou, sensatamente, por usar o seu volumoso cap space em jogadores decentes como Afflalo e Robin Lopez (optou é capaz de ser um termo forte. Foi-obrigada-depois-de-levar-tampas-dos-jogadores-de-topo-que-queria-como-Marc-Gasol-Greg-Monroe-Lamarcus-Aldridge-ou-DeAndre-Jordan é talvez a expressão que procuramos). No draft, os Knicks escolheram o intrigante base Grant e aquele que pode vir a ser o melhor estrangeiro de sempre da NBA, Kristaps Porzingis! (foi demasiado? Sou dos Knicks mas queria que a imparcialidade imperasse e que isso não se notasse).

O Pior: Fica a dúvida se o pior é a insistência que se adivinha no sistema do triângulo que Phil Jackson tanto gosta, mas que precisa de jogadores realmente bons e específicos para executar (segredo aqui entre nós – os Knicks não os possuem) ou a demência generalizada do treinador e dirigentes que dizem em voz alta que a equipa está na disputa pelo título.

Prognóstico: Os Knicks não vão ser bons. Vão ser menos maus que na última temporada – o que não é complicado quando se ganhou 17 jogos e perdeu 65 – e as contratações vão ajudar a equipa a melhorar consideravelmente na defesa, mas vão continuar muito dependentes de Carmelo Anthony e, provavelmente, só com alguma espécie de magia negra chegarão aos playoffs.

 

lakers

 

#26 Los Angeles Lakers

General Manager: Mitch Kupchak

Treinador: Byron Scott

Entradas: Brandon Bass (BOS), Anthony Brown (draft), Roy Hibbert (IND), Marcelinho Huertas (rookie), Larry Nance, Jr. (draft), D’Angelo Russell (draft), Louis Williams (TOR), Metta World Peace.

Saídas: Vander Blue, Carlos Boozer, Jabari Brown, Ed Davis (POR), Wayne Ellington (BKN), Jordan Hill (IND), Wesley Johnson (LAC), Jeremy Lin (CHA), Ronnie Price (PHX).

Permanências: Kobe Bryant, Ryan Kelly, Julius Randle, Nick Young, Tarik Black, Jordan Clarkson, Robert Sacre.

5 inicial: D’Angelo Russell (guard), Kobe Bryant (guard), Nick Young (forward), Julius Randle (forward), Roy Hibbert (center)

6th Man: Louis Williams

O Melhor: O reforço do plantel. A equipa tem passado uma longa travessia no deserto, mas uma coisa é certa, está definitivamente melhor. Na verdade qualquer adepto dos Lakers tem motivos para estar entusiasmado com a equipa. Tem rookies talentosos como Larry Nance Jr. e o número 2 do draft, D’Angelo Russell. Tem um jogador de segundo ano (que na verdade é um rookie), Julius Randle, de regresso, e tem ainda o best 6th man da época passada, Louis Williams, e um dos postes que há uns anos era das maiores promessas da liga, Roy Hibbert, e que hoje em dia, já não o sendo, não deixa de ser o maior jogador da NBA, com uns impressionantes 2,18 metros.

O Pior: Ter talento a mais no backcourt. Chegaram demasiados jogadores para as posições 1 e 2 e isso vai afectar negativamente o número de minutos e a evolução de jogadores como Jordan Clarckson ou D’Angelo Russell.

Ah, também pode ser a última época de Kobe Bryant, mas esse é um assunto sensível demais para se abordar agora…

Prognóstico: É bom, mas não chega… se esta equipa estivesse na conferência Este o lugar nos playoffs estava reservado à partida e até num lugar engraçado; no Oeste, temos pena mas não vai dar. Mesmo. Vai andar na luta pelos playoffs, mas deve quedar-se lá para 9º ou 10º lugar. Ou daí para baixo, nunca para cima.

 

timberwolves

#25 Minnesota Timberwolves

General Manager: Milt Newton

Treinador: Sam Mitchell

Entradas: Nemanja Bjelica, Tyus Jones, Andre Miller, Tayshaun Prince, Damjan Rudez, Karl-Anthony Towns

Saídas: Anthony Bennett, Chase Budinger, Justin Hamilton, Robbie Hummel, Gary Neal, Arinze Onuaku

Permanências: Gorgui Dieng, Kevin Garnett, Zach LaVine, Kevin Martin, Shabazz Muhammad, Adreian Payne, Nikola Pekovic, Ricky Rubio, Andrew Wiggins, Lorenzo Brown

5 Inicial: Ricky Rubio (guard), Zach LaVine (guard), Andrew Wiggins (forward), Kevin Garnett (forward), Karl-Anthony Towns (center)

6th Man: Kevin Martin

O Melhor: O futuro. Quando se imagina a NBA dentro de cinco anos, os Timberwolves estão entre as equipas mais entusiasmantes da liga. À medida que o ano avançou, comprovou-se que Wiggins irá transformar-se rapidamente numa estrela e que a troca do Kevin Love foi um dos poucos exemplos em que a equipa de onde sai uma estrela consegue obter valor equivalente. Towns tem tudo para ser um poste feito à medida para a nova NBA mais pequena e mais veloz (defende bem e lança de fora) e LaVine faz levantar o pavilhão cada vez que destrói um aro. Dieng é um bom poste para vir do banco e Shabazz mostrou coisas boas no ano passado. Mais do melhor: o regresso do Rubio e os lobs que vai inventar para o Towns; os post ups do Andre Miller; os gritos do Garnett na defesa.

O Pior: O risco da prisão da mediocridade. Tudo parece apontar para uma melhoria significativa dos Timberwolves este ano. No entanto, na brutal Conferência Oeste, isso significa apenas sentir ao longe o cheiro dos playoffs. Colocar lá os pés? Nem pensar. Ou seja, pelo menos este ano, pode haver um momentos de transição, em que a equipa até melhora, mas não o suficiente para lutar por algo mais. Isto é, fica fora dos playoffs, mas sem acesso ao crème de la crème do próximo draft. Já agora: se a pick deste draft ficar acima do 12º lugar, Minnesota perde-a para Boston.

Prognóstico: Parece ser a pergunta dos próximos anos na NBA: “Quem acham que será melhor daqui a 3 ou 5 anos, Bucks ou Timberwolves?” Para já, os Bucks partem com a vantagem de uma equipa que já foi aos playoffs no mais acessível Este. Mas os Timberwolves podem tornar a coisa interessante em breve, se Towns confirmar as pistas que tem dado: ser uma espécie de Anthony Davis light. Será mais um ano para dar minutos aos putos. Falta encontrar um parceiro de frontcourt de futuro para ele. Pekovic não é esse jogador. Será que Shabazz – como um 4 menos convencional – pode ser? Será também decisivo saber se Rubio aprendeu a lançar. Caso contrário, Minnesota pode ter de encontrar um novo jovem base para desenvolver.

 

portland

#24 Portland Trail Blazers

General Manager: Neil Olshey

Treinador: Terry Stotts

Entradas: Cliff Alexander, Al-Farouq Aminu, Pat Connaughton, Ed Davis, Moe Harkless, Gerald Henderson, Luis Montero, Mason Plumlee, Noah Vonleh

Saídas: Arron Afflalo, LaMarcus Aldridge, Nicolas Batum, Steve Blake, Joel Freeland, Alonzo Gee, Robin Lopez, Wesley Matthews, Dorell Wright

Permanências: Allen Crabbe, Meyers Leonard, Damian Lillard, C.J. McCollum, Tim Frazier, Chris Kaman.

