April 23, 2018

 

Como o Ricardo Araújo Pereira disse uma vez – e muito bem: não há chineses carecas. Não há. Facto. Também não há negros com síndrome de Down. E agora que eu penso nisso, chineses também não. Se tanto, quem sofre de síndrome de Down tem os olhos um bocadinho rasgados, um “achinesamento” do ser humano, por assim dizer. Quem se lixa? É o caucasiano.

 

Tudo isto para me apresentar, dado ser o meu primeiro artigo. O nível dos próximos será muito semelhante ao deste, pelo que podem desde já ler este e não mais voltar a fazê-lo. Eu compreenderei.

 

Olá. Eu sou o Luzes e sou portista. Os meus amigos tratam-me por Luzes, mas vocês podem chamar-me David. Ou Lurdes, como um ex-amigo meu dizia. Sou caucasiano, mas não sofro de qualquer uma destas maleitas. Ainda não dei pela trissomia 21 e até ver não estou calvo. Sim, ser careca é uma doença. Chama-se alopecia e eu não tenho nada disso. Portanto, como já perceberam sou um ser humano a roçar a perfeição. Não fossem estes últimos 4 anos a pão e água e eu era uma jóia de moço. A culpa não é minha é da fantástica direcção do FC Porto, à qual quero agradecer os vários tiros nos pés nos últimos 5 anos, ao ponto de já não haver pés para ninguém. São míseros coutos com os quais o Porto se tenta manter em pé. Felizmente estamos associados a um animal como o Dragão, um bicharoco mítico que quando dá umas braçadas levanta vôo, ao que parece. Aterrar é que é mais problemático. Because coutos, remember?

 

Estarmos em primeiro há tantas jornadas seguidas já não nos acontecia desde 2013, altura em que Paulo Fonseca era o nosso treinador. Paulo Fonseca que uma vez confessou estar apaixonado pela cidade do Porto. Na Bósnia. Fast forward e já tivemos mais 4 treinadores entretanto: Lopetegui, o espanhol; Peseiro, o pé-frio; NES, o artista; e, actualmente, Sérgio Conceição, o bruto. Não tenho memória duma fase tão negra no Porto desde que sou vivo. E eu apanhei com o Octávio Machado no início do século, um gajo que percebe muito de agricultura e tractores, mas de futebol ‘tá quieto. Provavelmente é graças a ele que o relvado das Antas era o melhor de Portugal, mas um treinador tem que ser mais que cultivar relva.

 

Queria falar um pouco sobre a jornada da Taça de Portugal que se joga mais logo. O Sporting tem a vida muito facilitada já desde o início da competição. Este será porventura o jogo mais fácil dos três grandes. Jogar com o Vilaverdense em casa tem a mesma dificuldade que eu ir ao Mac à noite, quando já estou de pijama em casa. Não é difícil, é preciso é vontade e uma camisola térmica. O pijama fica, é para estas coisas que o McDrive foi feito.

 

Já o Benfica tem a tarefa mais difícil, joga fora com o Rio Ave. É o jogo maior desta eliminatória e apraz-me dizer, como bom portista, que sou do Rio Ave desde que o Pedro Barbosa sacou a bolinha a dizer Benfica. Não desde pequenino, porque isso é ser anti. Já agora, o Pedro Barbosa é careca. E não é chinês (viram? Eu disse). Foi daqueles carecas azarados, que só perdeu cabelo ali à frente, logo acima dos olhos. Andou ali uns anos a tentar disfarçar e a pentear-se para tapar aquilo, mas sempre que vinha uma rabanada de vento era deprimente.

 

Por fim, o Porto… Perdão… Por fim, o POOOOOOOOORTOOOOOOOO vai jogar com o Vitória de Guimarães no Dragão. Uma fantástica oportunidade para o Porto eliminar um dos finalistas da última edição da Taça. Para mim é mais complicado que isso. Namoro uma vimaranense e o ambiente cá em casa é capaz de não ser o mais aconselhável. Já mandei almofadar tudo à volta no apartamento e já só temos colheres na cozinha.

 

Dito isto… Claro que o meu Porto ganha. E não digo mais nada, porque colheres no lombo ainda aleijam. Ainda estou a recuperar da nossa vitória na Taça de Portugal por 6-2 há 6 anos atrás.

 

Aaaah… memories.
Abracinhos.

 

Luzes Tomé

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