August 25, 2019

A NBA já está em ritmo de cruzeiro, com jogos todos os dias e noites de sono mal dormidas um pouco por todo o país. Vamos fazer uma pequena viagem por algumas das mais fascinantes histórias desta primeira semana de jogos:

Philadelphia 76ers chocam toda a liga

Os Philadelphia 76ers era suposto estarem a jogar mal de propósito para conseguirem uma boa escolha de draft no próximo Verão – de preferência a primeira, para poderem escolher o prodígio canadiano Andrew Wiggins. Pois, alguém se esqueceu de avisar os jogadores, principalmente o rookie deste ano, Michael Carter-Williams que tem, passados quatro jogos, médias de 20 pontos, 7,8 assistências, 5 ressaltos e 3,3 steals – o que lhe valeu a distinção de Eastern Conference Player of the Week, tornando-se o único outro rookie a conseguir ganhar este prémio na sua semana de estreia para além Shaquille O’Neal, em 1992. Esta boa forma dos 76ers, que ganharam os três primeiros jogos da temporada, incluindo vitórias com os Heat e os Bulls, não deverá durar – ontem foram prontamente humilhados pelos Golden State Warriors e não temos de recuar muito no tempo para nos lembrarmos que no ano passado os Charlotte Bobcats também começaram bem a temporada antes de se tornarem no desastre que todos antecipávamos. Mas o que interessa se este arranque incrível dos 76ers será de sol de pouca dura? Só temos de apreciar a loucura enquanto durar.

Chris Paul lança a sua candidatura para MVP

Não vou já começar a cantar vitória após apenas quatro jogos, mas a minha escolha de Chris Paul para MVP da liga está a revelar-se, para já, adequada. Os Los Angeles Clippers, depois da inesperada derrota contra os Los Angeles Lakers (ainda sem Kobe Bryant), marcaram uma média de mais de 124 pontos nos três jogos seguintes. O grande motor deste ataque avassalador dos Clippers tem sido Chris Paul, que no ano passado apostava em “descansar” nos primeiros períodos do jogo, para reservar toda a sua energia para o final dos jogos. Tal não tem sido o caso desde que Doc Rivers se tornou o treinador, com Chris Paul a ter incríveis médias de 26,5 pontos, 13,3 assistências, 3,8 ressaltos e 3,3 steals nos seus primeiros quatro jogos. Mais do que apenas os números, Paul tem sido um líder implacável, nunca deixando a sua equipa adormecer e mantendo a energia sempre no máximo, algo que é essencial para uma equipa tão jovem e atlética. Devo destacar também o jogo entre os Clippers e os Warriors, que terminou numa vitória da equipa de LA por 126-115 e contou com um duelo entre CP3 (42 ponto, 15 assistências, 6 steals) e Stephen Curry (38 pontos, 9 assistências, 9-14 da linha de três pontos), ataques desvairados e até alguma animosidade, com Andrew Bogut a envolver-se numa escaramuça com DeAndre Jordan. Com o bem que jogam e o pouco que gostam uma da outra, qualquer jogo futuro entre Clippers e Warriors deverá ser obrigatório para qualquer fã da NBA.

O Russell Westbrook é um cyborg

Depois de ter sido operado ao menisco, as expectativas iniciais eram que Russell Westbrook iria demorar entre quatro a seis semanas antes de poder voltar a jogar. Depois, começaram a circular notícias de que o prodígio atlético dos Oklahoma City Thunder estava muito adiantado na sua recuperação e poderia perder apenas duas semanas de competição. A maioria de nós abanou a cabeça, confiantes de que esta era uma esperança absurda. E tínhamos razão – porque Westbrook só perdeu dois jogos da sua equipa e regressou no encontro contra os Phoenix Suns, terminando com 21 pontos, 7 assistências e 4 ressaltos. Ponderei fazer todo um texto sobre as maravilhas dos avanços tecnológicos na medicina desportiva ou lançar o repto para que este fosse o caso com todas as outras lesões que ainda atormentam algumas das maiores estrelas na NBA, como Kobe Bryant ou Rajon Rondo. Mas não, não há muito mais a dizer. Russell Westbrook é um cyborg – só nos resta esperar que a sua programação nunca o vire contra os humanos.

Pedro Quedas

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