5 Inicial: Damian Lillard (guard), C.J. McCollum (guard), Moe Harkless (forward), Mason Plumlee (forward), Meyers Leonard (center)

6th Man: Gerald Henderson

O Melhor: Ver o Lillard tentar ser o melhor marcador da Liga ao longo do próximo ano. Poucos jogadores têm a confiança e a compostura dele. Há também alguma intriga – no bom sentido – sobre como podem evoluir alguns “bigs” da equipa, como Meyers Leonard, Noah Vonleh e Mason Plumlee. Ed Davis é uma boa contratação, assim como Aminu. McCollum com licença para disparar também será óptimo.

O Pior: Espero que tenham apreciado o esforço do parágrafo anterior, mas não há mesmo muitos motivos para estar optimista sobre os Blazers. Perderam o melhor jogador da equipa – Aldridge -, os dois melhores defensores (Lopez e Matthews) e outras peças decisivas, como Batum e Afflalo. Lillard, que já tinha os seus problemas de eficiência, verá essas debilidades ainda mais ampliadas, agora que vai jogar sem outra estrela que o ajude a distrair a atenção da defesa. McCollum pode não estar preparado para ser o segundo melhor marcador da equipa. A falta de preparação é outra preocupação em relação a Meyers Leonard, um poste com potencial (um 5 que lança triplos), mas que jogou apenas 15 minutos por jogo na época passada. Defensivamente, o cinco inicial parece ser muito frágil e faltar-lhe também alguém que goste mais de passar a bola.

Prognóstico: Vai ser um ano complicado para os Blazers. No ano passado, chegaram a ser colocados entre os candidatos ao título, com um motor atacante muito bem afinado e uma defesa mais capaz. Porém, desde a lesão de Wesley Matthews perto do final da época que a trajectória de descida tem sido semelhante a um penhasco. Os próximos meses serão uma continuação desse caminho para o abismo. Não é preciso dizer que os playoffs são uma miragem… Também não achamos que será uma das piores equipas da NBA, mas deve ser o suficiente para sacar uma boa pick no próximo draft. E isso é importante, porque se essa pick for “pior” do que a 14ª vai directamente para os Nuggets. Mais um incentivo para ser mau.

 

Charlotte Hornets

#23 Charlotte Hornets

General Manager: Rich Cho

Treinador: Steve Clifford

Entradas: Nicolas Batum, Tyler Hansbrough, Aaron Harrison (undrafted), Spencer Hawes, Frank Kaminsky (draft), Jeremy Lamb, Jeremy Lin, Damien Wilkins, Elliot Williams

Saídas: Bismack Biyombo, Gerald Henderson, Jason Maxiell, Lance Stephenson, Jeffery Taylor, Noah Vonleh, Mo Williams

Permanências: Troy Daniels, P.J. Hairston, Al Jefferson, Michael Kidd-Gilchrist (lesionado), Brian Roberts, Kemba Walker, Marvin Williams, Cody Zeller

5 Inicial: Kemba Walker (guard), Nicolas Batum (guard), Marvin Williams (forward), Cody Zeller (forward), Al Jefferson (center)

6th Man: Jeremy Lin

O Melhor: Ding, Dong, the Lance is gone.

O Pior: A lesão de Michael Kidd-Gilchrist complica muito as contas.

Prognóstico: As coisas até pareciam estar a correr bem durante uns tempos neste Verão para os Hornets. Despacharam Lance Stephenson para os Clippers e substituíram-no por um Nicolas Batum cheio de vontade de voltar a mostrar o seu valor. Adicionaram Spencer Hawes e o rookie Frank Kaminsky para dar um pouco de tiro exterior ao seu frontcourt. E até Al Jefferson se comprometeu a concentrar-se mais na sua boa forma física e menos em pizzas com extra pepperoni. Mas depois Michael Kidd-Gilchrist lesionou-se com gravidade e todo o plano ficou coxo. Kidd-Gilchrist é o pilar que sustenta o esquema defensivo dos Hornets, com a sua capacidade invulgar de cobrir várias posições e, quando necessário, simplesmente anular a maioria das estrelas adversárias. Sem ele, os Hornets vão ter de mudar de registo e tentar ganhar jogos num estilo puramente ofensivo. A emergência de Cody Zeller e a chegada de Jeremy Lin poderão ajudar neste sentido, mas provavelmente não será suficiente para levar os Hornets de volta aos playoffs, mesmo na fraca Conferência Este.

 

Pistons

#22 Detroit Pistons

General Manager: Jeff Bower

Treinador: Stan Van Gundy

Entradas: Aron Baynes (SAS), Steve Blake (POR), Reggie Bullock (PHX), Danny Granger (PHX), Darrun Hilliard (R), Ersan Ilyasova (MIL), Stanley Johnson (rookie), Marcus Morris (PHX), Adonis Thomas.

Saídas: Caron Butler (SAC), John Lucas III (MIA), Quincy Miller, Greg Monroe (MIL), Tayshaun Prince (MIN), Shawne Williams.

Permanências: Joel Anthony, Kentavious Caldwell-Pope, Spencer Dinwiddie, Andre Drummond, Reggie Jackson, Brandon Jennings, Cartier Martin, Jodie Meeks, Anthony Tolliver.

5 inicial: Reggie Jackson (guard), Kentavious Caldwell-Pope (guard), Marcus Morris (forward), Ersan Ilyasova (forward), Andre Drummond (center)

6th Man: Stanley Johnson

O melhor: Ter Andre Drummond.

O pior: Só ter Andre Drummond.

Prognóstico: Os Detroit perderam demasiados anos a tentar conciliar Andre Drummond e Greg Monroe. Cedo se percebeu que estarem juntos atrapalhava mais do que ajudava. Mas tivesse sido só esse o problema dos Pistons… Esta equipa parece estar num vazio de ideias e tem trocado de jogadores constantemente sem ter um fio condutor. Tudo parece um pouco aleatório. E isso sente-se em campo.

Este ano, saiu Monroe como free agent, depois de, no ano passado, ter sido dispensado Josh Smith a meio do ano. Ou seja, Detroit conseguiu não receber nada em troca por duas das suas estrelas.

Mas nem tudo é mau. Jackson e Kentavious Caldwell-Pope são jogadores decentes e Ilyasova e Morris trazem algum poder de ataque, principalmente no perímetro, o que vai dar a possibilidade a Van Gundy de tentar fazer de Drummond o seu novo Dwight Howard dos tempos de sucesso em Orlando. Ainda assim, não será provável a chegada aos playoff. Resta pensar em reconstruir a equipa e esperar que Drummond ainda esteja por esses lados quando chegar sangue novo. Para já, o estreante Stanley Johnson parece estar a agradar a Stan Van Gundy. Mas não há volta a dar. Esta vai ser mais uma época de sofrimento para os adeptos de Detroit.

 

Orlando Magic

#21 Orlando Magic

General Manager: Rob Hennigan

Treinador: Jacque Vaughn

Entradas: Mario Hezonja (draft), Shabazz Napier, Jason Smith, C.J. Watson

Saídas: Ben Gordon, Willie Green, Moe Harkless, Kyle O’Quinn, Luke Ridnour

Permanências: Dewayne Dedmon, Evan Fournier, Channing Frye, Aaron Gordon, Tobias Harris, Andrew Nicholson, Victor Oladipo, Elfrid Payton, Nikola Vucevic, Devyn Marble

5 Inicial:  Elfrid Payton (guard), Victor Oladipo (guard), Tobias Harris (forward), Aaron Gordon (forward), Nikola Vucevic (center)

6th Man: Mario Hezonja

O Melhor: Não há muitos melhores grupos de jovens talentos em toda a liga.

O Pior: Até um destes jovens “dar o salto”, potencial não chega para tudo.

