December 5, 2019

 No passado domingo, lá para os lados de Queijas, o Benfica de Rui Vitória alcançou a dobradinha, ao juntar a conquista da Taça de Portugal ao campeonato nacional.

 

Mas, antes disso, nesse mesmo domingo 27, na zona do Marquês de Pombal – onde 15 dias antes os encarnados celebravam o 36.º título no futebol, uma outra equipa, de apenas dois elementos, e de uma modalidade bem distinta, festejava a conquista de uma importante prova internacional que passou por território luso.

 

Os argentinos Gonzalo aka “Godo” Díaz e Luciano ou “Lucho” Capra ergueram o troféu do  Lisboa Challenger de Padel, torneio do World Padel Tour (WPT), que trouxe à capital portuguesa algumas das melhores duplas do mundo desta modalidade que não pára de crescer no nosso País.

 

A dupla das Pampas e residente no país vizinho, onde acontecem a maior parte dos torneios do circuito mundial, voltou a Espanha com mais 120 pontos no ranking e 15.000 euros na carteira.

 

Luciano “Lucho” Capra e Gonzalo “Godo” Díaz com a enviada especial Carlota Crespo!

 

Contudo, não foram apenas Godo e Lucho a sairem beneficiados.

 

De 23 a 28 de Maio, o público português – e não só –  que marcou presença no torneio foi brindado com a mestria e genialidade das jogadas exibidas no Central do clube VII, anfitrião do Challenger pelo segundo ano consecutivo. E a semana não podia ter acabado da melhor forma, com grande responsabilidade para Godo Diaz, o veterano de 37 anos, que conta com uma considerável legião de fãs, e não desiludiu levantando as bancadas inúmeras vezes nas meias e na final.

 

Este texto não faria qualquer sentido sem a referência ao desempenho dos padelistas portugueses. Diogo Rocha, n.º 1 nacional e n.º 64 mundial, chegou aos oitavos de final, continuando assim a consolidar a sua presença no WPT onde, tal como aconteceu por cá na semana passada, tem feito dupla com o espanhol Antonio Luque, atual n.º 50 da hierarquia.

 

O jogador portuense não esteve sozinho no quadro principal do torneio. Miguel Oliveira e Vasco Pascoal, n.ºs 2 e 3 nacionais, respetivamente, chegaram aos 16 avos de final, onde acabaram por dizer adeus à prova, não sem antes terem contado, tal como Diogo Rocha, com o apoio incondicional do público, incansável nos aplausos e ovações quando os “nossos” estão em campo.

 

E há razões para isso. Afinal, já começamos a ser falados e apreciados nesta modalidade, nascida no fim dos anos 60 no México, dominada por argentinos, espanhóis e alguns brasileiros, e que só começou a desenvolver-se verdadeiramente em Portugal na última década.

 

Para terminar, só uma nota: se falharam o Lisboa Challenger (ou mais grave do que isso, nunca assistiram a um encontro de padel!!) podem colmatar essa lacuna já em Setembro. De 16 a 24, o Portugal Padel Master 2017 volta a trazer ao nosso país os melhores do mundo, mas desta vez com os jogadores do topo do ranking WPT incluídos. Um deles, o argentino Fernando Belasteguín, a quem chamam “Messi do Padel”, é o n.º 1 do mundo  tão-só e apenas desde 2002.

 

Carlota Crespo

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