December 13, 2019

 

Leonardo Jardim não precisava de vencer o Manchester City para ser cotado como um dos melhores treinadores portugueses da atualidade. O trabalho efetuado pelos clubes por onde passou, a que se junta a evolução tremenda do Mónaco desde a sua chegada, é mais do que suficiente para atestar as suas qualidades.

 

Já admirava Leonardo Jardim antes de entrar no Sporting. Postura tranquila, conhecedor, sempre muito certo sobre aquilo que pretendia. Terá sido isso que motivou a sua saída de Alvalade. Bruno de Carvalho achava que o Sporting tinha condições para ser campeão numa segunda época com Jardim, o técnico achava que não. Ainda assim, saiu a bem e rendeu dinheiro ao clube. Tive pena, talvez na tal segunda época, conhecendo melhor a equipa, tivesse condições para chegar ao título.

 

O extraordinário percurso de Leonardo Jardim no Principado ganha ainda mais relevância quando olhamos para uma equipa construída por muitos jovens, como Lemar, Babayoko ou Bernardo Silva (este já mais uma certeza do que promessa), a que se junta a experiência de jogadores como Subasic, João Moutinho ou Falcao.

 

Grande parte do sucesso do Mónaco está na abordagem tática. No jogo com o City, os monegascos surgiram muitas vezes com quatro jogadores dentro da grande área e outros tantos praticamente à entrada. Daí que não seja de espantar o elevado volume de golos marcados na Ligue 1. Será suficiente para o título? Só saberemos no final, mas este Mónaco merece, talvez mais até do que o Nice.

 

Independentemente do desfecho, acredito que esta seja a última época de Jardim à frente do Mónaco. Fala-se numa possível saída para o Arsenal (tendo em conta que é desta, Wenger), e talvez os gunners, ávidos por sangue novo, sejam o clube ideal. Leonardo Jardim merece um campeonato mais competitivo e acho que se adaptaria muito facilmente ao estilo de jogo inglês.

 

P.S. – Não posso deixar de referir o “esquecimento seletivo” que alguma comunicação social portuguesa faz de Leonardo Jardim, em detrimento de outros treinadores bem menos entusiasmantes, como Marco Silva. Talvez seja pelo facto de o primeiro ser sportinguista assumido e tenha saído a bem com Bruno de Carvalho. Talvez…

 

Pedro Gabriel

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