Prognóstico: É perfeitamente compreensível a excitação junto dos fãs dos Magic. Payton/Oladipo é uma combinação de backcourt com um potencial devastador tanto no ataque como na defesa, Tobias Harris está sempre no limiar de “explodir” e Vucevic é um duplo-duplo garantido. Juntemos a isso um Aaron Gordon com vontade de mostrar todo o seu valor e o novo rookie Mario Hezonja, com toda a sua hiperbólica confiança em si mesmo, e estes Magic podem muito bem ser uma das “surpresas” deste ano. Mas, para isso, será preciso que Scott Skiles prove que é, de facto, muito melhor que Jacques Vaughn (não é difícil) e consiga liderar este grupo de jovens para a “mesa dos crescidos”. As incertezas continuam a ser muitas e há um limite para onde podem chegar vários “bons jogadores” sem uma “estrela”. Ainda assim, na conferência Este, não é descabido imaginar estes Magic a quebrar a travessia no deserto desde a saída prematura de Dwight Howard e a voltar à luta por um lugar nos playoffs. No mínimo, esta equipa vai ser muito divertida de ver jogar.

 

celtics

#20 Boston Celtics

General Manager: Danny Ainge

Treinador: Brad Stevens

Entradas:  RJ Hunter, Terry Rozier (draft), Amir Johnson, David Lee

Saídas: Gerald Wallace

Permanências: Avery Bradley, Jae Crowder, Jonas Jerebko, Kelly Olynyk, Marcus Smart, Jared Sullinger, Isaiah Thomas, Evan Turner, Tyler Zeller

5 Inicial: Marcus Smart (guard), Avery Bradley (guard), Jae Crowder (forward), David Lee (forward); Kelly Olynyk (center)

6th Man: Isaiah Thomas

O Melhor: O treinador. Em pouco tempo, o jovem Brad Stevens (39 anos) revelou já ser um dos head coaches da NBA, quer pela produtividade que tirou de um plantel medíocre dos Celtics, levando-os inesperadamente aos playoffs, quer pelas jogadas desenhadas para ganhar jogos com poucos segundos no relógio.

O Pior: A situação da equipa, que não é boa, nem má, o que em termos de NBA é perigoso. Ganhar é bom e perder abre esperança para ganhar no futuro, através do draft. Ser mediano abre a porta para ficar em 7º ou 8º e ser eliminado na primeira ronda dos playoffs.

Prognóstico: Sem o factor surpresa da última época (ninguém previa que os Celtics acabassem com um registo de 40-42 e atingissem os playoffs) mas com o plantel reforçado pelas entradas de Amir Johnson e David Lee, dois “bigs” com provas dadas de competência e dois rookies com potencial, os Celtics habilitam-se a fazer um ano semelhante ao anterior, sem real capacidade para disputar a conferência, mas incomodando os adversários a caminho de uma saída batalhada e precoce nos playoffs.

 

phoenix suns

#19 Phoenix Suns

General Manager: Ryan McDonough

Treinador: Jeff Hornacek

Entradas: Devin Booker (draft), Tyson Chandler (DAL), Cory Jefferson (BKN), Jon Leuer (MEM), Ronnie Price (LAL), Mirza Teletovic (BKN), Sonny Weems.

Saídas: Earl Barron, Reggie Bullock (DET), Danny Granger, Gerald Green (MIA), Jerel McNeal, Marcus Morris (DET), Marcus Thornton (HOU), Brandan Wright (MEM)

Permanências: Eric Bledsoe, Archie Goodwin, Brandon Knight, Alex Len, Markieff Morris, P.J. Tucker, T.J. Warren.

5 inicial: Eric Bledsoe (guard), Brandon Knight (guard), Markieff Morris (forward), P.J. Tucker (forward), Tyson Chandler (center)

6th man: Mirza Teletovic

O Melhor: São uma equipa muito jovem e com muito potencial para crescer. Só há dois veteranos na equipa, os recém-chegados Ronnie Price e Tyson Chandler. Eric Bledsoe, a estrela da companhia, é também o terceiro jogador mais experiente do plantel com cinco anos de NBA. Espera-se que jogadores como T.J. Warren, Alex Len, Archie Goodwin e o rookie Devin Brooker evoluam a bom ritmo. Estão a fazer rebuilding da forma correcta.

O Pior: Perderam bons jogadores como Gerald Green, Marcus Morris (e isso pode ter impacto extra no rendimento do seu irmão), Brandan Wright e, sobretudo, Goran Dragic.

Prognóstico: Se o ano passado com uma equipa melhor não foi suficiente para atingirem os playoffs (ficaram em 10º lugar da conferência), este ano esse objectivo vai ficar ainda mais distante. Nada de grave, visto que o plano dos Suns passa mesmo por aí. A falta de pressão pode propiciar ainda mais o crescimento dos seus jovens atletas.

 

Pacers

#18 Indiana Pacers

General Manager: Kevin Pritchard

Treinador: Frank Vogel

Entradas: Chase Budinger (MIN), Rakeem Christmas (draft), Toney Douglas (NOP), Monta Ellis (DAL), Jordan Hill (LAL), Glenn Robinson III (PHI), Myles Turner (draft), Joseph Young (draft)

Saídas: Chris Copeland (MIL), Roy Hibbert (LAL), Damjan Rudez (MIN), Luis Scola (TOR), Donald Sloan (BKN), C.J. Watson (ORL), David West (SAS)

Permanecem: Lavoy Allen, Paul George, George Hill, Solomon Hill, Ian Mahinmi, C.J. Miles, Rodney Stuckey, Shayne Whittington

5 inicial: George Hill (guard), Monta Ellis (guard), C.J. Miles (forward), Paul George (forward), Ian Mahinmi (center)

6th Man: Rodney Stuckey

O melhor: Paul George parece estar de volta ao seu melhor.

O pior: A (falta de) presença nas tabelas.

Prognóstico: A equipa mais imprevisível da divisão central será Indiana. Ao regresso à forma da sua super estrela, Paul George, é adicionada a contratação de Monta Ellis. Mantém-se também George Hill, sempre competente, que dá aos Pacers um poder de ataque muito interessante, ajudados por Stuckey, Budinger e Miles. Até aqui tudo bem. Mas tudo fica diferente debaixo da tabela. A falta de soluções pode levar George a jogar a power forward. Este é claramente o maior problema de Indiana. A saída de West, Scola e Hibbert deixa um vazio que vai ser ocupado por Mahimni, dois Hills e um rookie. Este último será eventualmente o jogador a quem Vogel dedicará mais tempo. Myles Turner tem potencial para ser a principal presença debaixo do cesto. E talvez por isso tenha saído Hibbert, que o ano passado parece ter deixado para trás o seu estatuto de all-star. A subida de equipas como Miami, Milwaukee e Boston parece tirar espaço a Indiana na luta pelos playoff. Mas a verdade é que Vogel quase o conseguiu o ano passado, mesmo com meia época de PG e com o desaparecimento em combate de Hibbert.

 

dallas_mavericks

#17 Dallas Mavericks

General Manager: Donnie Nelson

Treinador: Rick Carlisle

Entradas: Justin Anderson (rookie), Jeremy Evans (Utah), John Jenkins (Atlanta), Wesley Matthews (Portland), JaVale Mc Gee, Salah Mejri (rookie), Maurice Ndour (rookie), Zaza Pachulia (Mlwaukee), Deron Williams (Brooklyn)

Saídas: Al Farouq Aminu (Portland), Tyson Chandler (Phoenix), Monta Ellis (Indiana), Bernard James, Richard Jefferson (Cleveland), Rajon Rondo (Sacramento), Greg Smith, Amar’e Stoudemire (Miami)

Permanências: JJ Bare, Raymond Felton, Devin Harris, Dirk Nowitzki, Chandler Parsons, Charlie Villanueva, Dwight Powell

5 inicial: Deron Williams (guard), Devin Harris (guard), Chandler Parsons (forward), Dirk Nowitzki (forward), Zaza Pachulia (center)

6th Man: Wesley Matthews

O melhor: A vinda de Wesley Matthews é uma boa notícia. O estado de saúde do Nowitzki também é encorajador. Este verão pareceu em forma durante o Europeu de basket, e a vontade de voltar a tocar o céu há-de lhe dar alguma genica para continuar a lutar com garra.

