December 8, 2019

 

A NBA é uma liga de tendências e verdades absolutas, pelo menos assim parece por vezes. Temos mudanças repentinas, devido a lesões, problemas na gestão das equipas e a minha favorita “estrelas por uns dias”, serve tanto para jogadores como para equipas. Tivemos o caso de Jeremy Lin, durante uns dias brilhou de tal forma, que muitos já o comparavam com os melhores de sempre. Voltou à terra pouco depois, mas ainda conseguiu excelentes contratos devido a essa fama temporária que conseguiu.

 

Em Los Angeles existe um caso grave de “Estrela por uns dias”, os Clippers. Nos últimos anos muitos até os colocaram entre os candidatos ao título, e olhando para o plantel até há motivos para acreditar nessa afirmação. A realidade no entanto é bem diferente, uma equipa que tem Chris Paul como base, um jogo interior com Blake Griffin e DeAndre Jordan podia já ter feito algo nos playoffs.

 

Foi a equipa favorita de muitos durante uns tempos, mas estes fãs de ocasião já se cansaram há muito e foram à procura da seguinte estrela cadente. Doc Rivers é o treinador e presidente das operações para o basquetebol, ou seja ele decide tudo, desde trocas até contratos dos jogadores. Venceu em Boston, com uma equipa de grande nível, mas desde desse título, o sucesso tem estado longe das suas equipas.

 

Em Los Angeles ainda não mostrou que é um treinador capaz de conseguir vencer um anel. É uma equipa sem qualquer identidade em campo, com uma liderança imposta pela voz de Chris Paul, que tem um espírito competitivo que o resto da equipa não tem. Esta temporada mais uma vez, estão mais uma longe de ser uma ameaça e acredito que será o fim desta triste novela que ainda teve uns fugazes seguidores.

 

Em Salt Lake City, neste momento há mais motivos para festejar que apenas as memórias da dupla fantástica de Karl Malone e John Stockton. Está ali uma equipa que temos de levar muito a sério, mesmo não sendo candidata ao anel, é um grupo com identidade e personalidade em campo. Defensivamente muito sólidos (nº1 em eficácia defensiva), com opções interessantes no ataque com Gordon Hayward como destaque, mas com contribuições sólidas do veterano Joe Johnson e do lançador Rodney Hood. Não tem um estilo de jogo explosivo e dinâmico, mas estão em 4º lugar no Oeste, poucos no início o podiam prever. O mais sério candidato a jogador defensivo do ano é Rudy Gobert, que tem dominado nos desarmes de lançamento e nos ressaltos. A base da eficácia defensiva da equipa, depois de um início complicado na NBA, o francês está ter muito sucesso.

 

Falando em tendências, os meus Lakers parecem querer seguir uma das mais deploráveis dos últimos anos, o tanking, ou seja, vão perder para conseguir uma excelente escolha no draft deste ano. Os Sixers são os criadores desta triste “moda”, sem resultados práticos pois formam jogadores com uma clara cultura de derrotas, mas ali não é de espantar. Os Phoenix Suns também querem seguir este caminho que não parece trazer a longo prazo resultados relevantes. Se em Los Angeles os Clippers são uma triste novela, os meus Lakers nos últimos 7 anos são como as séries que já não têm interesse, mas têm audiência suficiente para mais uma temporada. A entrada do melhor Laker de sempre, Magic Johnson, poderá trazer o brilho perdido nos últimos anos. O “franchise” com mais finais na história da NBA e 16 títulos, não pode pensar no próximo draft como tábua de salvação.

 

Espero que esta triste tendência não se torne realidade comum nos Lakers, é verdade que a reconstrução da equipa é inevitável e irrefutável. Não podemos construir o futuro, colocando de parte o caminho percorrido pelos grandes nomes do passado.

 

Fadeaway8 out!!

 

Carlos Dias

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