December 13, 2019

 

O Sporting foi eliminado das competições europeias, frente ao Legia, depois de os polacos terem vencido o conjunto leonino por 1-0.

 

É por demais óbvio, que o Sporting tem um plantel, em termos de qualidade, superior ao do Legia. Também é verdade que, embora tivesse feito boas prestações nos jogos com o Dortmund e Real Madrid, os leões podiam e deviam ter feito melhor, no que toca a pontuação.

 

Mas afinal, quem é o principal culpado desta saída prematura do Sporting das competições da UEFA? Pois bem, vamos por partes. Em primeiro lugar, na minha opinião, o reforço do plantel não foi o mais bem conseguido. O esforço financeiro que se fez, até agora, não teve o retorno desportivo esperado.

 

No ataque, é reconhecida a capacidade de finalização e de trabalho de Bas Dost, no entanto, o avançado ainda não fez esquecer Islam Slimani. Luc Castaignos e André Souza, são para já… incógnitas. Se o primeiro poucos jogos fez, o segundo, dos jogos que fez pouco mostrou. Alan Ruiz é um jogador com qualidade, e que com tempo e paciência pode vir a tornar-se num excelente médio ofensivo, mas falta-lhe ainda a adaptação. Markovic, até agora, mostrou pouco. Pode dar-se o benefício da dúvida ao jovem sérvio, mas a paciência do tribunal de Alvalade, com o ex-benfiquista, já se esgotou há muito tempo.

 

 

Por sua vez, no meio-campo o regresso de Elias, até agora, não surtiu efeito. O internacional brasileiro ainda não conseguiu demonstrar ser uma alternativa a Adrien. O sérvio Petrovic é ainda pior. Era apontado com a alternativa a William Carvalho, mas até Bruno Paulista já o ultrapassou nas escolhas. Por sua vez ainda é difícil de tirar qualquer conclusão quanto a Douglas.

 

Faltou um substituto à altura para João Mário, mas também para Téo Gutiérrez. Jorge Jesus ainda procura as melhoras alternativas para estas duas pedras que foram nucleares na última época.

 

Mas o problema do Sporting não está apenas no plantel. Longe disso.

 

A começar na Direcção. O índice de popularidade do Presidente Bruno de Carvalho, junto dos adeptos do Sporting, com certeza que já teve melhores dias. A repetitiva política de comunicação, as demasiadas intervenções em público, os «ataques» e declarações (com o Benfica sempre em ponto de mira), deixaram o líder Leonino com uma imagem demasiado desgastada.

 

Depois… Jorge Jesus. Um técnico, reconhecido e com um palmarés interessante a nível nacional e mesmo europeu que teima em não aprender com os erros. No passado, enquanto treinador do Benfica, cometeu vários erros tácticos, porque se lembrava de “inventar” antes dos jogos mais importantes. Agora, enquanto treinador do Sporting, a história repete-se. Para um treinador que ganha 6M/ano, era importante saber corrigir os seus erros… e também o seu discurso. O seu discurso presunçoso já não intimida os adversários. Depois de ter menosprezado Rui Vitória, não o qualificando como treinador, e de perder o título para o técnico do Benfica, Jesus menosprezou, também, o Légia de Varsóvia, quando deu praticamente como garantida a conquista do terceiro lugar do Grupo. Será que aprendeu de vez? A Jorge Jesus, neste momento, só lhe resta um objectivo para salvar a época: ser Campeão. Nem Taça de Portugal, nem Taça da Liga podem salvar o técnico. Qualquer outra posição, que não seja a de primeiro, irá colocar em causa o seu lugar no Sporting. Os sportinguistas exigem que um avultado investimento, tanto na equipa técnica como no plantel, tenha resultados.

 

Quo vadis Jorge Jesus?

 

Paulo A. Correia

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