November 14, 2019

A menos de uma semana do Super Bowl pelo qual todos ansiamos, achei por bem fazer uma pequena escolha pessoal/antevisão do que irá acontecer nos prémios individuais desta temporada. Seguem em baixo, escritas com os dedos a tremer da incerteza, as minhas previsões:

 

Coach of the Year

Bruce Arians liderou os Arizona Cardinals a uma das melhores produções ofensivas de sempre. Bill Belichik manteve os New England Patriots muito competitivos durante uma temporada em que as lesões não pareciam querer parar. E podíamos até considerar a reviravolta incrível que Andy Reid orquestrou com os seus Kansas City Chiefs. Mas Rivera liderou os Carolina Panthers numa temporada quase histórica. Este prémio tende a ser um pouco incerto, mas a estatueta não deverão fugir ao líder dos Panthers.

Vencedor: Ron Rivera (Carolina Panthers)

 

Comeback Player of the Year

Um ano depois de lhe ter sido diagnosticado um linfoma de Hodgkins, Eric Berry voltou aos Chiefs depois da luta contra o cancro e não só voltou ao melhor nível como foi eleito para o Pro Bowl (o All-Star Game da NFL). Poderia entreter aqui outras hipóteses, mas até pareceria mal de tão óbvio que isto é. Vamos fazer uma vénia a Berry e seguir em frente.

Vencedor: Eric Berry (Kansas City Chiefs)

 

Defensive Rookie of the Year

É preciso um nível especial de talento para se liderar a liga em intercepções (ex-aequo, com oito) logo na temporada de estreia. Foi isso que conseguiu Marcus Peters, o híper talentoso cornerback dos Kansas City Chiefs. A jovem estrela defensiva juntou-se a um conjunto defensivo que já era muito e tornou-o completamente de elite. Leonard Williams, Ronald Darby ou Kwon Alexander estão também nesta luta, mas o prémio não deverá escapar a Peters.

Vencedor: Marcus Peters (Kansas City Chiefs)

 

Offensive Rookie of the Year

Tyler Lockett esteve incrível pelos Seattle Seahawks e Jameis Winston pode muito bem ter demonstrado que será o quarterback do futuro para os Tampa Bay Buccaneers. Mas este prémio pertence ao running back dos Saint Louis Rams (agora recolocados em Los Angeles), Todd Gurley. Depois de uma lesão grave que o fez perder o último ano na Universidade da Georgia, Gurley conseguiu, no seu primeiro, ser o 3º melhor em toda a liga a nível de total de rushing yards e o 5º melhor em rushing touchdowns. Um prémio muito fácil de atribuir.

Vencedor: Todd Gurley (Saint Louis Rams)

 

Defensive Player of the Year

Se os votantes tiverem mesmo uma enorme vontade de premiar os Carolina Panthers pela sua época impressionantes, podemos ser surpreendidos com uma vitória de Luke Kuechly ou Josh Norman. Mas, se tudo correr como normal (e mais justo), o prémio tem de ir para J. J. Watt, dos Houston Texans. A equipa texana conseguiu chegar aos playoffs mesmo tendo um ataque essencialmente miserável e muito disso deveu-se ao poder demolidor de Watt. Liderou a liga com 17.5 sacks e semeou o medo nas linhas ofensivas adversárias de um modo geral. A confirmar-se, será o seu 3º prémio de DPOY nos últimos quatro anos .

Vencedor: J. J. Watt (Houston Texans)

 

Offensive Player of the Year

É quase bizarro o quão parecidas foram as épocas de Antonio Brown e Julio Jones. Ambos terminaram a temporada com 136 recepções, menos 7 apenas que o recorde de 143 estabelecido por Marvin Harrison em 2002. Os 1871 passing yards de Jones são o segundo melhor total de sempre. Os 1834 de Brown são o 4º de sempre. Já Brown teve 10 touchdowns, para “apenas” 8 de Jones. Em última instância, o facto de os Pittsburgh Steelers terem conseguido chegar aos playoffs deverá ser o factor de desempate nesta muito apertada corrida.

Vencedor: Antonio Brown (Pittsburgh Steelers)

 

MVP

Até meio da temporada, a luta pelo MVP da temporada esteve muito renhida entre Cam Newton, Carson Palmer e Tom Brady. No entanto, há medida que as equipas liderados pelos outros dois mais veteranos quarterbacks foram demonstrando algumas falhas, Cam Newton foi-se tornando cada vez melhor. O sorridente líder dos Carolina Panthers foi o segundo melhor na liga em passes para touchdown, com 35, (com receivers que são, na melhor das hipóteses, medianos), só teve uma intercepção nos últimos oito jogos da época regular e teve três jogos com cinco passes para touchdown na segunda metade da temporada. Mas, para percebermos que este prémio está mais que entregue, só precisamos mesmo de ver duas coisas: que Cam liderou a sua equipa a um registo de 15 vitórias e apenas uma derrota e que foi o primeiro na história da NFL a terminar uma temporada com pelos menos 30 passes para touchdown e 10 rushing touchdowns. Números históricos, época histórica, escolha fácil.

Vencedor: Cam Newton (Carolina Panthers)

Pedro Quedas

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