September 19, 2019

Não será fácil de imaginar um dia da semana com tão pouco peso nas nossas consciências, em pleno verão, ganhar de repente alguma importância. A quinta-feira é normalmente vista como a simples, cinzenta antecessora da radiante sexta-feira (e em algumas línguas é mesmo assim conhecida). Não partilha do amor ao sábado e sequer do fervoroso ódio à segunda. Ninguém se lembra nem espera pela quinta-feira e só o poder do desporto pode mudar esse facto.

 

A ocasião chegou e deve-se a uma combinação improvável de calendarização e resultados dentro de campo. A estes pode juntar-se também a minha perspectiva como adepto, porque um fã dos Orlando Magic como eu viverá o draft de quinta-feira com muito mais emoção que um dos Miami Heat, por exemplo. Acredito, no entanto, que todos os leitores terão elevado interesse no jogo entre a Selecção nacional portuguesa e a sua congénere do Gana. E é por aí que vamos começar a desconstrução do dia de hoje.

 

No mundo do jogo com os pés…

Depois da devastação pela mão dos alemães (tantas piadas de mau gosto, tão pouco tempo…), a Selecção portuguesa defrontou os Estados Unidos da América e com eles protagonizou o empate mais desolador da história do futebol. Os americanos viam a confirmação do apuramento desaparecer nos últimos segundos e os portugueses não se contentavam com a crença num milagre.

 

Milagre tem sido a palavra utilizada, e não é para menos. Ainda assim, depois de lamentar as lesões,  o clima e a convocatória de apenas um lateral esquerdo, é difícil não torcer pelo muito improvável, pois é assim o adepto e ainda que a dor da eliminação seja o mais certo e a esperança não faça sentido, só assim podemos viver algo ao máximo.

 

No mundo do jogo com as mãos…

A classe de 2014 da NBA tem dado que falar e vem funcionando como a sexta-feira da esquecível classe de 2013 há já muito tempo. Os maiores protagonistas vêm dos quatro cantos do mundo: Camarões, Canadá, Croácia, Austrália… e trazem com eles a promessa de um futuro melhor para as organizações mais necessitadas. Os Orlando Magic enquadram-se nesse grupo e a chegada deste dia torna-se surreal, pois sigo estes nomes com atenção desde a partida de Dwight Howard para os Lakers em 2012.

 

Depois de muita ponderação, finalmente escolhi o base australiano Dante Exum como preferido dada a posição dos Magic no draft (nº 4), mas o destino gosta de pregar partidas e há apenas alguns dias o poste Joel Embiid – que era projectado como a primeira escolha – lesionou-se com gravidade no pé, e devido às histórias de terror de jogadores com as suas características físicas com a mesma lesão, deverá ser ignorado pelas primeiras cinco equipas, possivelmente levando Exum para fora do alcance dos Magic.

 

Na história da NBA são inúmeras as avalanches iniciadas devido a uma única posição no draft e num ano tão crucial será difícil manter a calma caso os sinais comecem a aparecer.

 

Que venham mais dias assim. Força Portugal!

 

Mauro Pedrosa

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