September 19, 2019

 

Ponto prévio: eu sou sócio e adepto do Clube de Futebol “Os Belenenses” e como tal acredito que este texto possa ser algo tendencioso.

 

Posto isto, hoje ao ver a apresentação do Professor Jorge Simão em Braga, lembrei-me de que na altura, considerei um enorme erro a não renovação de contrato por parte da Administração da SAD do Belenenses. Recordemos: em 2013/14 o Belenenses regressou à I Liga, depois de uma época fantástica na II Liga, pela mão de Mitchell van der Gaag. À quinta jornada, a infelicidade abateu-se sobre o Estádio do Restelo, com o colapso cardíaco do treinador holandês, curiosamente no dia haveria de marcar a primeira vitória da equipa no campeonato, mas que marcaria o seu abandono do comando da equipa. No jogo seguinte a equipa foi orientada por Jorge Simão, à altura dos factos treinador adjunto, para na sexta jornada Marco Paulo pegar na equipa. Seria substituído por Lito Vidigal à 24ª jornada. O treinador Angolano viria a conseguir o milagre da permanência e, naturalmente, manteve-se no cargo para a temporada seguinte. Uma pré-temporada e temporada marcadas por bate-bocas entre Lito e Rui Pedro Soares culminaram na saída do treinador, deixando a equipa a 9 jornadas do fim da liga em posição europeia.

 

 

Para o seu lugar chegou o treinador do Mafra, esse mesmo, Jorge Simão. Certamente ninguém ficaria surpreendido se a equipa tivesse quebrado, mas mesmo em cima da meta, a qualificação para a Liga Europa foi conseguida.

 

 

E aqui dá-se, na minha opinião, o grande erro da administração “azul”: não manter Jorge Simão, que mostrou competência, para dar o lugar a Ricardo Sá Pinto, que não tinha mostrado nada que o recomendasse para o cargo. Sim, podem dizer-me que foi conseguida uma histórica qualificação para a fase de grupos da Liga Europa e foi conseguida uma brilhante vitória em Basileia, tudo certo. Mas a par disso a equipa arrastava-se no campeonato, com um futebol sem chama.

 

 

Enquanto isto, Jorge Simão levaria o Paços de Ferreira a uma época tranquila, praticando um futebol agradável. Já esta época, estava a ser a surpresa pela positiva, guiando o recém promovido Desportivo de Chaves a um assinalável 8º lugar após 14 jornadas.

 

Agora no comando de uma equipa com outros objectivos, como o Sporting de Braga, pode provar toda a sua competência. Ou então desmentir tudo e dar cabo do que tenho estado a escrever.

 

 

Já o Sporting de Braga tinha ido buscar um treinador já com um passado no clube, inclusive conquistando uma Taça da Liga. No entanto, esta segunda passagem de Peseiro pelo banco dos Arsenalistas não correu conforme o planeado, especialmente na Liga Europa, onde num grupo acessível o Braga não conseguiu passar aos dezasseis avos de final. Confesso que me intriga a carreira deste treinador. Adepto do futebol positivo, a passagem por Alvalade foi o maior exemplo disso, não conseguiu no entanto o palmarés a que parecia estar destinado. Má escolha de alguns projectos conjugadas com a sua proverbial falta de sorte terão estado na base desta falta de títulos.

 

Pelo menos na Liga fez um trabalho interessante, que proporciona uma boa base de trabalho para Jorge Simão. Vou seguir com muito interesse este promissor treinador.

Nuno Fernandes

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