December 15, 2017

 

Os Celtics estão mais fortes ou mais fracos que o ano passado, agora que têm um cinco inicial de excelência mas não têm banco? Por que raio estão os Bulls a mimicar o que os Knicks fizeram nos últimos tempos? O apetrechado banco de Cleveland é suficiente para serem melhores que os Golden State Warriors? O Greek Freak pode ser um candidato a MVP? Quantos jogos vão ser necessários até que a escolha #1 do draft deste ano, que como sempre está em Philly, se lesione? Os Golden State vão mesmo ganhar isto com uma perna/mão às costas? Quem vai conduzir a bola em Houston, CP3 ou Harden? Por falar em levar a bola, e em Oklahoma qual dos três ball hoggers vai abdicar dos seus 20 lançamentos por jogo para que os outros dois os possam fazer? Devemos escrever “o acesso ao playoff” ou “o acesso aos playoffs”? O Teodosic vai ser mesmo tudo o que os Europeus esperam que seja ou vai ser apenas mais um Ricky Rubio? Em Minnesota devia mudar o seu nickname para TimberBulls? É desta que o Cousins e o Davis voltam a mostrar que se pode ser bom apostando em gajos grandes? É finalmente este ano que os Spurs provam ao mundo que o envelhecimento não é selectivo e calha a todos?

 

 

Estas são apenas algumas das perguntas que assombram treinadores, jogadores e adeptos da melhor liga desportiva do mundo, a NBA. Como todos os anos acontece reunimos cinco dos nossos bruxos de serviço (O Nhaga Pedro Filipe, o Nhaga Pedro Quedas, o Nhaga André Simões, o Nhaga Mauro Pedrosa e o Nhaga Lucas Niven) para tentar encontrar as respostas e dar o seu parecer sobre o futuro das 30 equipas que compõe a liga de basquetebol americana, num verdadeiro countdown que começa na pior equipa e acaba no futuro campeão.


 

#30 Chicago Bulls

 

Dono da equipa: Jerry Reinsdorf

General Manager: Gar Forman

Treinador: Fred Hoiberg

Entradas: Kris Dunn, Jarell Eddie, Justin Holiday, Bronson Koenig (undrafted rookie), Zach LaVine, Lauri Markkanen (pick #7 do draft), David Nwaba, Quincy Pondexter, Diamond Stone, Ryan Arcidiacono (undrafted rookie), Antonio Blakeney (undrafted rookie)

Saídas: Jimmy Butler, Isaiah Canaan, Michael Carter-Williams, Joffrey Lauvergne, Anthony Morrow, Rajon Rondo, Dwyane Wade

Permanências: Cristiano Felicio, Jerian Grant, Robin Lopez, Nikola Mirotic, Cameron Payne, Bobby Portis, Denzel Valentine, Paul Zipser

5 Inicial: Kris Dunn (guard), Zach LaVine (guard), Nikola Mirotic (forward), Lauri Markkanen (forward), Robin Lopez (center)

6th Man: Justin Holiday (forward)

O Melhor: Chicago, pela primeira vez desde há alguns anos, não tem a pressão de ganhar. E isso, parecendo que não, pode ser a grande vantagem desta temporada. Finalmente a equipa percebeu que depois da confirmação que Rose não voltaria à condição de MVP, o caminho a seguir era o do rebuild. Assim operou uma revolução que, apesar de ir no caminho certo, teve várias decisões para lá de questionáveis, como por exemplo, vender por 3M a sua segunda escolha no draft… Mas feita que está a “limpeza”, o objectivo é descobrir entre a juventude que ficou ou chegou, jogadores que possam evoluir para titulares ou jogadores de rotação relevantes. Se Chicago descobrir 3 ou 4 que entrem nessa categoria, pode-se considerar uma época positiva.

O Pior: Lauri Markkanen dar em flop. Isto seria a pior das possibilidades para os Bulls. É de longe o jogador com mais potencial no plantel e veio juntamente com Dunn e LaVine de Minnesota na troca com Jimmy Butler. Também no resto deste pack a coisa pode correr mal. LaVine vem com uma lesão que se não recupera totalmente, será um problema. E ainda Dunn pode ser mais um no rol de bases com potencial desperdiçado que os Bulls têm contratado após a saída de Rose.

Expectativas: O fundo da tabela será o normal para esta equipa. Do plantel apenas Lopez tem experiência considerável (9) e para além de Holiday (4) e Pondexer (5) que nem terá grande relevância na rotação. Todo o resto do plantel tem 3 ou menos anos de NBA, pelo que se torna impossível exigir vitórias. Na verdade ficar no fundo é bem possível a melhor coisa que pode acontecer a esta equipa, já o draft do próximo ano será o último em que as três equipas com pior recorde têm odds mais elevadas de conseguir a primeira escolha. Dar espaço para a juventude jogar e aprender com os erros, será a palavra de ordem.


 

#29 Atlanta Hawks

 

Dono da Equipa: Antony Ressler

General Manager: Travis Schlenk

Treinador: Mike Budenholzer

Entradas: Luke Babbitt, Marco Belinelli, Nicolás Brussino , John Collins (pick #19 do draft), Quinn Cook, Dewayne Dedmon, Tyler Dorsey (pick #41 do draft), Jeremy Evans, Josh Magette (undrafted rookie), Miles Plumlee

Saídas: José Manuel Calderón, Mike Dunleavy, Tim Hardaway Jr., Dwight Howard, Kris Humphries, Ryan Kelly, Paul Millsap, Thabo Sefolosha

Permanências: Kent Bazemore, DeAndre’ Bembry, Malcolm Delaney, Ersan Ilyasova, Mike Muscala, Taurean Prince, Dennis Schröder

5 Inicial: Dennis Schröder (guard), Kent Bazemore (guard), Taurean Prince (forward), Ersan Ilyasova (forward), Dewayne Dedmon (center)

6th Man: DeAndre’ Bembry

O Melhor: A avaliar pelos gritos de júbilo que todo o resto do plantel dos Hawks deu quando teve notícias da sua troca para os Hornets (de acordo com relatos dos media), a saída de Dwight Howard poderá ser vista como um dos pontos mais positivos desta offseason. Será também uma época importante no que diz respeito a abandonar a mediocridade dos tempos recentes e dar mais tempo aos jovens para desenvolver enquanto preparam o futuro.

O Pior: Esta equipa vai ser má. Muito má, mesmo. O maior talento que sobra na equipa é Dennis Schröder – e isso já era uma realidade um pouco assustadora mesmo antes de ele ser acusado de agressão e arriscar-se a ser suspenso. Outro grande problema é que, se não é possível ganhar, ao menos deves estar a encaminhar a tua filosofia de jogo no sentido correto. Hoje em dia, isso significa pace and space. E, embora os Hawks não sejam os piores nesse sentido, Schröder, Bazemore, Prince, Ilyasova e Dedmon não inspiram grande confiança de dinamismo no ataque.

Avaliação: Mike Budenholzer é um excelente treinador. Acima de tudo, é especialmente brilhante a fazer a sua equipa jogar como um colectivo unificado, em que todas as peças da engrenagem sabem o que fazer para a máquina funcionar. Mas é muito complicado fazer milagres sem talento. Quem sabe se Schröder não vai dar um pulo gigante na sua evolução? Talvez Taurean Prince continue a mostrar o talento que vislumbrou o ano passado ou Kent Bazemore recupere da desilusão de 2016-17 e comece a justificar o contrato que Atlanta lhe deu. O problema? Mesmo que tudo isso aconteça, não fará muito mais que estragar a possibilidade dos Hawks de conseguirem uma pick de topo no próximo draft. É bom que os fãs de Atlanta se comecem a preparar para uma época muito longa.