O pior: Muito movimento, muito movimento nesta equipa dos Mavs, que tenta encontrar a fórmula certa. Exit Tyson Chandler – again!-, Richard Jefferson (dois pilares da casa). E depois de ter testado Rajon Rondo com o sucesso que se sabe, eis que chega o seu némesis de há alguns anos, na disputa do título de melhor base da liga, Deron Williams. Que fique claro: nenhum dos dois hoje está sequer no debate – tamanha é a qualidade que hoje existe e tamanha foi a mediocridade em que se enterraram os dois.

Prognóstico: Devem conseguir, a muito custo, um lugar nos playoffs, pois jogam no Oeste. Mas depois disso, nada lhes será oferecido nem facilitado.

 

sacramento kings

#16 Sacramento Kings

General Manager: Vlade Divac

Treinador: George Karl

Entradas: Quincy Acy (NYK), James Anderson, Marco Belinelli (SAS), Caron Butler (DET), Willie Cauley-Stein (draft), Seth Curry, Duje Dukan (draft), Kosta Koufos (MEM), Rajon Rondo (DAL).

Saídas: Reggie Evans, Ryan Hollins, Carl Landry (PHI), Ray McCallum (SAS), Andre Miller (MIN), Nik Stauskas (PHI), David Stockton, Jason Thompson (GSW), Derrick Williams (NYK).

Permanências: Omri Casspi, Darren Collison, DeMarcus Cousins, Rudy Gay, Ben McLemore, Eric Moreland (NG).

5 inicial: Rajon Rondo (Guard), Ben Mclemore (Guard), Rudy Gay (Forward), DeMarcus Cousins (Forward), Willie Cauley-Stein (Center)

6th Man: Marco Belinelli

O Melhor: O cinco inicial continua a ser dos mais excitantes da NBA. Entrou Rajon Rondo, um dos maiores especialistas em assistências, e mantiveram DeMarcus Cousins, um dos melhores postes da liga que já prometeu que este seria o seu ano, logo este em que até vai ser secundado pelo rookie Willie Cauley-Stein e formar uma dupla de respeito no garrafão.

O Pior: Por mais promessas que DeMarcus faça é um jogador instável que está sempre no borderline entre afirmar-se como um all-star ou agir como um escroque que deita tudo a perder. Rajon Rondo, para além de especialista em criar boas jogadas para os companheiros, também é especialista em fazer a vida desses mesmos companheiros miserável, no que ao balneário diz respeito. Pior, só o que faz aos treinadores que o tentam treinar (tentam, conseguir só Doc Rivers conseguiu – e apenas durante um ano).

Prognóstico: 13º lugar. Porquê? Porque há três anos seguidos que os Kings terminam no 13º lugar da sua conferência! A equipa tem mais potencial que no ano passado, é certo, mas também tem muito mais potencial auto-destrutivo. Juntar personalidades como a de Rajon Rondo à de DeMarcus Cousins é potencialmente drástico, mas seguramente espetacular. De uma forma ou de outra, uma coisa é certa, vamos ouvir falar muito destes Kings ao longo da época. Pelo melhor ou pelo pior. Essa é mesmo a única certeza.

 

Bucks

#15 Milwaukee Bucks

General Manager: John Hammond

Treinador: Jason Kidd

Entrada: Chris Copeland (IND), Greg Monroe (DET), Greivis Vásquez (TOR), Rashad Vaughn (draft)

Saídas: Jared Dudley (WAS), Jorge Gutiérrez, Ersan Ilyasova (DET), Zaza Pachulia (DAL).

Permanecem: Giannis Antetokounmpo, Jerryd Bayless, Michael Carter-Williams, Tyler Ennis, John Henson, Damien Inglis, O.J. Mayo, Khris Middleton, Johnny O’Bryant, Jabari Parker, Miles Plumlee

5 inicial: Michael Carter-Williams (guard), Khris Middleton (guard), Giannis Antetokounmpo (forward), Jabari Parker (forward), Greg Monroe (center)

6th Man: John Henson

O melhor: O futuro parece ser risonho.

O pior: Juventude a mais para pensar em mais do que a chegada aos playoff

Prognóstico: Vamos ser sinceros. Ninguém imaginava que os Bucks iriam chegar aos playoff o ano passado. Principalmente depois de Jabari Parker, para muitos o provável rookie do ano, se ter lesionado com gravidade, ainda a época estava a aquecer. A verdade é que Jason Kidd fez um autêntico milagre. O segredo? A defesa. Com MCW, Middleton, “Greek Freak” e Henson (todos com altura acima da média para as suas posições), a pressão sobre o adversário é sempre sufocante. A este lineup é adicionado Monroe que vai trazer uma presença importante debaixo da tabela. Milwaukee vai ser uma equipa muito difícil de confrontar. Ah, e ainda falta o tal rookie que se pensava ser o principal candidato a ROY. Definitivamente, o futuro parece risonho. O principal problema desta equipa estará nos erros não forçados no ataque e no fraco aproveitamento de lançamento exterior. O que acaba por ser normal, considerando a média de idades dos principais jogadores dos Bucks. Com novo logo, novas cores e novo pavilhão a caminho, daqui para a frente a coisa só pode melhorar. A nós resta-nos assistir ao crescimento de uma das mais atléticas e divertidas equipas da NBA. Fear the Deer.

 

utah

#14 Utah Jazz

General Manager: Dennis Lindsey

Treinador: Quin Snyder

Entradas: Trey Lyles, Raul Neto, Tibor Pleiss, Jeff Withey

Saídas: Jack Cooley, Bryce Cotton, Jeremy Evans, Grant Jerrett

Permanências: Trevor Booker, Trey Burke, Alec Burks, Dante Exum, Derrick Favors, Rudy Gobert, Gordon Hayward, Rodney Hood, Joe Ingles, Chris Johnson, Elijah Millsap.

5 Inicial: Burke (guard), Burks (guard), Hayward (forward), Favors (forward), Gobert (center)

6th Man: Rodney Hood

O Melhor: Depois de algumas dúvidas, Gordon Hayward parece ter-se assumido como o jogador que os Jazz esperavam que fosse. Com médias de 19 pontos, 4 assistências e 5 ressaltos, ele é o motor que faz funcionar o ataque da equipa. Claro que no lado “oposto” do campo temos Rudy Gobert, mais conhecido como “The Stifle Tower” ou “The French Rejection”. Metade homem, metade Gandalf no final do primeiro filme Lord of the Rings. Com um final de época incrível, Gobert tornou-se na principal referência de postes defensivos na liga, mostrando tudo aquilo que é capaz de fazer depois da troca de Enes Kanter (uma espécie de Gobert ao contrário) para OKC. Entre Burks e Hood, o backcourt parece ter potencial ofensivo e Favors já atingiu um nível de regularidade que nos permite esperar sempre bons resultados.

O Pior: A lesão de Dante Exum. Não que o rookie tivesse deslumbrado no primeiro ano na NBA, mas trouxe ao cinco inicial de Utah uma estabilidade e capacidade defensiva que Trey Burke não consegue dar. Com Hayward com a bola nas mãos tanto tempo, os Jazz não precisam de um base muito potente ofensivamente. Burke é melhor num papel em que venha do banco e tente meter a bola no cesto, jogando contra a segunda linha das outras equipas. Exum de fora toda a época altera este equilíbrio e ameaça a identidade uber-defensiva dos Jazz. Outra preocupação é se Favors e Gobert são uma boa combinação para jogarem juntos muitos minutos ao longo de 82 jogos. O garrafão pode ficar muito apertado com dois jogadores cuja melhor posição pode ser a 5, nenhum dos quais consegue lançar de muito longe.

