August 25, 2019

Esta nossa listagem tem ‘not one, not two’ mas três partes e chegou ao seu término. Apresentamos os primus inter pares da NBA. Finalmente, podem ver quais são as equipas que vão verdadeiramente lutar pelo título. Nem todas têm as mesmas probabilidades de o fazer, claro, mas uma coisa é certa, o campeão desta época será um deste top dogs. Qual? Isso nem nenhum de nós os seis se atreve a dizer (a menos que perguntem de novo, aí dizemos com toda a certeza). Olhando para este top ten, venha o Larry O’Brien e escolha.

 

POWER RANKING: # 10

Equipa: Portland Trail Blazers

portland

General Manager: Neil Olshey

Treinador: Terry Stotts

Entradas: Chris Kaman, Steve Blake, Darius Morris, Diante Garrett

Saídas: Earl Watson, Mo Williams

Permanências: LaMarcus Aldridge, Damian Lillard, Dorrel Wright, Wesley Matthews, C.J. McCollum, Will Barton, Meyers Leonard, Victor Claver, Joel Freeland, Allen Crabbe, Thomas Robinson, Robin Lopez, Nicolas Batum

5 Inicial: Damian Lillard (guard), Wesley Matthews (guard), Nicolas Batum (forward), LaMarcus Aldridge (forward); Robin Lopez (center)

6th Man: Steve Blake

O Melhor: LaMarcus Aldridge e Damian Lillard têm mais uma temporada para crescerem juntos e construírem sobre a grande temporada que fizeram em 2014.

O Pior: A saída de Mo Williams, o 6º homem da equipa na temporada passada e que trazia poder de fogo vindo do banco; O banco da equipa é fraco e poderá pôr em causa o sucesso da equipa.

Prognóstico: Os Blazers foram uma das surpresas da temporada transacta, conseguindo atingir os playoffs quando não eram favoritos a fazê-lo. Perderam Mo Williams, um jogador importante na manobra ofensiva da equipa, tendo reforçado o banco com Steve Blake, um base seguro, mas sem a capacidade anotadora de Williams, e com Chris Kaman para reforçar o jogo interior da equipa. A equipa tem potencial para chegar aos playoffs novamente, mas tal dependerá muito da evolução do 5 inicial, nomeadamente de Aldridge e Lillard.

 

POWER RANKING: # 9

Equipa: Dallas Mavericks

Dallas Mavericks Media Day 2014-2015

General Manager: Donnie Nelson

Treinador: Rick Carlisle

Entradas: Tyson Chandler, Raymond Felton, Richard Jefferson, Charlie Villanueva, Al Faruq Aminu, Chandler Parsons, Greg Smith, Doron Lamb, Eric Griffin (undrafted), Yuki Togashi (undrafted)

Saídas: Vince Carter, Shawn Marion, José Calderon, Samuel Dalembert, Shane Larkin, Wayne Ellington

Permanências: Dirk Nowitzki, Monta Ellis, Devin Harris, Brandan Wright, Jae Crowder, Gal Mekel, Ricky Ledo

5 Inicial: Devin Harris (guard), Monta Ellis (guard), Chandler Parsons (forward), Dirk Nowitzki (forward), Tyson Chandler (center)

6th Man: Al Farouq Aminu/ Richard Jefferson

O Melhor: A volta de Tyson Chandler e a chegada de Chandler Parsons vão dar a Dirk Nowitzki alguma solidez para lutar de novo pelo título. Os jovens jogadores recrutados são uma lufada de ar fresco.

O Pior: Dirk, 36 anos, já não tem as pernas de 2011, nem tanto tempo assim à sua frente…