#28 Brooklyn Nets

 

Dono da equipa: Mikhail Prokhorov

General Manager: Sean Marks

Treinador: Kenny Atkinson

Entradas: Jarrett Allen (pick #22 do draft), DeMarre Carroll, Allen Crabbe, Timofey Mozgov, Yakuba Ouattara (undrafted rookie), D’Angelo Russell, Jacob Wiley (undrafted rookie), Tyler Zeller

Saídas: Randy Foye, Archie Goodwin, Justin Hamilton, Brook Lopez, K.J. McDaniels, Andrew Nicholson

Permanências: Quincy Acy, Trevor Booker, Joe Harris, Rondae Hollis-Jefferson, Sean Kilpatrick, Caris LeVert, Jeremy Lin, Isaiah Whitehead, Spencer Dinwiddie

5 Inicial: Jeremy Lin (guard), D’Angelo Russell (guard), Trevor Booker (forward), DeMarre Carroll (forward), Timofey Mozgov (center)

6th Man: Allen Crabbe (center)

O Melhor: Timofey Mozgov já tem com quem falar na sua língua natal, o russo, que agora tem quem o perceba [o dono do clube].

O Pior: … Tudo o resto.

Expectativas: A sério, nem a adição ao plantel de um jogador sólido como DeMarre Carroll pode alterar o facto de serem muito maus e de ainda não se ver um rumo, ou uma estratégia que possa alterar isso no curto/médio prazo.


#27 Sacramento Kings

 

 

Dono da equipa: Vivek Ranadive

General Manager: Vlade Divac

Treinador: Dave Joerger

Entradas: Bogdan Bogdanovic (rookie proveniente da Europa), Vince Carter, Jack Cooley, De’Aaron Fox (pick #5 do draft), Harry Giles (pick #20 do draft), George Hill, Justin Jackson (pick #15 do draft), Frank Mason III (pick #34 do draft), Zach Randolph, JaKarr Sampson

Saídas: Arron Afflalo, Darren Collison, Tyreke Evans, Langston Galloway (DET), Rudy Gay, Ty Lawson, Ben McLemore

Permanências: Willie Cauley-Stein, Buddy Hield, Kosta Koufos, Skal Labissiere, Georgios Papagiannis, Malachi Richardson, Garrett Temple

5 Inicial: De’Aaron Fox (guard), Buddy Hield (guard), Bogdan Bogdanovic (forward), Zach Randolph (forward), Willie Cauley-Stein (center)

6th Man: George Hill (guard)

O Melhor: A possibilidade de ver Willie Cauley-Stein continuar a sua evolução no caminho para ser um dos melhores big men da liga, e agora com mais responsabilidades ofensivas. Terem-se, finalmente, livrado do temperamento inconstante de DeMarcus Cousins.

O Pior: Ter perdido o poste mais talentoso da liga: DeMarcus Cousins.

Expectativas: Sim, as duas análises anteriores são tão esquizofrénicas como o próprio DaMarcus, um jogador que tem tanto de talentoso como de insuportável, e no qual o front office de Sacramento apostou forte tentando construir à sua volta, durante demasiado tempo, apetrechando-o de colegas de qualidade, mais ou menos, comprovada, como Rudy Gay, Ty Lawson, Rajon Rondo, entre outros. Finalmente cansaram-se, trocaram DaMarcus a meio da época para New Orleans, trocaram agora o resto dos seus jogadores mais valiosos e fizeram um reboot. Vem aí mais uma boa pick.


#26 New York Knicks

 

Dono da equipa: Jim Dolan

General Manager: Steve Mills

Treinador: Jeff Hornacek

Entradas: Michael Beasley, Damyean Dotson (pick #44 do draft), Tim Hardaway Jr., Jarrett Jack, Enes Kanter, Luke Kornet (rookie rookie), Doug McDermott, Frank Ntilikina (pick #8 do draft), Ramon Sessions

Saídas: Carmelo Anthony, Justin Holiday, Maurice Ndour, Marshall Plumlee, Chasson Randle, Derrick Rose, Sasha Vujacic

Permanências: Ron Baker, Willy Hernangómez, Mindaugas Kuzminskas, Courtney Lee, Joakim Noah, Kyle O’Quinn, Kristaps Porzingis, Lance Thomas

5 Inicial: Ramon Sessions (guard), Tim Hardaway Jr. (guard), Doug McDermott (forward), Kristaps Porzingis (forward), Enes Kanter (center)

6th Man: Joakim Noah (center)

O Melhor: Livraram-se de dois pesos pesados que impediram durante tempo a mais que a equipa se reconstroi-se: Phil Jackson e Carmelo Anthony. Ver PorzinGod assumir as rédeas do jogo e evoluir em toda a sua plenitude.

O Pior: Ainda vai demorar algum tempo até que a equipa do maior market dos Estados Unidos volte a ser uma força dominante.

Expectativas: Quando o Enes Kanter é o jogador mais bem pago da tua equipa sabes o que podes esperar de bom da temporada: absolutamente nada. Talvez apenas ter a esperança que o francês Frank Ntilikina seja um achado tão bom como foi Porzingis há dois anos. Yay the Knicks!


#25 Phoenix Suns

 

 

Dono da equipa: Robert Sarver

General Manager: Ryan McDonough

Treinador: Ear Watson

Entradas: Troy Daniels, Josh Jackson (pick #4 do draft), Mike James (undrafted rookie), Alec Peters (pick #54 do draft), Davon Reed (pick #32 do draft)

Saídas: Leandro Barbosa, Elijah Millsap, Ronnie Price

Permanências: Dragan Bender, Eric Bledsoe, Devin Booker, Tyson Chandler, Marquese Chriss, Jared Dudley, Brandon Knight, Alex Len, Tyler Ulis, T.J. Warren, Alan Williams, Derrick Jones Jr.

5 Inicial: Eric Bledsoe (guard), Devin Booker (guard), T.J. Warren (forward), Marquese Chriss (forward), Tyson Chandler (center)

6th Man: Brandon Knight (guard)

O Melhor: Dragan bender, Devin Booker, Marquesse Chriss, Alex Len, Tyler Ulis e T.J. Warren, são jogadores jovens (entre 1 e 3 anos de NBA) com um potencial de afirmação considerável.

O Pior: Apesar de poderem vir a ter um futuro algo promissor isso de pouco vale no imediato numa conferência lotada de grandes equipas como é o caso da conferência Oeste.

Expectativas: Teria de haver um surto de lesões mais contagioso que a peste negra para que os Suns tivessem verdadeiras hipóteses de brilhar e lutar por um lugar de acesso aos playoffs. Prevê-se uma época tranquila e uma boa pick para o ano.


#24 Orlando Magic

 

 

Dono da equipa: Richard DeVos

General Manager: John Hammond

Treinador: Frank Vogel

Entradas: Arron Afflalo, Khem Birch (undrafted rookie), Jonathan Isaac (pick #6 do draft), Wesley Iwundu (pick #33 do draft), Kalin Lucas, Shelvin Mack, Adreian Payne, Jonathon Simmons, Marreese Speights

Saídas: Patricio Garino, Marcus Georges-Hunt, Jeff Green, Jodie Meeks, C.J. Watson, Stephen Zimmerman

Permanências: D.J. Augustin, Bismack Biyombo, Evan Fournier, Aaron Gordon, Mario Hezonja, Elfrid Payton, Terrence Ross, Nikola Vucevic, Damjan Rudez

5 Inicial: Elfrid Payton (guard), Terrence Ross (guard), Evan Fournier (forward), Aaron Gordon (forward), Nikola Vucevic (center)

6th Man: Jonathon Simmons

O Melhor: Quando olhamos individualmente para cada um dos principais jogadores no plantel dos Magic, é inegável que há ali qualidade. Elfrid Payton mostrou finalmente algum do seu potencial nos últimos jogos da temporada passada, Evan Fournier e Nikola Vucevic são belíssimos marcadores de pontos e, após a experiência falhada com Ibaka, Aaron Gordon vai finalmente jogar a tempo inteiro a power forward, a sua posição natural. Com a escolha de Jonathan Isaac na 6ª escolha, conseguiram também mais um jogador versátil – tanto na defesa como no ataque.