Prognóstico: Os Jazz vão continuar a melhorar, mas não ao ritmo que muitos imaginam, depois de um final de época brilhante. A lesão de Exum vem atrasar este desenvolvimento. No entanto, Gobert deve continuar a expandir o seu jogo (já passa muito bem a bola), mesmo que não consiga corresponder às expectativas orgásmicas dos fanáticos pela defesa. É realista pensar em playoffs, mas não vai ser fácil. O ataque é um problema e, para quem tem jogadores tão novos, os Jazz correram muito pouco no ano passado (até os Knicks jogaram mais rápido). Mas há motivos para optimismo. Favors e Hayward estão a aproximar-se do auge das suas carreiras e alguns miúdos devem dar outros saltos este ano. Continua é a faltar uma última peça (base?) que faça esta equipa disparar.

 

raptors

#13 Toronto Raptors

General Manager:  Masai Ujiri

Treinador:  Dwane Casey

Entradas:  Norman Powell (draft) Anthony Bennett (lol!), Bismack Byombo, DeMarre Carroll, Cory Joseph, Luis Scola

Saídas: Tyler Hansbrough, Chuck Hayes, Amir Johnson, Greg Stiemsma, Greivis Vasquez, Lou Williams, metade do peso do Kyle Lowry

Permanências: Bruno Caboclo, DeMar DeRozan, James Johnson, Kyle Lowry, Lucas Nogueira, Patrick Patterson, Terrence Ross and Jonas Valanciunas

5 Inicial:  Kyle Lowry (guard), DeMar DeRozan (guard), DeMarre Carroll (forward), Patrick Paterson (forward); Jonas Valanciunas (center)

6th Man: Terrance Ross

O Melhor: O cinco inicial potente desta equipa, com um base de qualidade em Lowry, um poste forte que ainda não atingiu o seu potencial em Valanciunas e uma dupla que parece o nome de um mau programa de televisão, DeMar e DeMarre (DeRozan e Carroll).

O Pior:  As muitas saídas podem afetar a química da equipa que perdeu jogadores importantes.

Prognóstico:  A temporada dos Raptors parece algo previsível, pelo menos quanto possível nesta liga – vão quase certamente ganhar a nada competitiva divisão do Atlântico, terminar algures entre o terceiro e o quinto lugar na conferência e dificilmente ultrapassar a segunda ronda de playoffs.

 

Washington Wizards 1

#12 Washington Wizards

General Manager: Ernie Grunfeld

Treinador: Randy Wittman

Entradas: Alan Anderson, Jared Dudley, Josh Harrellson, Toure Murry, Gary Neal, Kelly Oubre (draft), Jaleel Roberts (undrafted), Ish Smith

Saídas: Rasual Butler, Will Bynum, Paul Pierce, Kevin Seraphin

Permanências: Bradley Beal, DeJuan Blair, Drew Gooden, Marcin Gortat, Nene Hilario, Kris Humphries, Otto Porter Jr., Ramon Sessions, Garrett Temple, John Wall, Martell Webster

5 Inicial:  John Wall (guard), Bradley Beal (guard), Otto Porter Jr. (forward), Nené (forward), Marcin Gortat (center)

6th Man: Jared Dudley

O Melhor: Este pode ser “o ano de John Wall”.

O Pior: Este tem de ser “o ano de John Wall”.

Prognóstico: As (relativamente jovens) estrelas dos Wizards andaram a jogar o ano passado com “rodinhas de segurança”. Quando os nervos apertavam, lá estava o eternamente clutch Paul Pierce para resolver o assunto. Agora Pierce rumou a Los Angeles e os Wizards vão ter de tomar as rédeas do seu destino. Acima de tudo, este será o ano para John Wall explodir em toda a sua força e colocar-se na conversa entre os melhores da NBA. A seu lado tem Bradley Beal, que transborda de talento, mas é constantemente limitado por lesões e inconsistência. Outro “fator X” será a evolução de Otto Porter Jr., que tem vindo juntar o triplo ao seu arsenal, complementando o seu apurado jogo defensivo. No frontcourt, Nené e Gortat continuam a fazer o seu (não muito inspirado, mas necessário) trabalho. Os Wizards podem muito bem voltar a ser competitivos nos playoffs, mas vão precisar que John Wall suba a outro nível.

 

Miami Heat

#11 Miami Heat

General Manager: Pat Riley

Treinador: Erik Spoelstra

Entradas: Keith Benson, Gerald Green, John Lucas III, Josh Richardson (draft), Amar’e Stoudemire, Justise Winslow (draft pick)

Saídas: Michael Beasley, Zoran Dragic, Shabazz Napier, Henry Walker

Permanências: Chris Andersen, Chris Bosh, Mario Chalmers, Luol Deng, Goran Dragic, Udonis Haslem, Josh McRoberts, Dwyane Wade, Hassan Whiteside, James Ennis, Tyler Johnson

5 Inicial: Goran Dragic (guard), Dwyane Wade (guard), Luol Deng (forward), Chris Bosh (forward), Hassan Whiteside (center)

6th Man: Josh McRoberts

O Melhor: Um cinco titular a transbordar de talento.

O Pior: Quase tudo o resto.

Prognóstico: Comecemos pelos positivos. O cinco titular é, no papel, incrível – principalmente numa Conferência Este onde não abundam assim tantas estrelas. Dragic deverá assumir este ano as rédeas do ataque e Chris Bosh deverá estar de volta ao seu normal, ou seja, bem melhor que a maioria na sua posição. No banco, Josh McRoberts oferece qualidade de passe rara num big man e Justise Winslow tem tudo para se tornar uma estrela a curto/médio prazo. Por outro lado, é exatamente no banco que começam os problemas. Para além destes dois, o talento começa a escassear severamente. O que se torna especialmente problemático com as interrogações em relação às estrelas no cinco titular. Wade é muito bom quando joga, mas basicamente já não tem joelhos, Bosh ainda está a regressar de um problema médico que ameaçou a sua carreira, Deng também já não vai para novo e quem raio sabe se Hassan Whiteside vai continuar a desenvolver o seu considerável talento ou a sua direita cruzada num jogador adversário. Os Heat são a equipa mais imprevisível na liga e tanto podem  terminar em 2º na conferência, como ficar a lutar pelos últimos lugares nos playoffs.

 

 

pelicans

#10 New Orleans Pelicans

General Manager: Dell Demps

Treinador: Alvin Gentry

Entradas: Alonzo Gee (Portland), Kendrick Perkins (Cleveland), Nate Robinson

Saídas: Toney Douglas (Indiana), Jimmer Fredette, Jeff Withey (Utah)

Permanências: Alexis Ajinça, Ryan Anderson, Omer Asik, Luke Babbitt, Norris Cole, Dante Cunningham, Anthony Davis, Tyreke Evans, Eric Gordon, Jrue Holiday, Quincy Pondexter

5 inicial: Jrue Holiday (guard), Eric Gordon (guard), Dante Cunningham (forward), Anthony Davis (forward), Omer Asik (center)

6th man: Tyreke Evans

O melhor: Anthony Davis, Anthony Davis e… Anthony Davis. Sem dúvida o mais promissor jovem jogador da liga. Aos 22 anos, Davis explodiu na temporada passada, alcançando números dignos do franchise player que ele já é. Se os Pelicans sentiram o cheirinho dos playoffs, foi graças ao mono-sobrancelha mais famoso do mundo do desporto.

O pior: A química ainda não pegou, apesar de o efectivo ser interessante. Tyreke Evans promete, mas precisa de sair mais da casca; Jrue Holiday volta de um ano de lesões; Alexis Ajinça é interessante a sair do banco, mas precisa de mostrar um pouco mais.

