October 23, 2019

 In testa, a Fiorentina de Paulo Sousa, os seus 24 pontos, os 22 golos marcados e os 9 sofridos. Parece desmentir as, ainda persistentes, “certezas” sobre o futebol italiano: futebol excessivamente táctico, demasiado pensado e tragicamente cínico.
Ainda nos lembramos dos 1024 golos marcados na época passada?
Em igualdade pontual, o Inter de Mancini, com os seus 11 (onze) golos marcados e sete tentos sofridos. Parece confirmar não só as, ainda persistentes, “certezas” sobre o futebol italiano: tradicionalmente cínico, excessivamente pensado e demasiadamente táctico, como também a regra de ouro da construção civil: antes do telhado, as fundações; antes de ataques demolidores, uma retaguarda de betão. É a melhor defesa.
Já o melhor ataque reside na capital. A Roma de Garcia, plena de pontaria, 25 golos, 23 pontos, terceiro lugar mas…13 (treze) esféricos no fundo das suas redes. O caminho para o quarto scudetto, faz-se com menos viagens de Wojciech Szczesny ao fundo da baliza.

Nos antípodas da tabela, em décimo oitavo lugar, encontramos o Bolonha, que marca pouco (9) sofre muito (15), já foi chicoteado psicologicamente e que tem agora Roberto Donadoni como timoneiro, para que se evite nova descida de divisão, no Renato Dall´ara: 9 pontos conquistados até ao momento.

Mas há pior: o Hellas Verona que, sem Luca Toni, ainda não venceu. Os olhos também comem mas não marcam: 8 reti (golos) marcados, tem o pior ataque e uma das piores defesas com 17 golos encaixados e 6 pontos.

A última posição da Serie A (e a primeira da B, como se costuma ler em Itália) é ocupada pelo, recém-promovido e estreante, Carpi. Para este emblema, a Serie A tem sido uma Via Sacra: muitas dores, nenhum crescimento: pior defesa (23 golos sofridos) e um ataque que precisa urgentemente de pontaria afinada: 10 golos marcados e 6 pontos.

Para os tiffosi dos números, deixo duas notas mais acerca do que tem sido a Serie A até ao momento:

Média de golos por equipa:
1º: Roma: 2,3 golos/jogo
2º Fiorentina: 2 golos/ jogo
3º Nápoles: 1,9 golos/ jogo
13º(!) Inter: 1 golo/jogo

Remates, eis os números:
1º Juventus- 153
2º Nápoles- 148
3º Roma- 146
8º(!) Inter- 111

Melhores marcadores:
1º Eder, Sampdória- 9 golos
2º Higuaín, Nápoles- 8 golos
3º Carlos Bacca, Milan- 6 golos
Sugestões para o fim-de-semana:

Prato Quente e Principal: Roma x Lázio;
Degustação: Torino x Inter
Natal dos Hospitais: Hellas Verona x Bolonha
Passeio dos Alegres: Empoli x Juventus
Liguria a quanto obrigas: Sampdória x Fiorentina

Como gosto de atribuir prémios, decidi criar dois por crónica. E os estreantes são:
O galardão da categoria “(Não) vou ser despedido, não vou?” é atribuído ao treinador do Milan, Sinisa Mihajlovic. Graças aos resultados positivos recentemente alcançados, como a vitória em Roma sobre a Lázio, conseguiu aliviar um pouco o espectro do despedimento (era líder nas casas de apostas).
Por último, o prémio da categoria “Allegri ma non troppo” vai para… Massimilliano Allegri, treinador da Vecchia Signora, que tem sofrido para fazer da Juventus candidata de corpo inteiro à conquista do scudetto desta época. Recordo que a Juventus é a actual tetra campeã italiana mas ocupa uma modesta 10ª posição.  Talvez a vitória no derby de Turim, no último segundo, sirva de tónico para o resto da época.

Arriverdeci!

Ze Pedro

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