O Pior: Quem são os Orlando Magic? Que equipa querem ser? Com a chegada do novo general manager, há esperança de mudança junto dos fãs dos Magic, mas para já esta é uma equipa completamente sem rumo. E mesmo os jogadores com potencial, ameaçam mostrá-lo a cada ano que passa, mas nunca acontece. Mais ainda, seria melhor para os Magic que fossem piores. Porque, de momento, estão em terra de ninguém. Não têm grandes expectativas de lutar pelos playoffs, mas também não são maus o suficiente para competir por uma boa posição no próximo draft. Que é onde ninguém quer estar.

Avaliação: Este vai ser um ano de avaliação em Orlando. Mais do que estarem necessariamente preocupados com vitórias e derrotas, os Magic querem saber antes com que jogadores podem contar para o futuro. Será que Aaron Gordon tem potencial para se tornar uma estrela, ou não passará de um role player acima da média. Será que Payton vai aprender a lançar ou Vucevic aprender a defender? E quando é que chegará o momento de recambiar Hezonja de volta para a Europa? A grande estrela do futuro provavelmente ainda estará por chegar, mas é crucial perceber que equipa se vai montar à sua volta.


#23 Indiana Pacers

 

 

Dono da equipa: Herbert Simon

General Manager: Kevin Pritchard

Treinador: Nate McMillan

Entradas: Ike Anigbogu (pick #47 do draft), Bojan Bogdanovic, Darren Collison, DeQuan Jones, Cory Joseph, T.J. Leaf (pick #18 do draft), Ben Moore (undrafted rookie), Victor Oladipo, Alex Poythress, Domantas Sabonis, Edmond Sumner (pick #52 do draft), Jarrod Uthoff, Damien Wilkins

Saídas: Lavoy Allen, Aaron Brooks, Rakeem Christmas, Monta Ellis, Paul George, C.J. Miles, Georges Niang, Kevin Seraphin, Jeff Teague

Permanências: Al Jefferson, Glenn Robinson III, Lance Stephenson, Myles Turner, Joseph Young, Thaddeus Young.

5 Inicial: Darren Collison (guard), Victor Oladipo (guard), Bojan Bogdanovic (forward), Thaddeus Young (forward), Myles Turner (center)

6th Man: Domantas Sabonis (forward)

O Melhor: Os Pacers viram-se obrigados a trocar o seu franchise player Paul George. Mas a razão porque falamos disto neste tópico, é porque o front office foi extremamente competente a dar a volta à situação. Conseguir trazer Oladipo, Sabonis, Joseph, Bogdanovic e Collison (estes dois últimos com apenas mais dois anos de contrato), dá uma rotação bastante competente à volta de Myles Turner. É deste jovem poste que se espera mais e a razão porque os Pacers não pensaram duas vezes em ceder os veteranos George e Teague.

O Pior: Se bem que as trocas feitas mantêm a equipa na luta pelos playoffs, é muito pouco provável que tenham grandes hipóteses de fazer grande coisa depois de lá chegarem. Por isso mesmo, esta aposta pode roçar a mediania, em oposição a um rebuild mais acentuado que faria a equipa perder mais jogos, mas, eventualmente, conseguir mais jovens talentosos no futuro.

Expectativas: Na verdade as expectativas dos Pacers, desde que o reinado de Reggie Miller acabou, nunca foram muito altas. Paul George trouxe algum direito a sonhar, mas a sua horrível lesão fê-lo perder demasiado tempo nos Pacers e, ao forçar a saída, termina mais uma era em Indiana. Será Miles Turner assim tão bom, para construir um contender de futuro? Provavelmente não. Mas os Pacers apostam numa ida aos playoff, na afirmação de Turner e, eventualmente, numa confirmação de Oladipo, para atacar o mercado de free agents e tentar construir um contender. Por agora, chegar aos playoff é o objectivo possível.


#22 Los Angeles Lakers

 

 

Dono(s) da equipa: Buss Family

General Manager: Magic Johnson

Treinador: Luke Walton

Entradas: Lonzo Ball (pick #2 do draft), Andrew Bogut, Thomas Bryant (pick #42 do draft), Kentavious Caldwell-Pope, Alex Caruso (undrafted rookie), Josh Hart (pick #30 draft), Kyle Kuzma (pick #27 do draft), Brook Lopez

Saídas: Tarik Black , Timofey Mozgov, David Nwaba, Thomas Robinson, D’Angelo Russell, Metta World Peace, Nick Young

Permanências: Corey Brewer, Jordan Clarkson, Luol Deng, Tyler Ennis, Brandon Ingram, Larry Nance, Jr., Julius Randle, Ivica Zubac

5 Inicial: Lonzo Ball (guard), Kentavious Caldwell-Pope (guard), Brandon Ingram (forward), Julius Randle (forward), Brook Lopez (center)

6th Man: Jordan Clarkson (guard)

O Melhor: Uma equipa recheada de jovens talentos que pode vir a ter um futuro brilhante, caso todos concretizem o seu potencial (algo um pouco improvável).

O Pior: A equipa é mesmo só isto, um bando de miúdos com muito potencial, mas também com muita inexperiência, e que será dada aos erros típicos de planteis feitos nestes moldes. A falta de um líder em campo. O tempo de antena que o pai de Lonzo Ball vai ter.

Expectativas: Não as tenham. Estes Lakers vão continuar a ser maus, embora este ano possa ser verdadeiramente divertido vê-los jogar, sobretudo, se Lonzo Ball confirmar os pergaminhos de floor general com que vem rotulado (algo que o seu antecessor,  D’Angelo Russell, nunca conseguiu). Deixar que o tempo cumpra o seu papel, que os miúdos continuem a crescer, evoluir e a ganhar minutos. No fim da época serão grandes candidatos a uma pick valiosa na lottery.


#21 Dallas Mavericks

 

 

Dono da equipa: Mark Cuban

General Manager: Donnie Nelson

Treinador: Rick Carlisle

Entradas: Dennis Smith (pick #9 do draft), Josh McRoberts, Jeff Withey

Saídas: Nicolás Brussino, A.J. Hammons, DeAndre Liggins, Jarrod Uthoff

Permanências: Yogi Ferrell, JJ Barea, Seth Curry, Devin Harris, Wesley Matthews, Harrison Barnes, Dwight Powell, Dirk Nowitzki, Nerlens Noel

5 Inicial: Dennis Smith (guard), Wesley Matthews (guard), Harrison Barnes (forward), Dirk Nowitzki (forward), Nerlens Noel (center)

6th Man: Seth Curry

O Melhor: Rick Carlisle, o melhor não-Pop na Liga; Mark Cuban com um microfone à frente.

O Pior: Ausência total e completa de banco; historial de lesões.

Expectativas: É desesperante olhar para os swing and misses de Mark Cuban na free agency. Temos um dono que está disposto a gastar o que for preciso para prolongar a janela de uma carreira inigualável, a de Dirk, mas que por uma razão ou por outra falha sempre, parecendo ainda estar a pagar o karma de ter desfeito uma equipa campeã no Verão de 2011. Dennis Smith, no entanto, tem dado todos os indicadores, um base ultra-moderno, com um slash and kick evoluído e bom tiro, apesar da defesa deixar a desejar, um pouco à imagem de um Lillard no começo da sua carreira. É um instrumento mais que suficiente para o sempre subvalorizado génio de Carlisle formar uma unidade titular espectacular, não me surpreenderia se fosse top-10 em net rating. O problema, claro está, é que são precisos pelo menos mais 5 jogadores competentes para o banco conseguir fazer a equipa sobreviver ao longo da época, e Dallas não parece tê-los. Tudo aponta para mais uns playoffs sem o Diggler, e com isso chora o saudosista em mim.