Prognóstico: Há uma mistura de inexperiência e de vigor que não é suficiente ainda para justificar grandes ambições. Chegar aos playoffs de novo seria um marco interessante para confirmar a evolução do colectivo. Mas mais uma vez, não os vejo ir além da primeira volta…

 

Atlanta Hawks 1

# 9 Atlanta Hawks

General Manager: Mike Budenholzer

Treinador: Mike Budenholzer

Entradas: Earl Barron, Tim Hardaway Jr., Justin Holiday, DeQuan Jones, Lamar Patterson (undrafted), Tiago Splitter, Walter Tavares (undrafted)

Saídas: Pero Antic, Elton Brand, DeMarre Carroll, Austin Daye, John Jenkins

Permanências: Kent Bazemore, Al Horford, Kyle Korver, Shelvin Mack, Paul Millsap, Dennis Schröder, Mike Scott, Thabo Sefolosha, Jeff Teague, Mike Muscala

5 Inicial: Jeff Teague (guard), Kyle Korver (guard), Thabo Sefolosha (forward), Paul Millsap (forward), Al Horford (center)

6th Man: Tiago Splitter

O Melhor: A chegada de Tiago Splitter dá uma nova dimensão à equipa e muito mais agressividade debaixo do cesto.

O Pior: DeMarre Carroll vai fazer muita falta a esta equipa.

Prognóstico: Com um estilo ofensivo que emulava a troca de bola constante dos Spurs (ou não fosse Budenholzer um discípulo de Popovich) e triplos a choverem de todos os lados, os Hawks tomaram a Conferência Este de assalto o ano passado, terminando com um registo de 60-22. Mas acabaram por ser sumariamente varridos pelos Cavaliers nas Finais de Conferência. Tudo isto para explicar que, mais uma vez, a expectativa é que os Hawks regressem à sua normal mediania. Estaremos enganados outra vez? Será Sefolosha capaz de fazer esquecer DeMarre Carroll? Será Tiago Splitter sozinho capaz de virar do avesso as dificuldades nos ressaltos dos Hawks? Serão os Hawks capazes de calar novamente os seus críticos? Eu digo que não. Mas não seria a primeira vez que me engano a prever o que raio se passa em Atlanta.

 

during Game Three of the Western Conference Finals of the 2013 NBA Playoffs at the FedExForum on May 25, 2013 in Memphis, Tennessee. NOTE TO USER: User expressly acknowledges and agrees that, by downloading and or using this photograph, User is consenting to the terms and conditions of the Getty Images License Agreement.

#8 Memphis Grizzlies

General Manager: Chris Wallace

Treinador: David Joerger

Entradas: Matt Barnes (Clippers), Ryan Hollins (Sacramento), Jarell Martin (draft), Brandan Wright (Phoenix).

Saídas: Nick Calathes, Kostas Koufos (Sacramento), Jon Leuer (Phoenix)

Permanências: Jordan Adams, Tony Allen, Vince Carter, Mike Conley, Marc Gasol, Jeff Green, Courtney Lee, Zach Randolph, Jarnell Stokes, Beno Udrih, JaMychal Green, Russ Smith.

5 inicial: Mike Conley (guard), Courtney Lee (guard), Jeff Green (forward), Zach Randolph (forward), Marc Gasol (center)

6th Man: Tantos… mas Tony Allen, pela estabilidade defensiva que dá.

O melhor: Além do seu power duo Gasol-Randolph, a adição do atlético Brandan Wright mantém esta equipa extremamente competitiva. A defesa de ferro praticada, que fez deles a segunda defesa a conceder menos pontos ao adversário na época passada, mantém-se. E com isso, todos os sonhos são permitidos.

O pior: Shoot, shoot, shoot the ball! Os lançamentos de longe não são o ponto forte desta equipa, bastante virada para o jogo interior. Vince Carter tem poucos minutos de jogo e a vinda de Matt Barnes não me parece suficiente para colmatar esta lacuna.

Prognóstico: Equipa com um potencial brutal, um banco com alguma profundidade e muita experiência. Mas a terceira equipa mais velha da NBA (depois dos Spurs, que contam com dois quarentões, e dos Heat) precisa mesmo de sangue novo no perímetro para dar a volta a equipas como Golden State. Chegam à meia-final de Conferência.

 

Bulls

#7 Chicago Bulls

General Manager: Gar Forman

Treinador: Fred Hoiberg

Entradas: Cristiano Felicio (draft), Bobby Portis (draft)

Saídas: Nazr Mohammed

Permanências: Aaron Brooks, Jimmy Butler, Mike Dunleavy, Pau Gasol, Taj Gibson, Kirk Hinrich, Doug McDermott, Nikola Mirotic, Joakim Noah, Derrick Rose, Tony Snell, Cameron Bairstow, E’Twaun Moore.

5 inicial: Derrick Rose (guard), Jimmy Butler (guard), Tony Snell (forward), Nikola Mirotic (forward), Pau Gasol (center)

6th Man: Joakim Noah

O melhor: Talento por metro quadrado.

O pior: O mesmo dos últimos anos. O fantasma das lesões.

Prognóstico: Como é que a equipa que menos mexeu no seu plantel, pode sofrer a maior mudança? Mudando de Tom Thibodeau para Fred Hoiberg. Chicago arriscou mudar um dos seus treinadores com melhor percentagem de vitórias por um treinador rookie. Mas mais que um risco fez uma volta de 180° na filosofia de jogo. Se o primeiro é um mestre na defesa, o estreante tem no ataque a sua mais valia. Isto faz com que a recuperação de Rose seja ainda mais importante. Neste sistema, sem ele, a equipa fica curta. Sim. Apesar de Chicago ter um dos bancos mais profundos, não há mais nenhum jogador que tenha a capacidade de penetração, velocidade e mentalidade atacante do seu MVP. Não quer dizer que ele tenha que voltar à sua forma de elite. Isso é pouco provável que aconteça. Mas basta ser um jogador saudável. Hoje tem ao seu lado um all-star de grande talento e raça no Jimmy Butler que cada vez está melhor. Não falta talento a esta equipa. Mas, por estranho que pareça, esse pode ser o maior problema para Hoiberg. Principalmente no frontcourt onde Chicago tem 4 jogadores com qualidade para serem titulares. Qual será a melhor opção? Gasol/Noah? Mirotic/Gasol? Mirotic/Noah? Gibson/Gasol? Gibson/Noah? Qualquer uma destas é válida, mas a ver pelas últimas escolhas, o treinador está a pensar em ter Mirotic e Gasol de inicio, com Gibson e Noah na segunda unidade. Só o tempo dirá se esta opção terá bons resultados. E ainda há o rookie Bobby Portis que mostrou que merece uns minutos nesta já apertada rotação. O que parece certo é que estes novos Bulls vão viver do ataque, da rápida transição e da linha de 3 pontos. E não haverá ninguém mais contente que o Doug McDermott, que parece ter finalmente espaço nos Bulls. Os Bulls vão ter capacidade para tirar os Cavs das Finais? Não se sabe. Mas uma coisa é certa. Vai ser bem mais divertido ver esta equipa jogar.

 

Houston Rockets

#6 Houston Rockets

General Manager: Daryl Morey

Treinador: Kevin McHale

Entradas: Sam Dekker (draft), Montrezl Harrell (draft), Ty Lawson (Denver), Marcus Thornton (Phoenix)

Saídas: Joey Dorsey, Nick Johnson, Kostas Papanikolaou, Pablo Prigioni (Clippers), Josh Smith (Clippers)

Permanências: Trevor Ariza, Patrick Beverley, Cory Brewer, Clint Capela, James Harden, Dwight Howard, Terrence Jones, KJ McDaniels, Donatas Motiejunas, Jason Terry

5 inicial: Ty Lawson (guard), James Harden (guard), Trevor Ariza (forward), Terrence Jones (forward), Dwight Howard (center)

6th Man: Jason Terry

O melhor: James Harden. The Beard provou ser capaz de ser um franchise player, mas agora precisa de poder contar com o resto da equipa para passar ao nível superior. A chegada de Ty Lawson vai ajudá-lo a ficar ainda mais livre para fazer o que ele gosta e sabe: ATACAR! Terem-se separado do Josh Smith foi também uma excelente notícia para o bem do colectivo.