Avaliação: Desde 2011,  a impressão que temos é que os Mavericks procuram incessantemente a equipa que os pode voltar a levar ao topo da liga. Isto enquanto ainda têm um Dirk Nowitzki com pernas para lutar por um título! Este Verão não foi diferente, mas pode vir a dar frutos bem melhores que nos três passados. Primeiro, recuperaram o seu poste campeão,  melhor defesa da liga no ano em que se sagraram campeões,  apesar do reconhecimento ter vindo apenas no seguinte  quando já jogava em  New York. Tyson Chandler foi um elemento essencial na conquista do troféu de 2011, e vai voltar a jogar ao lado do seu colega e amigo alemão. O entendimento entre os dois é fruto de muito trabalho e anos a lutar lado a lado, e esperemos para os Mavs que ambos se mantenham saudáveis o suficiente para os voltarmos a ver a pôr mãos à obra. Chegaram também   jogadores capazes de dinamizar o jogo de Dallas: Felton e Jameer Nelson são os suplentes de Devin Harris, o que custou à equipa o experiente José Calderón. Se nenhum dos novos bases tem a capacidade de lançamento do veterano, a vinda de Chandler Parsons  traz alguma consistência ao posto de small forward, e Al Farouq Aminu é uma contratação inteligente , já que o jovem nigeriano tem uma boa margem de progressão, e dá mostras de uma combatividade de que os Mavs vão precisar. Assim até custa menos aceitar a saída de Vince “The Veteran” Carter para os Grizzlies. Com esta profundidade de banco, só se pode desejar que os veteranos se aguentem bem, que Nowitski volte a fazer uma grande temporada, e que os jovens sob o comando do coach Carlisle consigam dar o seu melhor para voltar a pôr os Mavericks no mapa de favoritos da Conferência Oeste. E podemos contar com Mark Cuban para fazer o espectáculo fora do campo, seja com os seus comentários mais ou menos agradáveis sobre os adversários, seja pelos cheques exorbitantes que pode (e vai, se necessário) assinar para levar os seus a mais um anel.

 

POWER RANKING: # 8

Equipa: Memphis Grizzlies

Memphis Grizzlies Media Day

General Manager: Chris Wallace

Treinador: Dave Joerger

Entradas: Vince Carter, Jordan Adams (#22 draft pick), Jarnell Stokes (#35 draft pick)

Saídas: Mike Miller, James Johnson, Ed Davis

Permanências: Mike Conley, Tony Allen, Tayshaun Prince, Udrih, Nick Calathes, Courtney Lee, Jon Leuer, Kosta Koufos Zach Randolph, Marc Gasol, Quincy Pondexter

5 Inicial: Mike Conley (guard), Tony Allen (guard), Tayshaun Prince (forward), Zach Randolph (forward), Marc Gasol (center)

6th Man: Quincy Pondexter

O Melhor: Zach Randolph e Marc Gasol são a dupla de interiores mais subestimada da liga, apesar das provas que já deram da sua qualidade. Que continue assim, e voltam a “surpreender” os mais distraídos.

O Pior: Z-Bo não rejuvenesce, e se Vince Carter é um bom reforço, é-o para agora, não para o futuro…

Avaliação: Os Grizzlies são uma equipa sólida. Marc Gasol, Zach Randolph, Tony Allen, Quincy Pondexter, Beno Udrih… Se nos últimos playoffs levaram os Thunder a 7 jogos, nos anteriores chegaram à final de conferência. Com a saída de Mike Miller, entrou Vince Carter e o seu lançamento eficaz, essencial para afastar as defesas e abrir ainda mais o caminho do aro para os interiores potentes desta equipa. O Rookie Jordan Adams é também uma aposta interessante como atirador. Com um Z-Bo em plena posse dos seus meios físicos (e psicológicos, já que a sua tendência para se “enervar” tem custado à equipa algumas vitórias importantes), com um Marc Gasol a atingir o seu pleno potencial, está na hora de Memphis dar o salto necessário para voltar a uma final de conferência, e quem sabe, ter outro desfecho…

 

POWER RANKING: # 7

Equipa: Houston Rockets

Houston Rockets Media Day

General Manager: Daryl Morey

Treinador: Kevin McHale

Entradas: Trevor Ariza, Jason Terry, Kostas Papanikolaou, Joey Dorsey, Ish Smith, Jeff Adrien, Clint Capela (#25 draft pick), Nick Johnson (undrafted

Saídas: Chandler Parsons, Jeremy Lin, Omer Asik, Omri Casspi, Jordan Hamilton

Permanências: Dwight Howard, James Harden, Patrick Beverley, Terrence Jones, Troy Daniels, Isaiah Canaan, Donatas Motiejunas, Francisco Garcia

5 Inicial: Patrick Beverley (guard), James Harden (guard), Trevor Ariza (forward), Terrence Jones (forward), Dwight Howard (centrer)

 6th Man: Jason Terry

O Melhor: um dos jogadores fisicamente mais dominantes da liga, e um Harden sempre capaz de incendiar uma partida ofensivamente.