#20 Detroit Pistons

 

 

Dono da equipa: Tom Gores

General Manager: Stan Van Gundy

Treinador: Stan Van Gundy

Entradas: Avery Bradley, Dwight Buycks, Langston Galloway, Luke Kennard (pick #12 do draft), Luis Montero, Eric Moreland, Landry Nnoko (undrafted rookie), Anthony Tolliver, Derek Willis (undrafted rookie).

Saídas: Aron Baynes, Kentavious Caldwell-Pope, Michael Gbinije, Darrun Hilliard, Marcus Morris

Permanências: Reggie Bullock, Andre Drummond, Henry Ellenson, Tobias Harris, Reggie Jackson, Stanley Johnson, Jon Leuer, Boban Marjanovic, Ish Smith, Beno Udrih

5 Inicial: Reggie Bullock (guard), Avery Bradley (guard), Tobias Harris (forward), Stanley Johnson (forward), Andre Drummond (center)

6th Man: Ish Smith (guard)

O Melhor: A adição de Avery Bradley pode ser aquela peça que faltava. Ano após ano, os Pistons parecem desperdiçar os bons anos da sua estrela, Drummond. O plantel no papel parece sempre melhor do que os resultados obtidos. E em Bradley a equipa recebe alguém que não deixa dúvidas do que é. E o melhor que esta equipa pode receber é jogadores que sejam constantes. Mais uma vez o plantel que inclui Harris, Jackson e jovens como Smith e Johnson, pode sonhar com os playoff.

O Pior: A verdade é que a equipa, que já no ano passado parecia moldada para uma presença na post season, acabou por decepcionar os seus adeptos. A forma de Jackson após a lesão foi assustadoramente fraca, o que permitiu a explosão de Ish Smith. Nem sabemos sequer se Smith será titular ou não. Se jackson não melhora rapidamente, assim será, certamente. E mesmo Tobias Harris acabou por ainda não jogar ao nível que pode. A maior adversidade dos Pistons vem de dentro.

Expectativas: Por tudo o que dissemos antes, esta é uma das equipas mais difíceis de avaliar. Se todos jogarem ao nível que já jogaram ou antingirem o potencial que prometem, os Pistons têm com certeza um lugar nos oito primeiros de Este. Se não o conseguirem, não têm outra hipótese do que fazer uma revolução no plantel. O que pode não ser fácil. Os Pistons têm vários contratos grandes garantidos até 2020, incluindo 5M pela dispensa de Josh Smith. O futuro não parece muito favorável.


#19 Philadelphia 76’ers

 

 

Dono(s) da equipa: Joshua Harris & David Blitzer

General Manager: Bryan Colangelo

Treinador: Brett Brown

Entradas: Markelle Fultz (pick #1 do draft), Amir Johnson, Furkan Korkmaz (rookie proveniente da Europa), James McAdoo, Jacob Pullen (undrafted rookie), J.J. Redick

Saídas: Gerald Henderson, Shawn Long, Alex Poythress, Sergio Rodríguez, Tiago Splitter

Permanências: Justin Anderson, Jerryd Bayless, Joel Embiid, Timothe Luwawu, Jahlil Okafor, Dario Saric, Ben Simmons, Nik Stauskas, Robert Covington, Richaun Holmes, T.J. McConnell

5 Inicial: Markelle Fultz (guard), J.J. Redick (guard), Ben Simmons (forward), Joel Embiid (forward), Jahlil Okafor (center)

6th Man: Dario Saric (forward)

O Melhor: Os 76’ers têm as duas primeiras escolhas dos dois últimos drafts, Fultz e Simmons, e um monstro de jogador naquele que foi a terceira escolha do draft de 2014, Joel Embiid. Se se conseguirem manter longe de lesões está aqui um trio com um potencial tremendo.

O Pior: Os 76’ers nunca se conseguem livrar da saga das lesões. Joel Embiid é de facto um monstro, mas um monstro com ossos de cristal, a fazer lembrar Elijah Price ou Mr. Glass, o personagem de Samuel L. Jackson no filme Unbreakable de M. Night Shyamalan.

Expectativas: Joel Embiid já avisou que este é o ano em que Philly volta aos playoffs e por mais surpreendente que pareça isso pode mesmo acontecer, fruto do seu core sólido, jovem e com muito talento, e de uma Conferência Este onde o CAB Madeira tinha potencial para rivalizar com os melhores (nunca nos cansamos de o lembrar).


#18 Memphis Grizzlies

 

 

Dono da equipa: Robert Pera

General Manager: Chris Wallace

Treinador: David Fizdale

Entradas: Ivan Rabb, (pick #35 do draft), Dillon Brooks (pick #45 do draft), Kobi Simmons (undrafted rookie), Ben McLemore, Tyreke Evans, Mario Chalmers

Saídas: Tony Allen, Vince Carter, Zach Randolph

Permanências: Mike Conley, Chandler Parsons, James Ennis, JaMychael Green, Marc Gasol, Brandan Wright

5 Inicial: Mike Conley (guard), Tyreke Evans (guard), Chandler Parsons (forward), JaMychal Green (forward), Marc Gasol (center)

6th Man: Ben McLemore

O Melhor: Tudo o que sai do pick and roll mais cerebral da Liga, Mike & Marc; David ‘TAKE THAT FOR DATA!’ Fizdale.

O Pior: RIP Grit’n’Grind; ausência de soluções no banco.

Expectativas: Tiremos um segundo do nosso dia para agradecer os anos de Grit’n’Grind. Com as saídas de Tony Allen e Z-Bo, a hora da mudança chegou, e David Fizdale parece o homem certo no lugar certo. Assentes no QI dos sobredotados Marc e Mike, os Grizzlies parecem este ano melhor equipados nas ‘asas’ com Tyreke, Parsons, Ennis e McLemore. Infelizmente, o Oeste também parece demasiado forte para uma época de renovação em Memphis resultar em grandes voos, e o banco não pode – nem vai – deixar ninguém optimista.


#17 Charlotte Hornets

 

Dono da Equipa: Michael Jordan

General Manager: Rich Cho

Treinador: Steve Clifford

Entradas: Dwayne Bacon (undrafted rookie), Michael Carter-Williams, Isaiah Hicks (undrafted rookie), Dwight Howard, Mangok Mathiang (undrafted rookie), Malik Monk (pick #11 do draft), Marcus Paige (undrafted rookie), Julyan Stone, T.J. Williams (undrafted rookie)

Saídas: Marco Belinelli, Miles Plumlee, Brian Roberts, Ramon Session, Briante Weber, Christian Wood

Permanências: Nicolas Batum, Frank Kaminsky, Michael Kidd-Gilchrist, Jeremy Lamb, Johnny O’Bryant, Kemba Walker, Marvin Williams, Cody Zeller

5 Inicial: Kemba Walker (guard), Nicolas Batum (guard), Michael Kidd-Gilchrist (forward), Marvin Williams (forward), Dwight Howard (center)

6th Man: Malik Monk

O Melhor: Esta equipa já tinha um grupo interessante de talentos mesmo antes de lhes cair no colo, na 11ª pick do draft, um jogador tão entusiasmante como Malik Monk. Kemba Walker vai continuar o seu crescimento e, apesar da sua personalidade “especial”, a chegada de Dwight Howard é, no mínimo dos mínimos, um upgrade considerável no jogo defensivo interior – isto numa equipa que já era conhecida pela sua defesa muito disciplinada.

O Pior: A perda de Nicolas Batum durante um período de 8 a 12 semanas (após uma lesão no cotovelo num jogo da preseason) é um golpe duro nas aspirações dos Hornets. Com a Conferência Este cada vez mais em aberto, esta equipa era uma das que tinha maiores esperanças de dar luta aos gigantes no topo. Sem Batum neste arranque, simplesmente chegar aos playoffs passou a ser o objetivo mais realista. E, claro, há sempre a possibilidade de Dwight Howard destruir completamente a química no balneário, como tem sido seu apanágio.