O pior: Dwight Howard jogou 41 jogos na temporada 2014-15. O estado de saúde do gigante de Houston é o calcanhar de aquiles de um colectivo com muito potencial, mas que peca do lado defensivo sem o DH12. Era bom que esta temporada esse problema fosse minimizado…

Prognóstico: Os Rockets já não apanham ninguém de surpresa. Na sua plena força, podem fazer mal a qualquer equipa da liga. Vejo-os a lutar pela Final de conferência…

 

OKC

#5 Oklahoma City Thunder

General Manager: Sam Presti

Treinador: Billy Donovan

Entradas: Josh Huestis, Cameron Payne (draft)

Saídas: Perry Jones III, Jeremy Lamb.

Permanências: Steven Adams, D.J. Augustin, Nick Collison, Kevin Durant, Serge Ibaka, Enes Kanter, Mitch McGary, Anthony Morrow, Steve Novak, André Roberson, Kyle Singler, Dion Waiters, Russell Westbrook

5 Inicial: Westbrook (guard), Roberson (guard), Durant (forward), Ibaka (forward), Adams (center)

6th Man: Enes Kanter

O Melhor: Ter Westbrook, Durant e Ibaka saudáveis e a afundar na cabeça de advsersários ingénuos o suficiente para tentarem meter-se à frente do cesto quando eles metem o primeiro drible (e depois claro dão quatro passos… afinal, isto ainda é a NBA). Os Thunder estão outra vez na máxima força e isso são más notícias para o resto da liga. Durant saudável pode perfeitamente ser o melhor jogador da NBA (sim, mesmo contando com LeBron), Westbrook mostrou que se quiser é um candidato a MVP todos os anos e Ibaka parece ter definitivamente expandido o seu jogo para lá da linha de três pontos. Agora têm também um treinador que pode ser mais capaz de aproveitar melhor tudo isso. Além de ter dois dos 5/7 melhores jogadores da NBA, OKC tem uma equipa muito melhor à sua volta do que nas últimas épocas em que teve as suas estrelas saudáveis. Onde antes havia Fisher, Lamb ou Perkins (lol), hoje há Morrow, Augustin, Waiters (sim, sim eu sei…), Singler, Adams e, claro, Kanter.

O Pior: A forma como Durant e Westbrook vão reagir a um esquema mais rígido aplicado pelo novo treinador, Billy Donovan. É um gigantesco ponto de interrogação. Não que o esquema seja muito exigente, mas porque antes eles faziam basicamente o que queriam no ataque. Claro que agora estão todos a dizer as coisas certas, mas vamos esperar pelo primeiro jogo apertado, em que o treinador e as estrelas discordem sobre quem deve fazer o último lançamento… Outra incógnita é qual será o cinco que irá fechar os jogos. Kanter e o seu contrato de 70 milhões vão lá estar? Ou a defesa do turco é tão má que isso não será possível? E ao lado de Westbrook? Será Augustin, Morrow ou Singler a jogar os últimos minutos? Por último, todos estes problemas ganham uma dimensão significativamente maior por causa do elefante gigante na sala: a free agency do Durant no próximo Verão.

Prognóstico: Estão aqui os possíveis campeões desta época. Talvez seja preciso uma época de transição para se habituarem aos esquemas do novo treinador, mas com a combinação certa de sorte e saúde isso pode nem ser preciso. Para já, os sinais são positivos, com Kanter a vir do banco apesar da renovação milionária e Adams a entrar de início. Adams e Roberson parecem ser melhores complementos para um cinco inicial com três estrelas. Convém alguém concentrar-se na defesa… Ao contrário de super-equipas recentes – como os Lakers de Payton e Malone ou Nash e Howard ou os Heat de LeBron, Wade e Bosh – as estrelas dos Thunder estão juntas quando estão só agora a entrar no auge das suas carreiras (isto sem contar com o Harden, mas não vamos massacrá-los mais…). O que é que isto significa? Que a sua capacidade atlética é enorme. Correm, saltam, empurram, podem jogar 40 e tal minutos nos playoffs… Equipas como os Spurs e até os Warriors terão dificuldades em lidar com um tipo de jogo fisicamente avassalador.

 

clippers

#4 Los Angeles Clippers

General Manager: Gary Sacks

Treinador: Doc Rivers

Entradas: Cole Aldrich (NYK), Branden Dawson (R), Wesley Johnson (LAL), Luc Mbah a Moute (PHI), Paul Pierce (WAS), Pablo Prigioni (HOU), Josh Smith (HOU), Lance Stephenson (CHA)

Saídas: Matt Barnes (MEM), Glen Davis, Jordan Hamilton, Spencer Hawes (CHA), Lester Hudson, Dahntay Jones, Hedo Turkoglu, Ekpe Udoh.

Permanências: Blake Griffin, DeAndre Jordan, Chris Paul, J.J. Redick, Austin Rivers, C.J. Wilcox, Jamal Crawford (NG)

5 inicial: Chris Paul (guard), J.J. Redick (guard), Blake Griffin (forward), Paul Pierce (forward), DeAndre Jordan (center)

6th Man: Jamal Crawford (guard)

O Melhor: São a equipa com mais profundidade da NBA. Na verdade duvido que algum dia a liga tenha tido uma qualquer equipa com tanto talento a sair do banco. Doc Rivers, um dos treinadores mais conceituados em atividade, conseguiu replicar o “Lebron James effect” (não googlem, acabei de inventar o termo), reunir jogadores veteranos ainda bons, dispostos a sacrificar salário, estatuto e minutos em campo, pela hipótese de poder ganhar um anel de campeão. Já funcionou bem com o miúdo de Akron, pode ser que também funcione com o graúdo de Chicago.

O Pior: São os Clippers. Qualquer equipa (que não os Kings) com este potencial teria que ser um dos mais sérios candidatos à vitória final. Os Clippers também o são, mas de alguma forma, tratando-se dos Clippers, sabemos que se alguma coisa poder correr mal, vai correr mal. E convenhamos, por muito bom que seja um plantel, qual é aquele que não deixa espaço para erros que custam caro?

Prognóstico: Há dois anos, com um plantel muito bom, os Clippers sucumbiram com a pressão do escândalo de racismo do proprietário da equipa. O ano passado, com um plantel igualmente bom, fizeram o feito inédito de perder uma vantagem de 3-0 para os Rockets e perderam um bilhete que já tinham na mão com destino à final de conferência. Este ano? Bem, quem sabe, pode ser que seja desta… até pode ser, mas tratando-se dos Clippers tenho as minhas dúvidas. Ainda assim chegarão sempre longe. As meias finais de conferência é o mínimo que se lhes exige, mas com um plantel destes, tudo o que não seja a vitória final será sempre uma desilusão.

 

CLEVELAND, OH - SEPTEMBER 28: Kevin Love #0 Kyrie Irving #2 and LeBron James #23 of the Cleveland Cavaliers during the Cleveland Cavaliers media day at Cleveland Clinic Courts on September 28, 2015 in Independence, Ohio. (Photo by Jason Miller/Getty Images)

#3 Cleveland Cavaliers

General Manager: David Griffin

Treinador: David Blatt

Entradas: Dionte Christmas, Jack Cooley (UTA), Jared Cunningham, Austin Daye (ATL), Richard Jefferson (DAL), Sasha Kaun (R), D.J. Stephens, Mo Williams (CHA).

Saídas: Brendan Haywood, Shawn Marion, Mike Miller (DEN), Kendrick Perkins (NOP).