O Pior: este Big Two mostrou-nos os seus limites o ano passado. Este ano, com um banco mais pobre, será que fazem melhor?…

Avaliação: Os Houston Rockets devem estar à beira de um ataque de nervos. Depois de um verão de caça intensiva a free agents de calibre para constituir um big three com Howard e Harden, o balanço não foi tão positivo. Carmelo ficou em New York, e Bosh, seguramente melindrado pela reputação de DH12, decidiu ficar em Miami e assumir ENFIM um papel de primeiro plano. É que este verão, ele mandou um “aviso” a Kevin Love a dizer que jogar com LeBron não seria fácil, o que diz muito sobre a maneira como ele viveu a experiência dos ‘Three Amigos’. NO MORE, disse o power forward. Sobretudo porque Howard e Harden não parecem ser o tipo de jogadores que partilham a luz. Assim como não veio nenhum big shot capaz de os transformar em candidatos naturais ao título, também se foram peças essenciais do banco. Jeremy Lin foi ali ver o que se passa na Cidade dos Anjos, Omer Asik foi para os Pelicans onde a sua experiência ao lado de Anthony Davis vai ser preciosa, e o Chandler Parsons foi para os Mavs, depois de os Rockets o terem deixado tornar-se restricted free agent. Resultado das apostas: Houston saiu mais debilitado deste verão, e se o Dwight Howard não assumir o dominio que lhe prevê o seu mentor Hakeem Olajuwon, avançamos a passos largos para um novo ‘Dwightmare’…

 

POWER RANKING: # 6

Equipa: Golden State Warriors

NBA: Golden State Warriors-Media Day

General Manager: Bob Myers

Treinador: Steve Kerr

Entradas: Leandro Barbosa, Shaun Livinston, Brando Rush, Justin Holiday

Saídas: Steve Blake, Hilton Armstrong, Aaron Craft, Jason Kapono, James McAdoo, Mitchell Watt

Permanências: Harrison Barnes, Andrew Bogut, Stephen Curry, Festus Ezeli, Draymond Green, Andre Igoudala, Ognjen Kuzmic, David Lee, Nemanja Nedovic, Marreese Speights, Klay Thompson

5 Inicial:  Stephen Curry (guard), Klay Thompson (guard), Andre Igoudala (forward), David Lee (forward), Andrew Bogut (center)

6th Man: Shaun Livinston

O Melhor: A equipa manteve todos os jogadores do 5 inicial do ano passado.

O Pior: O banco é curto para se assumirem como candidatos ao título. A inexperiência do treinador.

Avaliação: A grande expectativa em torno dos Warriors este ano é ver o que vai mudar da era de Mark Jackson para a do totalmente inexperiente (na função) Steve Kerr. Toda a gente sabe que Mark era venerado pelos seus atletas que nem reagiram bem à sua saída, sobretudo, a principal estrela da equipa, Stephen Curry. Bob Myers teve uma aposta de risco ao substituir o carismático treinador por Steve Kerr, um inexperiente na matéria que recusou ser o front man do Zen Master junto ao Atlântico, para fazer do Pacífico o seu oceano natal. Ganha em liberdade, mas pode pesar a responsabilidade de suceder a um treinador que parece ter tirado o máximo que é possível tirar de jogadores bons, mas irregulares, como é o caso de Iggy ou de David Lee. O facto de estar na competitiva conferência Oeste e numa divisão nada fácil (há alguma deste lado da América?) podem ajudar ainda menos. Sobretudo, esta equipa vai até onde o número de triplos dos Splash Brothers a conseguir levar, até porque o banco é curto para aspirar a algo melhor que umas meias-finais de conferência.

 

POWER RANKING: # 5

Equipa: Chicago Bulls

Chicago

General Manager: Gar Forman

Treinador: Tom Thibodeau

Entradas: Pau Gasol, Doug McDermott (#11 draft pick), Nikola Mirotic, Aaron Brooks, E’Twaun Moore, Cameron Bairstow (#49 draft pick)

Saídas: Carlos Boozer, D.J. Augustin, Mike James, Ronnie Brewer, Jimmer Fredette, Lou Amundson

Permanências: Derrick Rose, Jimmy Butler, Joakim Noah, Taj Gibson, Mike Dunleavy, Kirk Hinrich, Tony Snell, Nazr Mohammed

5 Inicial: Derrick Rose (guard), Jimmy Butler (guard), Mike Dunleavy (forward), Pau Gasol (forward), Joakim Noah (center)

6th Man: Taj Gibson

O Melhor: O Re-regresso do menino-prodígio.