Avaliação: Mesmo com a infeliz lesão de Batum, os Hornets continuam a ser uma equipa boa e muito bem treinada. Simplesmente o seu tecto de potencial ficou severamente reduzido. Ainda assim, Kemba Walker é o tipo de jogador que pode decidir jogos apertados e, com o seu talento defensivo, esse é exatamente o tipo de jogos que costumam acontecer em Charlotte. Se conseguirem sobreviver a um arranque coxo na temporada, estes Hornets com Batum de regresso são o tipo de equipa que pode dar luta a qualquer um.


#16 Miami Heat

 

Dono da Equipa: Micky Arison

General Manager: Andy Elisburg

Treinador: Erik Spoelstra

Entradas: Bam Adebayo (pick #14 do draft), Larry Drew II, A.J. Hammons, DeAndre Liggins, Jordan Mickey, Kelly Olynyk, Derrick Walton (undrafted rookie), Matt Williams (undrafted rookie)

Saídas: Luke Babbitt, Chris Bosh, Josh McRoberts, Willie Reed

Permanências: Goran Dragic, Wayne Ellington, Udonis Haslem, James Johnson, Tyler Johnson, Josh Richardson, Dion Waiters, Hassan Whiteside, Justise Winslow, Rodney McGruder

5 Inicial: Goran Dragic (guard), Dion Waiters (guard), Justise Winslow (forward), James Johnson (forward), Hassan Whiteside(center)

6th Man: Tyler Johnson

O Melhor: Entre o seu cinco titular e as múltiplas opções no banco, este é um dos plantéis mais equilibrados em toda a liga. Com a mão segura de Erik Spoelstra, um dos melhores treinadores na NBA, os Miami quase conseguiram “roubar” um lugar nos playoffs, após um começo desastroso. Nomes como Goran Dragic ou Hassan Whiteside, acompanhados pelos revitalizados Dion Waiters e James Johnson, são o tipo de jogadores com algo a provar que podem ajudar a provar que o final escaldante da última temporada não foi um engano.

O Pior: Tal como normalmente acontece quando o valor de uma equipa está quase totalmente na força do seu coletivo, os Heat têm alguma falta de uma estrela “a sério” para assumir o lance decisivo em grandes jogos – algo irónico, dado que há poucos anos eram acusados de acumular super-estrelas. Adicionalmente, têm um historial algo dúbio com lesões e terão de ter uma sorte diferente este ano, para evitar que comecem novamente atrás do pelotão.

Avaliação: Toda a temporada dos Miami Heat prende-se essencialmente a uma grande questão – todas aquelas vitórias no final da temporada passada foram um sinal de uma equipa pronta a ascender ao topo ou apenas uma ilusão? Eu acredito mais na primeira hipótese. Assim, com o talento mais diluído na metade inferior da entrada para os playoffs no Este, os Heat podem sonhar com razoável segurança com um 5º lugar na tabela – ou até mais, se Spoelstra continuar a confirmar que é um absoluto extraterrestre no que diz respeito a retirar tudo o que é possível dos seus jogadores.


#15 Portland Trail Blazers

 

 

Dono da Equipa: Paul Allen

General Manager: Neil Olshey

Treinador: Terry Stotts

Entradas: Zach Collins (pick #10 do draft), Caleb Swanigan (pick #26 do draft), CJ Wilcox

Saídas: Allen Crabbe, Festus Ezeli, Tim Quarterman

Permanências: Al-Farouq Aminu, Pat Connaughton, Ed Davis, Moe Harkless, Jake Layman, Meyers Leonard, Damian Lillard, CJ McCollum, Shabazz Napier, Jusuf Nurkic, Evan Turner, Noah Vonleh

5 inicial: Damian Lillard (guard), CJ McCollum (guard), Moe Harkless (forward), Al-Farouq Aminu (forward), Jusuf Nurkic (center)

6th Man: Evan Turner (forward)

O Melhor: Um backcourt de luxo (no ataque).

O Pior: Ainda não terem encontrado um verdadeiro power forward.

Prognóstico: A época passada foi mais complicada do que se esperava para os Blazers, mas ainda assim conseguiram chegar à oitava posição da conferência, depois de uma maré vitoriosa impulsionada pelo recém-chegado Jusuf Nurkic. Caso o poste bósnio consiga manter o seu nível exibicional, os Blazers têm tudo para terminar a época de forma mais confortável.


#14 Utah Jazz

 

 

Dono(s) da Equipa: Miller Family

General Manager: Dennis Lindsey

Treinador: Quin Snyder

Entradas: Ricky Rubio, Thabo Sefolosha, Ekpe Udoh, Jonas Jerebko, Nate Wolters, Donovan Mitchell (pick #13 do draft), Tony Bradley (pick #28 do draft), Royce O’Neale (undrafted rookie), Eric Griffin (undrafted rookie)

Saídas: Gordon Hayward, George Hill, Boris Diaw, Trey Lyles, Shelvin Mack, Jeff Withey

Permanências: Alec Burks, Dante Exum, Derrick Favors, Rudy Gobert, Rodney Hood, Joe Ingles, Joe Johnson, Joel Bolomboy, Raul Neto

5 inicial: Ricky Rubio (guard), Rodney Hood (guard), Joe Ingles (forward), Derrick Favors (forward), Rudy Gobert (center)

6th Man: Donovan Mitchell (guard)

O Melhor: Rudy Gobert, Rodney Hood e Donovan Mitchell podem vir a ser all-stars um dia.

O Pior: Falta de um marcador de pontos consistente, depois da saída de Gordon Hayward .

Prognóstico: Os Utah Jazz são uma das equipas com melhor organização dentro e fora das quatro linhas, com jogadores que partilham a bola e dão tudo na defesa, e um treinador competente. Noutros anos poderia ser suficiente para chegar aos playoffs, mas a conferência Oeste será um campo de batalha, na época que se aproxima, e os Jazz não têm armas adequadas.


#13 Toronto Raptors

 

 

Dono(s) da equipa: Maple Leaf Sports & Entertainmente, Ltd. (MLSE)

General Manager: Masai Ujiri

Treinador: Dwane Casey

Entradas: OG Anunoby (pick #23 do draft), Lorenzo Brown, K.J. McDaniels, Alfonzo McKinnie (undrafted rookie), C.J. Miles, Malcolm Miller (undrafted rookie)

Saídas: DeMarre Carroll, Cory Joseph, Patrick Patterson, P.J. Tucker

Permanências: Bruno Caboclo, DeMar DeRozan, Serge Ibaka, Kyle Lowry, Lucas Nogueira, Jakob Pöltl, Norman Powell, Pascal Siakam, Jonas Valanciunas, Fred VanVleet, Delon Wright

5 Inicial: Kyle Lowry (guard), DeMar DeRozan (guard), C.J. Miles (forward), Serge Ibaka (forward), Jonas Valanciunas (center)

6th Man: Norman Powell (guard)

O Melhor: O cinco inicial é muito consistente e pode ganhar a qualquer outra equipa da liga any given Sunday.

O Pior: A equipa pouco mais tem que o seu cinco inicial.

Expectativas: A única equipa canadiana da liga vive no eterno limbo das equipas boas, mas não tão boas que possam ter hipóteses de competir pelo título. Se é certo que estarão presentes nos playoffs, também é certo que o máximo que poderão alcançar é a segunda ronda dos mesmos. É agridoce.