Permanências: Matthew Dellavedova, Joe Harris, Kyrie Irving, LeBron James, James Jones, Kevin Love, Timofey Mozgov, Iman Shumpert, J.R. Smith, Tristan Thompson, Anderson Varejao.

5 inicial: Kyrie Irving (guard), J.R. Smith (guard), LeBron James (forward), Kevin Love (forward), Timofey Mozgov (center)

6th Man: Tristan Thompson

O melhor: Ter um certo e determinado jogador que vai na sua quinta final seguida.

O pior: Plantel relativamente curto, para lá das estrelas.

Prognóstico: Em Cleveland espera-se o primeiro título da história do clube. E para isso contam com o seu trio de all-stars, agora com um ano de experiência juntos. Mas acima de tudo, esperam chegar à meta final com jogadores como Irving, Love e Shumpert em condições. Esta mesma equipa que apenas teve alterações no banco, conseguiu chegar à final o ano passado, mesmo sem Irving e Love. Com eles teriam conseguido ganhar aos Golden State? Talvez sim, talvez não. Pelo menos mais luta teriam dado com certeza. As lesões tardias das suas estrelas permitiram que outros mostrassem que também tinham qualidade. Principalmente Tristan Thompson que fez um playoff fortíssimo, ao ponto de ter levado LeBron a dizer que era obrigatório renovar com o jovem power forward. Esta será a segunda tentativa de ir até ao desejado título. Para isso, foram renovados os contratos de Kevin Love e de Tristan Thompson (este último com alguma novela à mistura). Para já a época vai começar sem Irving, ainda a recuperar da operação a que foi submetido na off season. Talvez, por isso, o regresso a Cleveland de Mo Williams, que garante uma solução sólida até o seu point guard voltar. Nada menos que o título será satisfatório para Cleveland. É sempre assim, quando se tem nas fileiras o melhor jogador da última década.

 

San Antonio Spurs forward Tim Duncan, center, bows his head during national anthem before an NBA basketball game against the Utah Jazz, Wednesday, Jan. 15, 2014, in San Antonio. San Antonio won 109-105. (AP Photo/Darren Abate)

#2 San Antonio Spurs

General Manager: R.C. Buford

Treinador: Gregg Popovich

Entradas: LaMarcus Aldridge (Portland), Rasual Butler (Washington), Boban Marjanovic (Rookie), Ray McCallum (Sacramento), Jonathon Simmons (draft), David West (Indiana)

Saídas: Jeff Ayres, Aron Baynes (Detroit), Marco Belinelli (Sacramento), Cory Joseph (Toronto), Tiago Splitter (Atlanta), Reggie Williams

Permanências: Kyle Anderson, Boris Diaw, Tim Duncan, Manu Ginobili, Danny Green, Kawhi Leonard, Patrick Mills, Tony Parker, Matt Bonner.

5 inicial: Tony Parker (guard), Danny Green (guard), Kawhi Leonard (forward), LaMarcus Aldridge (forward), Tim Duncan (center)

6th Man: Manu Ginobili

O melhor: Sem qualquer dúvida ou hesitação, a chegada de LaMarcus Aldridge! O free agent mais namorado do verão acabou por se deixar convencer pelo projeto de futuro de Gregg Popovich, que já pensa no pós-Duncan. Juntando-se ao plantel mais experiente da NBA, LaMarcus traz sangue novo, vitalidade e talento all star, e será, com Kawhi Leonard, um dos pilares da construção dos novos Spurs.

O pior: Sinceramente, o pior que se pode apontar a estes Spurs tem sido o mesmo há tantos anos a fio que já ninguém acredita que seja um argumento de verdade. Sim, o Manu, o Tim estão velhos, e o Tony Parker, apesar de “só” ter 33 anos, já lá está há 16. Mas o que vemos esta equipa a fazer ano após ano não permite pensar que eles estão “acabados”. Esta temporada transacta, saíram na primeira volta dos playoffs, depois de terem ido dois anos consecutivos às Finals. Estão velhos, mas cheios de energia. O pior vai ser quando os dois avozinhos saírem mesmo. Mas quando isso acontecer… leiam o parágrafo acima deste.

Prognóstico: Os Spurs dificilmente cometem o mesmo erro duas vezes seguidas. Com o reforço de luxo que tiveram, tudo é possível. Gregg Popovich é o especialista na gestão de efectivo na liga, e, se conseguirem uma temporada como a do ano passado, é quase certo que os playoffs são sempre uma incógnita. Felizmente para San Antonio, uma incógnita que eles já resolveram vezes sem conta. Considero-os os mais fortes candidatos ao título.

 

golden state warriors

#1 Golden State Warriors

General Manager: Bob Myers

Entradas: Ian Clark (DEN), Kevon Looney (draft), Jason Thompson (SAC)

Saídas: Justin Holiday (ATL), Ognjen Kuzmic, David Lee (BOS)

Permanências: Leandro Barbosa, Harrison Barnes, Andrew Bogut, Stephen Curry, Festus Ezeli, Draymond Green, Andre Iguodala, Shaun Livingston, Brandon Rush, Marreese Speights, Klay Thompson, James McAdoo

5 inicial: Stephen Curry (guard), Klay Thompson (guard), Draymond Green (forward), Harrison Barnes (forward), Andrew Bogut (center)

6th Man: Andre Iguodala

O Melhor: Nada mudou. Quer dizer não é bem verdade, houve mudanças, saiu David Lee e o seu contrato milionário e entrou o rookie Kevon Looney para o seu lugar. Não tem a experiência de David Lee, mas tem uma margem de progresso enorme e estava catalogado como um dos power forwards mais promissores desta fornada de rookies. Jason Thompson também promete fazer algo muito importante, dar minutos de descanso a Bogut, que o gigante australiano bem precisa. De resto tudo igual. As estrelas mantiveram-se todas, tal como a estrutura da equipa que fez a melhor época regular desde os Bulls de 95/96.

O Pior: A expectativa. Ganhar um título é difícil, mas manter esse título, e sobretudo, criar uma dinastia, uma sequência de vitórias ininterrupta, é muito, mas muito mais difícil. Quer seja porque manter os níveis motivacionais de quem já ganhou é mais complexo ou apenas porque quando se é o campeão em título, também se é o alvo apetecível e a abater para todas as outras equipas da liga. Para além disso, a pressão interna (o que os jogadores vão esperar deles mesmos) e externa (o que nós esperamos que eles atinjam) também aumenta exponencialmente. Não são poucas as equipas que sucumbem neste processo e que não têm o que é preciso para se manter no topo (vide Pistons de 2004 e Dallas de 2011). Vamos ver como reagem a tudo isto este Warriors.

Prognóstico: Vão reagir bem. Porquê? Porque esta equipa é simplesmente uma perfect storm… de coisas boas. Os jogadores são jovens, o treinador é jovem (um ano de liga, um titulo. So far, so good), não têm veteranos acomodados com o sentimento de dever cumprido (como os Pistons de 2004 e os Dallas de 2011), o plantel é sólido e trespassa cá para fora o sentimento de união coletivo, em suma, tem tudo para continuar a correr bem. Se não revalidarem o título, pelo menos andarão lá perto. Na pior das hipóteses sucumbem nas meias-finais de conferência, algo que só se admite porque se trata da conferência Oeste (e só duas equipas lhes podem fazer frente, Clippers e Spurs). Mas não acredito que consigam. No fim do dia deve dar Golden State de novo.

 

>>> Veja aqui em quem votou cada um dos analistas e quais os seus principais vícios

Pedro Filipe

2 Comments

  • Responder
    28 de Outubro de 2015

    Lebron o melhor jogador da ultima decada…

    O kobe manda cumprimentos…

    • Responder
      admin
      28 de Outubro de 2015

      viste a última década do Kobe?

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