O Pior: O fantasma das lesões.

Avaliação: Os Bulls são já há uns anos candidatos ao título. Mas a lesões constantes, primeiro do Noah, Deng e mais recentemente do seu MVP Derrick Rose, têm tornado impossível essa missão. Ainda assim, todos os anos os desfalcados planteis têm lutado com todas as forças e vão sempre mais longe do que toda a gente pensa ser possível. O que se tem tornado óbvio é que a raça não chega. O ano passado foi evidente nos playoff a falta que Rose e Deng (trocado a meio da época) faziam. Esse foi o foco principal da offseason de Chicago. À excelente defesa, faltava adicionar poder de fogo. Para além do regresso de Rose, os esforços viraram-se para recrutar o Carmelo Anthony. Mas Carmelo ficou mesmo por New York. Se era quase certo que era o jogador perfeito para substituir Deng, para o conseguir, era provável que pelo caminho se perdessem jogadores com grande potencial como Butler ou Gibson. Na verdade o plano B pode bem ser melhor no futuro de Chicago. Não perderam essas pérolas e adicionaram Pau Gasol, o rookie Doug McDermott (McBuckets para os amigos) e o Nikola Mirotic que vinha brilhando ao serviço do Real Madrid. Os Bulls conseguem assim um dos planteis com maior profundidade. Com Gasol, Noah, Gibson e Mirotic, Chicago fica com um dos frontcourts mais fortes da liga que vai reduzir o número de minutos jogados pelos titulares. Isto vai permitir que Noah, por exemplo, chegue com força aos playoff. No rookie, parece terem acertado em cheio. McDermott é um atirador de grande qualidade, mas é também um jogador que tem cultura de basket. Sabe o que está a fazer em campo. Vai começar o ano provavelmente a sair do banco, mas não me espantaria que no fim da época já esteja no cinco inicial. É certamente uma questão de tempo. Se esta equipa consegue um ano sem lesões, vai ser, sem dúvida, um dos candidatos ao título. Falta saber se vão ter essa sorte. Uma coisa é certa. Muita reza vai ser feita para que não seja preciso um re-re-return.

 

POWER RANKING: # 4

Equipa: Oklahoma City Thunder

oklahoma

General Manager: Sam Presti

Treinador: Scott Brooks

Entradas: Anthony Morrow, Sebastian Telfair, Mitch McGary, Talib Zanna, Richard Solomon (undrafted)

Saídas: Caron Butler, Thabo Sefolosha, Hasheem Tabeet, Derek Fisher (retirado)

Permanências: Kevin Durant (lesionado), Russell Westbrook, Kendrick Perkins, Nick Collison, Perry Jones, Serbe Ibaka, Grant Jerrett, Jeremy Lamb, Steven Adams, Reggie Jackson, Andre Robertson e Lance Thomas

5 Inicial: Russell Westbrook (guard), Reggie Jackson (guard), Kevin Durant (forward), Serge Ibaka (forward), Kendrick Perkins (center)

6th Man: Anthony Morrow

O Melhor: A evolução de Kevin Durant, Russell Westbrook e Serge Ibaka enquanto núcleo da equipa, fazendo com que não haja sobressaltos entre temporadas e que as ideias de jogo da equipa se mantenham inalteradas.

O Pior: A manutenção de Scott Brooks no banco e de Kendrick Perkins no 5 inicial (provavelmente) e a lesão de Kevin Durant.

Avaliação: Mais uma temporada em que os dirigentes dos Thunder preferiram apostar na manutenção do plantel e equipa técnica, talvez desperdiçando uma boa oportunidade de reforçar o plantel para levar os Thunder a um patamar mais elevado e conseguir chegar ao tão ambicionado título para Durant e Westbrook. Scott Brooks, pelo que se percebeu nas 2 últimas temporadas, já atingiu o seu pico enquanto treinador, pelo que talvez fosse hora de uma mudança para um treinador que (também ele) conseguisse levar esta equipa a um novo patamar de qualidade. A lesão de Kevin Durant (pé partido) fará com que este perca, pelo menos, as 2 primeiras semanas da temporada regular, pelo que Westbrook e os restantes Thunder, terão a oportunidade de mostrar que conseguem ganhar sem o seu melhor jogador.