#12 New Orleans Pelicans

 

 

Dono da equipa: Tom Benson

General Manager: Dell Demps

Treinador: Alvin Gentry

Entradas: Frank Jackson (pick #31 do draft), Tony Allen, Ian Clark, Darius Miller (rookie proveniente da Europa), Rajon Rondo

Saídas: Donatas Motiejunas, Hollis Thompson

Permanências: Jrue Holiday, E’Twan Moore, Jordan Crawford, Solomon Hill, Anthony Davis, Dante Cunningham, Alexis Ajinca, DeMarcus Cousins, Omer Asik

5 Inicial: Jrue Holiday (guard), E’Twan Moore (guard), Dante Cunningham (forward), Anthony Davis (forward), DeMarcus Cousins (center)

6th Man: Rajon Rondo

O Melhor: As Twin Towers; as Twin Towers (já que são duas..)

O Pior: A rotação de wings, e a consequente ausência de spacing.

Expectativas: Sejamos francos: a conversa sobre esta equipa começa e acaba no par de All-Stars que coabita no paint da Big Easy. Podemos falar da vinda de Rondo (pista: é asneira), da tentativa que fizeram em apetrechar-se na wing (depois do deserto de anos recentes, há pouca, mas alguma esperança com as adições de Tony Allen, Ian Clark e Darius Miller), mas a verdade é que nada disso interessa. DeMarcus Cousins está no seu último ano de contrato, e das duas uma: ou ele e o ‘Brow se entendem finalmente após um training camp juntos, o resto da equipa não joga mal e as lesões deixam-nos em paz, e o resultado é uma equipa temível que ninguém quer ver à frente, com um mismatch no interior para o qual poderá não haver rival; ou então continuam ridiculamente maus defensivamente (a amostra de 30 jogos do ano passado é assustadora), as lesões voltam, Rondo bate num colega/dorme com a mulher de outro/recusa-se a pagar uma aposta perdida num jogo de cartas a meio de um voo, e temos os ingredientes certos para DMC ser trocado à pressão, Anthony Davis fartar-se de não ir a lado nenhum e saltar no ano seguinte, e a continuidade do basket profissional em New Orleans ficar em sério risco. Vai ser high stakes basket, e vai ser fascinante, dê lá para onde der.


#11 Denver Nuggets

 

 

Dono da Equipa: E. Stanley Kroenke

General Manager: Arturas Karnisovas

Treinador: Mike Malone

Entradas: Paul Millsap, Trey Lyles, Tyler Lydon (pick #24 do draft), Monte Morris (pick #51 do draft), Torrey Craig

Saídas: Danilo Gallinari, Roy Hibbert, Mike Miller

Permanências: Darrell Arthur, Will Barton, Malik Beasley, Wilson Chandler, Kenneth Faried, Gary Harris, Juancho Hernangomez, Nikola Jokic, Emmanuel Mudiay, Jamal Murray, Jameer Nelson, Mason Plumlee

5 inicial: Jamal Murray (guard), Gary Harris (guard), Wilson Chandler (forward), Paul Millsap (forward), Nikola Jokic (center)

6th Man: Will Barton (guard)

O Melhor: A inesperada contratação de Millsap.

O Pior: O ainda débil jogo defensivo do center Nikola Jokic

Prognóstico: Para além dos já famosos Warriors, Cavaliers ou Celtics, estes Denver Nuggets deverão ser uma das equipas mais fascinantes de acompanhar. O center Jokic trata a bola como um base e para complementar o seu jogo terá agora Paul Millsap, um veterano com credenciais all-star. A experiência de Jamal Murray a base será interessante, dado que sabe lançar de fora e não precisará de tomar conta de todas as posses de bola ofensivas. Se no ano passado falharam os playoffs por um cabelo, este ano deverão lá chegar e provar que evoluíram bastante.


#10 Milwaukee Bucks

 

 

Dono(s) da equipa: Wesley Edens & Marc Lasry

General Manager: Jon Horst

Treinador: Jason Kidd

Entradas: Joel Anthony, Sterling Brown (pick #46 do draft), Gerald Green, Xavier Munford, Brandon Rush, D.J. Wilson (pick #17 do draft).

Saídas: Michael Beasley, Spencer Hawes

Permanências: Giannis Antetokounmpo, Malcolm Brogdon, Matthew Dellavedova, John Henson, Thon Maker, Khris Middleton, Greg Monroe, Jabari Parker, Tony Snell, Mirza Teletovic, Jason Terry, Rashad Vaughn, Gary Payton II

5 Inicial: Malcolm Brogdon (guard), Tony Snell (guard), Khris Middleton (forward), Giannis Antetokounmpo (forward), Thon Maker (center)

6th Man: Jabari Parker (forward)

O Melhor: O futuro cada vez mais parece colar-se com o presente. Depois de há dois anos surpreender meio mundo nos playoff com uma equipa demasiado jovem, o treinador Jason Kid tem tido altos e baixos na confirmação do potencial desta equipa. Mas o que não vacilou foi a evolução do Greek Freek. Antetokounmpo voltou a subir uns bons degraus no caminho para o estrelato, e este ano pode ser o ano em que discute o prémio de MVP. Ele é assim tão bom. Adicionando mais dois bons potenciais em Brogdon (que venceu o prémio de rookie do ano de 2016/17) e em Maker, o futuro é risonho em Milwaukee. E esta é uma frase que tem sido rara por aquelas bandas.

O Pior: Um dos maiores travões para a confirmação da potência desta equipa tem sido a tendência para lesões prolongadas. Antetokounmpo e Middleton, os dois melhores marcadores da equipa, só foram titulares um jogo juntos na temporada regular, na época passada. Para não falar de Jabari Parker, número 2 do draft de 2014 que tem uma média de apenas 50 jogos por época.

Expectativas: Os objectivos desta jovem equipa é lutar por aquele terceiro lugar no Este com Washington e Toronto, logo a seguir a Cleveland e Boston. E não ficaríamos chocados se conseguissem fazer esse brilharete contra equipas mais veteranas. Se as lesões os deixarem evoluir, é bem possível. Da quinta posição não devem passar. Uma coisa é certa, ver os Bucks, nomeadamente o grego a jogar, vai ser cada vez mais excitante. Será o ano de um europeu voltar a ser MVP?


#9 Los Angeles Clippers

 

 

Dono da equipa: Steve Ballmer

General Manager: Lawrence Frank

Treinador: Doc Rivers

Entradas: Patrick Beverley, Sam Dekker, Jawun Evans (pick #39 do drat), Danilo Gallinari, Montrezl Harrell, Willie Reed, Milos Teodosic (rookie que vem do CSKA de Moscovo), Sindarius Thornwell (pick #48 do draft), C.J. Williams (undrafted rookie), Louis Williams, Jamil Wilson (undrafted rookie)

Saídas: Alan Anderson, Brandon Bass, Jamal Crawford, Raymond Felton, Luc Mbah a Moute, Chris Paul, Paul Pierce, J.J. Redick, Marreese Speights, Diamond Stone

Permanências: Blake Griffin, Brice Johnson, Wesley Johnson, DeAndre Jordan, Austin Rivers

5 Inicial: Milos Teodosic (guard), Austin Rivers (guard), Danilo Gallinari (forward), Blake Griffin (forward), DeAndre Jordan (center)

6th Man: Louis Williams (guard)

O Melhor: Os Clippers contrataram um dos jogadores europeus mais entusiasmantes da actualidade, e que aos 30 anos tem experiência e maturidade suficiente para vingar no imediato na NBA: O sérvio Milos Teodosic. Reestruturamam-se por completo mas conseguiram manter a competitividade, algo tão raro e só ao nível dos melhores.

O Pior: É certo que chegou Teodosic para ser o novo point guard da equipa, mas isso só aconteceu porque perderam Chris Paul. São os Clippers e podemos ter a certeza que tudo o que lhes pode correr mal, vai correr.

Expectativas: Este é o ano zero para estes Clippers completamente remodelados. Da época passada transitam apenas cinco jogadores (entre eles DeAndre Jordan e Blake Griffin, é certo) e o treinador (Doc Rivers, também ele um dos melhores da liga, é certo), pelo que dizer o que valerão estes Clippers é uma verdadeira incógnita, pelo que talvez seja mais fácil dizer o que não serão. Não serão a pior equipa da sua cidade. Não serão dos que ficam de fora dos playoffs. Não serão piores que a época passada. Mas também não serão candidatos a ganhar nada esta época.


