October 23, 2019

 

Quem me conhece sabe que não sou destas coisas, mas hoje senti necessidade de pôr no papel e exprimir publicamente tudo o que tenho cá dentro.

 

Não sei quem decidiu que este dia seria o dia indicado para nos revelarmos a todos os que amamos, e nem preciso saber, tu já me conheces e sabes que não vejo qualquer sentido em particularizar uma data. Quando é para sempre, todos os dias são iguais.

 

Hoje não te amo mais do que te amava ontem, e amanhã não te amarei mais do que já te amo hoje, aconteça o que acontecer logo à noite. Sei-o com toda a certeza deste mundo e de qualquer outro, apenas por um motivo. É impossível amar-se mais do que te amo agora.

 

Mas seja. Se convencionaram que nesta data se celebraria o amor, então aqui me apresento eu, teu eterno enamorado, independentemente do estado civil, a fazê-lo publicamente.

 

Penso que a maior prova de amor que demos ao mundo foi o facto de, passados tantos anos e tantos momentos difíceis, nos mantermos unidos. Contra todos e apesar de tudo.

 

Lembras-te de quando começou? Contra a vontade do meu pai eu soube que era para durar quando o afrontei naquela noite em 94. E tu, como sempre, soubeste responder à altura. Conquistaste-me aí para a vida.

 

Depois vieram tempos tenebrosos, uma década de travessia no deserto que em alguns momentos me fizeram duvidar se teria feito a escolha certa (como se estas coisas se escolhessem). Aquela discussão humilhante em Vigo. As inúmeras brigas no Porto. Foi difícil mas tudo se perdoa.

 

Dois anos mais picantes em 2005 e 2010 fizeram tudo valer a pena, e novamente mais dificuldades a porem-nos à prova. 2013 foi novamente o nosso ano zero. Tudo parecia correr tão bem e tu ficaste com dúvidas no fim. Passei uma noite sem dormir quando fomos ao Porto, fiz quilómetros e gastei dinheiro que não tinha para chorar por ti em Amesterdão. Nem queria acreditar no que me fizeste no Jamor…

 

Mas hoje sei, porque sei, que se sobrevivemos e ultrapassámos estas fases, então não há nada com força suficiente para nos fazer afastar. Não tenho muitas certezas na vida, mas sei que permaneceremos assim até ao meu fim, #juntos.

 

Por isso te dedico estas palavras, neste dia tão especial, com um pedido de desculpas por não estar onde mais queria logo à noite, ao teu lado, a puxar por ti.

 

Despeço-me com toda a força do meu sentimento, arrepiado já com todas estas memórias partilhadas, mas com a mesma alegria e excitação da criança que se apaixonou por ti um dia há já 32 anos.

 

Amo-te Benfica.

 

Pedro Filipe

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