December 8, 2019

Mais uma grande jornada do futebol nacional. Depois do dilúvio verde e branco que invadiu o país de norte a sul, ilhas, países da CPLP, UEFA e FIFA, chegou finalmente o duelo de titãs. O resultado foi óbvio, ganhou a melhor equipa.

 

Os Leões agigantaram-se perante um Dragão sem chama e disparam para o assalto à liderança.

 

Mas vamos ao jogo.

 

 

Como podemos observar o Sporting foi um justíssimo vencedor. O domínio é evidente certo? Errado. Não foi evidente, não é óbvio.

 

Mas o melhor estaria guardado para o lance que ditou o resultado. Ironia das ironias (para quem anda a dormir…) o Sporting volta a ganhar com um lance em, adivinhem caros leitores, em fora-de-jogo. Pois é, o jogo do ano, decisivo para manter o Sporting na luta pelo título e para definir o lugar de acesso à Liga dos Campeões, foi resolvido com um fora-de-jogo. Até aqui, tendo em conta o que é a Liga Portuguesa, tudo normal. Menos normal seriam as declarações dessa figura do fair play nacional, esse templo do cavalheirismo desportivo, qual Cobertain, Leonardo Jardim.

 

Mais uma vez, o “treinador-que-não-comenta-arbitragens-comentando-todas-as-semanas”, saiu em defesa da verdade desportiva, e depois da choradeira com laivos de inundação, refere no final do encontro que “É um erro que pode acontecer.” Respondeu à pergunta se ficava triste por ter ganho com um golo em fora-de-jogo, com a seguinte declaração: “Era importante vencer, fosse de que maneira fosse. Fundamental é a conquista dos 3 pontos”. E está feito, assim o culminar daquilo que tem sido a procura da verdade desportiva, o incentivo à revolta pelo estado do futebol nacional. Eu, o Observador, apoio este tipo de conduta. Aplaudo de pé esta forma de estar na vida e no futebol.

 

Mas o melhor estava ainda para vir, e quem pensava que Bruno de Carvalho, esse Templário do Futebol moderno a espalhar o fair play pela UEFA e pela FIFA, não iria dar uma conferência de imprensa enganou-se. Ele aí está, pronto para lutar pela verdade desportiva. Como? Vamos escrutinar.

 

Tenta, em vão, arranjar forma de descredibilizar as imagens que mostram um fora-de-jogo evidente. Agora estamos todos esclarecidos. Podia era ter evitado toda esta discussão, os programas extra, os comentários de todos os quadrantes, ou até podia ter evitado os comentários de Dias Ferreira que diz que “ganharam à Porto”, se tivesse feito a conferência logo no Domingo. Assim ninguém se entende. Diz também, para não passarmos ao exagero de dizer que um fora-de-jogo que dá o único golo da partida é um erro grosseiro. Eu concordo, o que mais me irrita é andarem por aí a lamentarem-se de erros que resultam em ganho ou perda de pontos. Esta malta não percebe nada não é sr. Presidente?

 

Diz Bruno de Carvalho que a Comunicação Social é selectiva naquilo que decide passar. A minha questão é, e o Bruno não?

 

Melhor ainda, é fazer dos parvos, estúpidos. Porquê? Diz o sr. Presidente que o Sporting tem uma cultura de exigência, e eu fico na dúvida, refere-se aos 3 remates que conseguiu fazer à baliza em 90 minutos? Ou a plantar avançados nas áreas dos adversários?

 

Eu tenho grandes dúvidas sobre esta dupla que maravilha o futebol nacional esta época. Não pela qualidade, porque a têm em abundância, mas pela capacidade de comunicação, que está mais que evidente, é tão boa como a minha capacidade para pilotar um avião. E quando não temos mãos para as coisas, o melhor é estarmos quietos, se é que me entendem.

 

Bruno de Carvalho, afirma que “Está a ser feito um trabalho notável na formação.” Se o presidente diz eu acredito. Mas aqui fica o registo das classificações nos escalões de formação:

 

 

Continuamos com o futebol de sempre, com as queixas de sempre, com os estúpidos de sempre. A única coisa que mudou foram os hipócritas. Sentados nas cadeiras de sempre.

 

“It is easier to fight for one’s principles, than to live up to them.”

 

Fica a dica do Observador, para os imaculados da verdade desportiva.

 

O Observador

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