#8 Washington Wizards

 

Dono da Equipa: Ted Leonsis

General Manager: Ernie Grunfeld

Treinador: Scott Brooks

Entradas: Carrick Felix, Tim Frazier, Jodie Meeks, Devin Robinson (undrafted rookie), Mike Scott, Donald Sloan, Mike Young (undrafted rookie)

Saídas: Bojan Bogdanovic, Trey Burke, Brandon Jennings, Daniel Ochefu

Permanências: Bradley Beal, Marcin Gortat, Ian Mahinmi, Chris McCullough, Markieff Morris, Kelly Oubre, Otto Porter, Tomas Satoransky, Jason Smith, John Wall

5 Inicial: John Wall (guard), Bradley Beal (guard), Otto Porter (forward), Markieff Morris (forward), Marcin Gortat (center)

6th Man: Kelly Oubre

O Melhor: Continuidade. A equipa dos Wizards tem-se mantido essencialmente a mesma nos últimos anos – e os benefícios dessa estabilidade sentiram-se na prestação dos rapazes de Washington no ano passado. Em teoria, essa evolução positiva tem tudo para se manter este ano. Adicionalmente, as lesões crónicas de Bradley Beal parecem ter-se tornado uma coisa do passado. Assim sendo, a dupla de Wall e Beal tem tudo para continuar a ser um poderoso catalisador ofensivo para uma equipa que é, de um modo geral, muito segura.

O Pior: Falta de rasgo é essencialmente a principal coisa que limita os Wizards. Os princípios estáveis que os têm tornado tão consistentes durante a temporada regular são os mesmos que os limitam nos playoffs, quando o plano A deixa de resultar e é preciso improvisar. Os Wizards têm também alguns problemas na defesa do jogo interior, com Gortat a ser mais útil no ataque que na defesa. Não é um problema grave, mas é um problema.

Avaliação: Os Wizards não têm tanto grandes defeitos a apontar quanto têm simplesmente expectativas limitadas. São bons, mas não são incríveis. O único jogador no plantel com verdadeiro potencial de explosão é John Wall, mas ele já tem basicamente revelado a totalidade do seu potencial e a equipa parece continuar a ser apenas boa. Não incrível. Os Wizards são uma equipa que, quase garantidamente, vai avançar razoavelmente nos playoffs, mas sem grandes sonhos de competir na final. Sabem o que são. São… bons.


#7 Minnesota Timberwolves

 

Dono da Equipa: Glen Taylor

General Manager: Scott Layden

Treinador: Tom Thibodeau

Entradas: Jimmy Butler, Jeff Teague, Taj Gibson, Jamal Crawford, Aaron Brooks, Anthony Brown, Justin Patton (pick #16 do draft), Marcus Georges-Hunt

Saídas: Zach Lavine, Ricky Rubio, Omri Casspi, Kris Dunn, Jordan Hill, Adreian Payne, Nikola Pekovic, Brandon Rush

Permanências: Cole Aldrich, Nemanja Bjelica, Gorgui Dieng, Tyus Jones, Shabazz Muhammad, Karl-Anthony Towns, Andrew Wiggins

5 inicial: Jeff Teague (guard), Jimmy Butler (guard), Andrew Wiggins (forward), Taj Gibson (forward), Karl-Anthony Towns (center)

6th Man: Gorgui Dieng (forward)

O Melhor:  A chegada de Jimmy Butler, jogador de top 20 na NBA.

O Pior: Inexperiência e falta de provas dadas.

Prognóstico: Muitos apontavam os Timberwolves para os playoffs na época anterior, mas foi notória a falta de processos defensivos e dificuldade de Thibodeau em implementar o seu jogo. Com um ano de aclimação, e nomes sonantes como Butler e Teague, deverão ter o suficiente para quebrar a série de 13 anos sem chegar à post-season.


#6 Boston Celtics

 

 

Dono(s) da equipa: Boston Basketball Partners L.L.C.

General Manager: Danny Ainge

Treinador: Brad Stevens

Entradas: Kadeem Allen (pick #53 do draft), Aron Baynes, Jabari Bird (pick #56 do draft), Gordon Hayward, Kyrie Irving, Shane Larkin, Marcus Morris, Abdel Nader (pick #58 do draft de 2016), Semi Ojeleye (pick #37 do draft), Jayson Tatum (pick #3 do draft), Daniel Theis (rookie proveniente da Europa), Guerschon Yabusele (pick #16 do draft de 2016)

Saídas: Avery Bradley, Jae Crowder, Gerald Green, Demetrius Jackson, Jonas Jerebko, Amir Johnson, Jordan Mickey, Kelly Olynyk, Isaiah Thomas James Young, Tyler Zeller

Permanências: Jaylen Brown, Al Horford, Terry Rozier, Marcus Smart

5 Inicial: Kyrie Irving (guard), Jaylen Brown (guard), Gordon Hayward (forward), Marcus Morris (forward), Al Horford (center)

6th Man: Jayson Tatum (forward)

O Melhor: Conseguiram juntar Kyrie Irving e Gordon Hayward, dois excelentes jogadores no pico da sua forma física, e constituir um dos melhores 5 iniciais da liga. Ver Kyrie assumir uma equipa sua, fora da sombra de ninguém.

O Pior: Construir um cinco inicial fortíssimo levou toda a profundidade do banco de Boston, um dos seus maiores assets na época anterior.

Expectativas: Na paupérrima conferência Este o mínimo que se espera é que, tal como o ano passado, atinjam as finais de conferência e dêem um pouco mais de luta aos Cavs, algo que com este cinco inicial é uma certeza. Certo é também que a falta de banco será fatal para conseguirem superar Lebron James e companhia, que estã particularmente fortes nesse capítulo.


#5 Cleveland Cavaliers

 

 

Dono da equipa: Daniel Gilbert

General Manager: Koby Altman

Treinador: Tyronn Lue

Entradas: José Manuel Calderón, Jae Crowder, Jeff Green, John Holland, Cedi Osman (pick #31 do draft de 2015), Kendrick Perkins, Derrick Rose, Isaiah Thomas, Dwyane Wade, Ante Zizic (pick #23 do draft de 2016).

Saídas: Kyrie Irving, Dahntay Jones, James Jones, Walter Tavares, Deron Williams, Derrick Williams, Richard Jefferson , Kay Felder

Permanências: Channing Frye, LeBron James, Kyle Korver, Kevin Love, Iman Shumpert, J.R. Smith, Tristan Thompson

5 Inicial: Isaiah Thomas (guard), Dwyane Wade (guard), LeBron James (forward), Jae Crowder (forward), Kevin Love (center)

6th Man: J.R. Smith (guard)

O Melhor: Enquanto LeBron James morar em Cleveland, este tópico tem que começar sempre por aí. Por muito que mudem este ou aquele jogador, ter James é sinónimo de ter presença marcada nas Finais. E com uma conferência Este ainda mais debilitada, depois da mudança de vários All-Stars para Oeste, Cleveland tem ainda menos concorrência, permitindo-o jogar sem pôr a carne toda no assador e chegar aos playoffs com menos minutos nas pernas. Por isso mesmo, o front office trabalhou para tornar a equipa mais profunda. E conseguiu.

O Pior: Uma das coisas que podem evitar mais uma final para LeBron é a aproximação dos Boston, que fizeram uma mini revolução e receberam de braços abertos Kyrie Irving, protagonista da mais chocante cartada na off season. Forçou a saída para sair da sombra de James e acabou por trocar de lugar com Isaiah Thomas. A outra é a possível turbulência que esta saída e a entrada de Wade podem trazer. Estas mexidas resultaram na saída não desejada de Thomas de Boston, da ida para o banco de J.R. Smith (que já fez questão de reclamar) e Tristan Thompson. Também Love acaba para ir para uma zona de desconforto, ao ser empurrado para Center.