 

POWER RANKING: # 3

Equipa: Los Angeles Clippers

clipers

General Manager: Dave Wohl

Treinador: Doc Rivers

Entradas: CJ Wilcox (#28 draft pick), Chris Douglas-Roberts, Jordan Farmar, Spencer Hawes, Ekpe Udoh, Jared Cunnigham

Saídas: Darren Collison, Danny Granger, Ryan Hollins, Jared Dudley

Permanências: Matt Barnes, Reggie Bullock, Jamal Crawford, Blake Griffin, DeAndre Jordan, Chris Paul, J.J. Redick, Glen Davis, Hedo Turkoglu,

5 Inicial:  Chris Paul (guard), J.J. Redick (guard), Matt Barnes (forward), Blake Griffin (forward), DeAndre Jordan (center)

6th Man: Jamal Crawford

O Melhor: Um dos melhores 5 iniciais da liga. Um dos melhores 6th men da liga (provavelmente o melhor). Um dos melhores treinadores da liga (que acumula com as funções de presidente da equipa). Automáticos candidatos ao título.

O Pior: Tudo o que os Clippers têm de bom, já o tinham o ano passado e ainda assim não foi suficiente para passarem as meias-finais de conferência.

Avaliação: ‘The time is now’. ‘We are ready’. Estes têm sido alguns dos slogans dos Clippers nos últimos anos. Apelos de que a equipa está finalmente pronta a assumir-se como, a melhor do seu pavilhão (que partilha como os LA Lakers), a melhor do seu estado, a melhor da sua conferência e, finalmente, a melhor da NBA. Todos os anos parecem ser “o ano dos Clippers” mas parece haver sempre qualquer coisa que corre mal. O ano passado, quando nada o faria prever, a meio da primeira ronda dos playoffs foram abalados pelo escândalo racial do seu antigo proprietário. De repente, os olhos da NBA e do mundo estavam virados para Los Angeles, pelos piores motivos e por motivos completamente alheios aos jogadores. Uma eliminatória contra os Warriors que parecia no papo, vacilou, os jogadores acusaram a pressão de ter de jogar para um proprietário da equipa racista. Jogaram sob protesto. Conseguiram passar às meias-finais onde sucumbiram expectavelmente e, diga-se, sem que os próprios tenham tido sequer pena, tamanha foi a situação em que se viram. Treinador e jogadores ameaçaram não voltar a vestir aquele equipamento de Donald Sterling não abdicasse do controlo da equipa. Este ano, com novo homem ao leme, parecem não haver mais desculpas. É uma das equipas mais experientes da liga, também uma das mais espetaculares (não se ganha o epíteto de lob city à toa), com uma das mais experientes e mais bem preparadas equipas técnicas, não há volta a dar, será mesmo o ano dos Clippers. The time is now. They are ready… a menos que… a menos que, aconteça algo imprevisível que tornasse impossível qualquer hipótese de sucesso por parte desta equipa, o que seria bastante improvável, se não estivéssemos a falar dos Clippers.

 

POWER RANKING: # 2

Equipa: Cleveland Cavaliers

Cleveland Cavaliers Media Day

General Manager: David Griffin

Treinador: David Blatt

Entradas: LeBron James, Kevin Love, Shawn Marion, Mike Miller, Joe Harris (#33 draft pick), Brendan Haywood, A.J. Price, Alex Kirk (undrafted), James Jones, Chris Crawford (undrafted), Shane Edwards, Stephen Holt (undrafted)

Saídas: Luol Deng, Spencer Hawes, Anthony Bennett, Tyler Zeller, Jarrett Jack, C.J. Miles, Alonzo Gee, Sergey Karasev

Permanências: Kyrie Irving, Dion Waiters, Anderson Varejão, Tristan Thompson, Matthew Dellavedova

5 Inicial: Kyrie Irving (guard), Dion Waiters (guard), LeBron James (forward), Kevin Love (forward), Anderson Varejão (center)

6th Man: Tristan Thompson

O Melhor: O Rei regressa a casa.

O Pior: O possível arrependimento de ter trocado o puto Wiggins.

Avaliação: O verão não podia ter corrido melhor para os lados de Cleveland.

