November 13, 2019

Eu tenho 2 clubes: o FC PORTO E O PARIS SG. Ontem, ambos jogavam a passagem aos 1/4 de Final da Champions. Um com um resultado favorável na primeira mão (2 golos marcados fora) recebia uma equipa de Manchester com muito pouco a que se agarrar nos últimos tempos. A outra vinha de uma derrota 2-1 em casa de um adversário italiano.

Contra todas as expectativas, a que passou foi a que estava em desvantagem. Depois de uma derrota importante em casa contra o rival histórico, que lhe custou a liderança do campeonato, o Porto deu a volta ao 2-1 obtido em Roma, e conseguiu convencer o Estádio do Dragão e os adeptos azuis e brancos de que a chama continua acesa.

Marega jogou como se tivesse 3 pulmões e 4 pernas, incansável e absolutamente vital nesta corrida aos quartos de final. Passador no golo de Soares, marcador no segundo golo dos Dragões, Marega foi o jogador que torpilhou mais a defesa Romana, cansando-os ao extremo, permitindo a dominação do Dragão até aos derradeiros minutos da partida.

Já o PSG… conseguiu desperdiçar uma vantagem de 2 golos fora de casa, conseguiu sofrer um golo-piada no segundo minuto de jogo, conseguiu oferecer ao Manchester um penalti nos últimos minutos de jogo para coroar uma partida cheia de tropeções e atropelos, de trapalhadas e sincera palhaçada da parte de alguns dos jogadores mais bem pagos da Europa. O clube milionário mordeu-se a cauda, vacilou quando tinha o resultado mais favorável, demonstrou mais uma vez que uma equipa não se monta apenas com cheques, têm que haver um suplemento de alma que AINDA lhe falta. 

Mbappé sentiu-se muito sozinho na frente do ataque parisiense, mas não é desculpa para um jogador do seu calibre falhar o que falhou, atrapalhar-se com a bola nos pés como ele o fez, e perder n vezes a ocasião de matar o jogo convenientemente. E é mais que sabido que quem não marca…

Hoje de manhã um amigo perguntou se estou feliz ou triste com os resultados da UCL ontem à noite. A resposta é que estou… grato. Apesar de tudo, o futebol continua a ser um espectáculo emocionante por causa de espectáculos como o de ontem à noite. Dois jogos, duas reviravoltas, suspense até ao fim (e além, com o prolongamento no Dragão), e como única certeza que o resultado só está selado depois do apito final.

Ricardo Glenn Baptista

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