Expectativas: A grande questão é esta. Esta mini-revolução pode ter criado demasiados descontentes? Visto que se arriscam mais uma vez a serem campeões, acreditamos que tudo se vai resolver. A verdade é que mesmo considerando que Irving será melhor que Thomas, a equipa ficou muito mais profunda. A adição de Crowder no cinco pode até ser uma das melhores mudanças. E digamos que ter no banco Rose, J.R. Smith, Korver, Green e Thompson, é obra. Adivinha-se mais um passeio de Cleveland pelos playoff até às finais.


#4 Oklahoma City Thunder

 

 

Dono da Equipa: Clayton Bennet

General Manager: Sam Presti

Treinador: Billy Donovan

Entradas: Paul George, Carmelo Anthony, Patrick Patterson, Raymond Felton, Isaiah Canaan, Terrance Ferguson (pick #21 do draft), Dakari Johnson, Daniel Hamilton, Chris Wright

Saídas: Norris Cole, Taj Gibson, Enes Kanter, Victor Oladipo, Doug McDermott, Domantas Sabonis

Permanências: Alex Abrines, Steven Adams, Semaj Christon, Nick Collison, Josh Huestis, Andre Roberson, Kyle Singler, Russell Westbrook, Jerami Grant

5 inicial: Russell Westbrook (guard), Paul George (guard), Andre Roberson (forward), Carmelo Anthony (forward), Steven Adams (center)

6th Man: Patrick Patterson (forward)

O Melhor: Três estrelas com provas dadas.

O Pior: Andre Roberson a lançar de qualquer sítio.

Prognóstico: Para além dos Boston Celtics, os Oklahoma City Thunder foram a equipa que mais puxou pela imaginação e entusiasmo dos adeptos, com a contratação de Paul George e Carmelo Anthony, sem dar grande coisa em troca. Será fascinante ver como as três estrelas partilharão o campo (e a bola), e como Russell Westbrook defenderá o seu título de MVP. Andre Roberson é uma verruga prominente no rosto do que será um possível adversário complicado para os Warriors, que têm muitas poucas imperfeições. Só o tempo dirá quão longe estes Thunder chegarão.


#3 Houston Rockets

 

 

Dono da equipa: Tilman Fertitta

General Manager: Daryl Morey

Treinador: Mike D’Antoni

Entradas: Isaiah Hartenstein (pick #43 do draft), Chris Paul, Luc Mbah a Moute, PJ Tucker, Zhou Qi, Demetrius Jackson

Saídas:  Sam Dekker, Patrick Beverley Lou Williams, DeAndre Liggins, Kyle Wiltjer, Montrezl Harrell

Permanências: Eric Gordon, Trevor Ariza, Ryan Anderson, Clint Capela, Nené Hilário

5 Inicial: Chris Paul (guard), James Harden (guard), Trevor Ariza (forward), Ryan Anderson (forward), Clint Capela (center)

6th Man: Eric Gordon (guard)

O Melhor: Moreyball!!!!; talvez o melhor backcourt a passar a bola, de sempre.

O Pior: A defesa; o front court na hora de defender; a defesa outra vez.

Expectativas: A equipa que entregou a sua filosofia de jogo a uma folha de Excel (e que foi vendida por um preço recorde pelo caminho!), parece ter feito o seu all-in na tentativa de atormentar os Super-Warriors: prescindiu de boa parte da sua rotação em favor de outra superstar, Chris Paul. Vai ser um backcourt incrível, com os melhores highlights do ano, e Clint Capela deve ser o homem mais feliz da NBA neste momento. Eu não estou assim tão optimista: a verdade é que nos playoffs os jogos abrandam, e as defesas tornam-se mais preponderantes. É difícil, muito difícil tirar da retina o último jogo oficial que fizeram: uma humilhação caseira por quase 40 pontos frente aos Spurs sem Kawhi, num jogo em que pareceram 150% sem vontade de querer jogar basquetebol. As suas duas maiores fraquezas, banco e defesa, não melhoraram, para não dizer que pioraram. Prevejo uma fase regular fantástica, e uma postseason decepcionante.


#2 San Antonio Spurs

 

Dono da equipa: Peter Holt

General Manager: RC Buford

Treinador: Gregg Popovich

Entradas: DerrickWhite (pick #29 do draft), Jaron Blossomgame (pick #59 do draft), Rudy Gay, Brandon Paul, Matt Costello, London Perrantes (undrafted rookie)

Saídas: Jonathon Simmons, Dewayne Dedmon,

Permanências: Tony Parker, Patty Mills, Dejounte Murray, Danny Green, Bryn Forbes, Kawhi Leonard, Kyle Anderson, Davis Bertans, Joffrey Lauvergne

5 Inicial: Tony Parker (guard), Danny Green (guard), Kawhi Leonard (forward), LaMarcus Aldridge (forward), Pau Gasol (center)

6th Man: Rudy Gay (forward)

O Melhor: Com a devida vénia ao paineleirismo português, a ‘estrutura’; Kawhi Effing Leonard.

O Pior: Ausência de um point de elite na conferência Oeste; Dependência acentuada de veteranos num jogo cada vez mais rápido.

Expectativas: O trio Pop-Buford-Holt joga xadrez onde os outros jogam damas, mas este Verão trouxe-lhes dois xeques mal sucedidos: Chris Paul e Kyrie Irving. Na Conferência Oeste, jogar sem um point guard de elite é uma proposição difícil, e cá estão os Spurs outra vez. Tony Parker, com Ginobili e Gasol, são 3 dos melhores jogadores internacionais de sempre, mas também somam bem mais de 100 anos juntos, o jogo passa cada vez mais rápido por eles, e o medo dos Spurs serem demasiado dependentes deles é legítimo. O contra-argumento é obviamente fácil: Pop e Kawhi. Depois do what if que ficou sobre as nossas cabeças quando o tornozelo do Klaw rodou para o lado errado, a ganhar por 20 no jogo 1 das WCF, alguém está realmente disposto a excluir o franchise desportivo mais bem gerido dos EUA antes da época começar? Ah, e pode ser que o LaMarcus apareça!


#1 Golden State Warriors

 

Dono(s) da equipa: Joe Lacob & Peter Guber

General Manager: Bob Myers

Treinador: Steve Kerr

Entradas: Jordan Bell (pick #38 do draft), Chris Boucher (undrafted rookie), Omri Casspi, Nick Young

Saídas: Matt Barnes, Ian Clark, James McAdoo

Permanências: Stephen Curry, Kevin Durant, Draymond Green, Andre Iguodala, Damian Jones, Shaun Livingston, Kevon Looney, Patrick McCaw, JaVale McGee, Zaza Pachulia, Klay Thompson, David West

5 Inicial: Stephen Curry (guard), Klay Thompson (guard), Kevin Durant (forward), Draymond Green (forward), Zaza Pachulia (center)

6th Man: Andre Iguodala (forward)

O Melhor: Não perderam ninguém da sua estrutura base, que tem aquele que é, provavelmente, o melhor cinco inicial da história da Liga.

O Pior: São o alvo a abater por parte de todas as outras equipas da liga.

Expectativas: Ganhar! Nenhuma outra equipa tem expectativas tão altas como Golden State. Por mais voltas que se dê é praticamente impossível que não pôr os Warriors como principais favoritos a sagrarem-se campeões no fim da época. Se o ano passado havia a dúvida sobre a forma como Kevin Durant entraria na equipa, esta época será apenas a confirmação do seguinte: Curry + Klay + KD + Green + um pino = O melhor cinco inicial da história da liga. Enquanto se mantiverem juntos será praticamente impossível alterar isto.

 

Pedro Filipe

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