O ano passado o jovem plantel dos Cavs onde já se via potencial, tinha mais uma vez a escolha numero 1 do draft. Ao já all-star Kyrie Irving e às promessas Waiters e Thompson, podiam juntar outra futura estrela. Mas o que aconteceu foi que Anthony Bennett fez uma das piores épocas de um número 1 na história da NBA. E isso parece ter passado para os outros três que acabaram por ter uma época bem abaixo das suas potencialidades. Resultado: os Cavs numa serie de sorte nunca vista, tiveram novamente a escolha número um. Como se não fosse o suficiente, Lebron James decide levar os seus talentos de volta para Cleveland. De repente os perdidos Cavs eram candidatos ao título. Tão simples como isso. Escolheram com a sua primeira escolha (numa altura em que ainda não era conhecida a decisão do regresso) o promissor Andrew Wiggins. Os Cavs tinham quatro números 1 do draft no plantel. Mas não satisfeitos com isso, foram atrás de um dos jogadores mais cobiçados do mercado. E conseguiram. Kevin Love chegou em troca do puto Wiggins e da desilusão Bennett. O cinco de Cleveland fica obviamente muito forte, e transforma-o imediatamente em candidato ao título. O único senão é mesmo a falta de banco, que numa época longa pode custar alguns jogos e pode ser um problema face a equipas como os Spurs ou os Bulls que têm planteis bem mais profundos. Fica também no ar, o possível arrependimento por terem abdicado do puto prodígio. Mas isso só o futuro dirá.

 

POWER RANKING: # 1

Equipa: San Antonio Spurs

san antonio

General Manager: RC Bufford

Treinador: Gregg Popovich

Entradas: Kyle Anderson (#30 draft pick)

Saídas: Damien Jones

Permanências: Parker, Danny Green, Kawhi Leonard, Tim Duncan, Tiago Splitter, Manu Ginobili, Cory Joseph, Patty Mills, Marco Belinelli, Boris Diaw, Jeff Ayres, Aron Baynes, Matt Bonner

5 Inicial: Tony Parker (guard), Danny Green (guard), Kawhi Leonard (forward), Tim Duncan (forward), Tiago Splitter (center)

6th Man: Manu Ginobili

O Melhor: A máquina está no seu auge, os jogadores encontram-se de olhos fechados, o treinador sabe como motivar cada elemento, Tony Parker está cada vez mais maduro a conduzir a equipa, Duncan não parece sofrer com o tempo, Kawhi Leonard parece pronto a subir mais um degrau, Boris Diaw continua a espalhar magia saído do banco…

O Pior: A idade. Como era no ano passado. E no anterior. E no anterior. E no anterior… (ainda há quem acredite nisso?)

Avaliação: Pouco há a dizer sobre a máquina que são estes Spurs depois da demonstração da temporada passada. 62 vitórias, 19 delas consecutivas, playoffs exemplares (uma só série a 7 jogos contra os Mavs. Blazers: 5; Thunder: 6; Miami: 5), uma vitória merecida sobre o favorito absoluto que era o campeão em título, uma revanche digna dos melhores cenários de Hollywood, e no fim, um colectivo ao serviço do belo jogo, um basket eficaz e terrivelmente sedutor, com Tony Parker, Kawhi Leonard, Manu Ginobili, Danny Green, Patty Mills, Tiago Splitter, Matt Bonner, Marco Belinelli, Boris Diaw… e o eterno, inoxidável, sempre presente, quase quadragenário Tim Duncan. É quase impossível dizer qual destes jogadores teve o menor papel neste título, pois todos eles tiveram a sua parte a tocar nesta sinfonia sem falhas que foi a temporada 2013/14 dos Spurs. Por isso, e porque conseguiram manter o núcleo de jogadores responsáveis por esta grande demonstração (durou o ano todo, e teve a apoteose que sabemos!), e porque nada nos parece capaz de contrariar a mestria do coach Pop’, e porque o General Manager tem sido incansável nos seus esforços de manter a equipa ao máximo intocada, adicionando quando necessário algumas peças para manter a máquina oleada, não quero acreditar para já no declínio desta equipa. Tenho para mim que vão recomeçar a temporada ao seu ritmo, gerindo os corpos, os tempos de jogo e a habilidade de cada um quando necessário, para no final, nos darem mais uma temporada como a passada. E porque não acabar com mais um título?

 

Outros capítulos da saga:

Capítulo 1: ‘Estás a milhas, meu!’ (do #30 ao #21)

Capítulo 2: ‘Nem assim, nem assado’ (do #20 ao #11)

 

Pedro Filipe

No Comments

Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE